Rede social lançará funcionalidades contra o bullying, mas também existem outras formas de se defender dos agressores.
O bullying é um problema sério. Muitos jovens são atingidos, principalmente no período escolar e que recebeu impulso com as redes sociais. É por isso que o Instagram está se mobilizando para minimizar o mal em sua plataforma. Com o uso de Inteligência Artificial (IA), a rede social vai identificar conteúdos ofensivos e pedir ao usuário que repense se realmente quer postar aquilo.
As funcionalidades deverão ser lançadas em breve nos países de língua inglesa (e depois para o restante dos idiomas). Semelhantemente, não deve demorar muito para que essas ferramentas estejam à disposição dos brasileiros. O Instagram será pioneiro pois as outras redes sociais, como Facebook, Twitter e WhatsApp, ainda não possuem ferramentas específicas contra o bullying.
Mas vamos começar entendendo o significado da palavra tão usada hoje em dia. O termo vem do inglês bully (brigão) e dá nome à prática de atos violentos, intencionais e repetitivos contra outra pessoa, normalmente indefesa. A agressão pode ser física ou moral. Nesse último caso se enquadra o bullying virtual. De todo modo, os danos emocionais são profundos, e danosos.
IA na luta contra o bullying
No caso do Instagram, quando a nova funcionalidade estiver funcionando, ocorrerá assim: se alguém teclar “Você é horrível de tão feio e ainda por cima muito burro”, a IA do aplicativo vai intervir antes da postagem. E perguntar ao autor: “Tem certeza que quer publicar isto? Entenda”. Então, se o usuário clicar em “Entenda”, surgirá a seguinte informação: “Estamos pedindo para os usuários repensaram comentários parecidos, que foram notificados como inapropriados”.
Não é garantido, evidentemente, que o potencial autor de bullying vá mudar de ideia por causa da intervenção do Instagram. Ele poderá simplesmente ignorar o aviso e postar sua ofensa. No entanto, testes mostraram que boa parte dos usuários advertidos reconsiderou e modificou suas postagens, passando a utilizar termos menos ofensivos.
Instagram será a rede social pioneira no lançamento de ferramentas contra o bullying.
O Instagram também notou, entre usuários jovens, forte resistência a bloquear autores de bullying ou denunciar agressores. Isso acontece porque as vítimas têm medo de deixar a situação ainda pior, o que pode ocorrer se existe convivência na vida real. Por esse motivo, a plataforma lançará também uma ferramenta chamada “Restringir”, para ser usada nestes tipos de casos.
Veja como funciona: se uma pessoa restrita comentar uma postagem sua, só você verá esse comentário, não todo o público. Os “restritos” também não ficam sabendo se seu alvo (você) está ativo e nem se leu suas mensagens.
Tudo começa com a educação
Em princípio, como combater o bullying presencial ou virtual? A maneira mais eficiente vem da educação, que começa em casa e segue pela escola. É necessário conscientizar sobre o respeito a terceiros, o entendimento das diferenças, a necessidade de tratar todos da mesma maneira.
Entretanto, as redes sociais estão povoadas de gente que desconsidera essas questões e se dedica ferozmente ao bullying. Primordialmente, como tentar neutralizá-las? Em resumo, ao menor sinal de agressão em qualquer rede social, simplesmente retire o agressor de sua lista de contatos. E, em seguida, informe seus amigos sobre o banimento e suas causas, para que todos possam igualmente se proteger.
SaferNet auxilia vítimas no Brasil
Ao mesmo tempo, é importante saber que existem outros mecanismos de ajuda. No Brasil, 7 de abril é o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola. E existe, em pleno funcionamento, uma ONG que trabalha bastante nesse campo. É a SaferNet, voltada para a promoção e defesa dos direitos humanos na internet no país. Veja este vídeo deles:
A ONG atua na orientação de crianças, adolescentes, jovens, pais e educadores, com foco no uso responsável e seguro da internet. Além disso, criou e coordena a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos e tem, em parceria com a Unicef, a campanha “Acabar com o bullying #ÉDaMinhaConta”.
Vale a pena visitar a página da SaferNet, com excelentes conteúdos sobre crimes na web, privacidade e liberdade de expressão. Aproveite e confira outro vídeo útil sobre um canal de ajuda para vítimas de bullying:
Um link muito importante para vítimas de bullying é o da HelpLine Brasil, braço nacional de uma organização que atua em 133 países, e que acaba direcionando para o canal de ajuda da SaferNet.
Página inicial do canal de ajuda para vítimas de bullying.
Dicas sobre como agir
Similarmente, a organização norte-americana Ditch Label tem uma série de dicas bem legais para as vítimas de cyberbullying – o bullying feito pela internet. Confira as sugestões:
Em primeiro lugar, nunca responda. Depois, faça um screenshot e guarde essas capturas de tela. Em seguida, bloqueie o agressor. Depois, fale sobre o bullying com alguém de sua confiança, não guarde o sofrimento só para si. Próximo ponto: denuncie o agressor. Além disso, cuide de sua privacidade nas redes sociais e não fale com desconhecidos.
Por fim, as duas últimas sugestões exigem bastante da vítima. O ideal é conseguir falar com o agressor, o que pode ser feito com mediador, como um professor. E, logo após, ter a coragem de oferecer ajuda ao agressor. Isso porque quem pratica bullying inegavelmente tem problemas sérios.
Criados apenas para atender a demanda de aplicativos, estabelecimentos não têm espaço físico; muitas vezes, um único chef cuida de três ou quatro marcas.
Durante quase toda a semana, Ricky Lopez, chefe e proprietário do Top Round Roast Beef, em São Francisco, empilha uma dezena de sanduíches de carne com fritas para serem enviados para clientes famintos. Ele também prepara coxinhas de frango para outro restaurante de sua propriedade, o Red Ribbon Fried Chickens. E produz hambúrgueres de carne grelhados para um terceiro, o TR Burgers and
Wings. E ainda prepara sorvete de creme para uma confeitaria.
Ao contrário do que parece, Lopes não é um megaempresário do ramo de comida. Das quatro operações de Lopes, três são "restaurantes virtuais", sem nenhuma loja física, com mesas e cadeiras. Existem somente dentro de um aplicativo, o Uber Eats, serviço de delivery de comida do Uber. "O serviço de delivery representava um quarto dos meus negócios, mas hoje chega a 75%, disse Lopez, 26 anos.
Aplicativos de entrega de comida como Uber Eats, DoorDash e Grubhub começam a transformar o setor de restaurantes nos Estados Unidos, que hoje equivale a US$ 863 bilhões. À medida que mais pessoas encomendam comida para comer em casa e os serviços de entrega se tornam mais rápidos e mais convenientes, os aplicativos vêm mudando o próprio conceito do que é operar um restaurante.
Os novos restaurateurs não precisam mais alugar espaço para um restaurante. Tudo o que precisam é de uma cozinha - ou até parte de uma. Eles abrem uma empresa dentro de um aplicativo de entrega de comida e promovem seu produto para os clientes do aplicativo, sem ter dificuldade e os gastos de contratar garçons ou comprar móveis e toalhas de mesa. Os clientes que encomendam comida por
aplicativo não têm a mínima idéia de que o restaurante não existe fisicamente.
A mudança popularizou dois tipos de estabelecimentos de culinária digitais. Os restaurantes virtuais, ligados a restaurantes de verdade, como o Top Round de Lopez, que prepara pratos especificamente para delivery. E as chamadas "ghost kitchens" (cozinhas fantasma) que não têm presença real como restaurante, e basicamente são um centro de preparação de comida para entrega por encomenda.
"A encomenda de comida online não é um mal necessário. É a maior oportunidade no setor de restaurantes nos dias atuais", disse Alex Canter, que administra o Centers Deli em Los Angeles e uma startup que auxilia os restaurantes a racionalizarem as encomendas por aplicativo feitas a eles. "Se não usar aplicativos de delivery, você não existe".
Muitas das operações só de entrega são novas, mas seu efeito pode ter um longo alcance, potencialmente acelerando a tendência das pessoas encomendarem comida em vez de ir a um restaurante ou preparar suas refeições em casa.
Uber e outras empresas vêm conduzindo a mudança
Desde 2017, o Uber ajudou na abertura de quatro mil restaurantes virtuais com restaurateurs como Lopez, que são exclusivos do aplicativo Uber Eats. Janelle Sallenave, que dirige o Uber Eats na América do Norte, diz que a companhia analisa dados de vendas de um bairro para identificar a demanda não atendida no campo de entrega de comida. Ela então contata restaurantes que usam o aplicativo e os incentiva a criarem um serviço virtual para atender a essa demanda.
Outras empresas também estão entrando no setor. Travis Kalanick, ex-diretor executivo do Uber, fundou a CloudKitchens, startup que atua como incubadora de cozinhas fantasma. Mas à medida que os aplicativos de delivery criam novos tipos de restaurantes eles podem afetar alguns estabelecimentos tradicionais que já vêm lutando com altas despesas operacionais e uma concorrência brutal.
Restaurantes que utilizam aplicativos de delivery como Uber Eats e Grubhub pagam comissões de 15% a 30% para cada encomenda. Embora os estabelecimentos digitais consigam economizar nos gastos gerais, os pequenos restaurantes independentes com reduzidas suas margens não podem se permitir a essas comissões.
"Há uma preocupação de que este se torne um sistema em que os proprietários de restaurantes ficam presos a um modelo de negócio instável e inadequado", disse Mark Gjonaj, presidente do conselho da comissão de pequenas empresas da prefeitura da cidade de Nova York. Os aplicativos de entrega de comida também devem minar a relação entre cliente e chefe de cozinha. "Um chefe costuma andar pelo chão do restaurante e observar o cliente desfrutando da sua comida", disse Shawn Quais, que dirige uma "ghost kitchen" em Chicago. "O serviço de delivery acaba com essa relação emocional e a redenção criativa".
O Uber e outros aplicativos de delivery alegam que estão ajudando os restaurantes, e não prejudicando. "Por que um restaurante estaria trabalhando conosco e não estivéssemos ajudando-os a aumentar
suas encomendas?, questiona Sallenave. Os estabelecimentos que só atendem a encomendas por aplicativo nos Estados Unidos datam de 2013, quando a startup Green Summit Group começou a funcionar como uma "ghost kitchen" em Nova York. Com apoio do Grubhub, o Green Summit produzia pratos que eram comercializados online sob marcas como Leafage (saladas) e Butcher Block (sanduíches).
Mas o Green Summit despendia centenas de milhares de dólares por mês, disse Jason Shapiro, consultor que trabalhou para a empresa. Há dois anos o serviço fechou, pois não conseguiu atrair novos investidores.
Na Europa o aplicativo de delivery de comida Deliveroo também começou a testar a cozinha fantasma. Criou estruturas de cozinha de metal chamadas Rooboxes em alguns locais, incluindo um parque de estacionamento a leste de Londres. No ano passado, a empresa abriu uma cozinha fantasma num armazém em Paris, onde o Uber Eats também testou esse tipo de cozinha.
Essas cozinhas fantasma também surgiram na China onde os aplicativos de entrega de comida são muito usados nas megacidades do país. O setor alcançou US$ 70 bilhões em encomendas no ano passado, segundo a firma de análises iResearch. Uma startup chinesa, a Panda Selectec, recentemente levantou US$ 50 milhões junto a investidores, incluindo o Tiger Global Management.
Esses experimentos se propagaram. Nos últimos dois anos a Family Style, startup de Los Angeles, abriu cozinhas fantasma em três Estados e criou mais de meia dezena de marcas de pizza com nomes como Lorenzos, em Nova York, Fromans Chicago, Pizza and Gabriellas New York, encontradas no Uber Eats e em outros aplicativos.
A CloudKitchens, que Kalanick fundou depois de deixar o Uber em 2017, arrendou espaços de cozinha para vários restaurantes estabelecidos em Los Angeles, incluindo o SweetGreen, para testar o modelo delivery apenas. O diretor executivo do SweetGreen, Jonathan Neman, mostrou-se entusiasmado com as cozinhas fantasma.
E a Kitchen United, outra empresa de Pasadena, na Califórnia, vem trabalhando com restaurantes físicos para criação de estabelecimentos direcionados apenas para comida por encomenda. E pretende criar 400 "centros de cozinha" nos próximos anos. Quanto ao tipo de comida "os consumidores ao que parece não estão em busca de opções adicionais, mas de novas modalidade de consumo" disse Jim Collins, diretor executivo da Kitchen United.
A empresa europeia de blockchain The Bitfury Group, avaliada recentemente em mais de 1 bilhão de dólares, lançou uma divisão de inteligência artificial, disse o presidente da companhia nesta terça-feira.
13/05/2017 REUTERS/Kacper Pempel/Illustration
Foto: Reuters
A divisão de inteligência artificial vai operar ao lado dos serviços blockchain existentes da Bitfury e permanecer como parte da empresa. A Bitfury é uma das poucas empresas de blockchain do mundo com uma avaliação de pelo menos 1 bilhão de dólares. Essa lista inclui a Coinbase, uma bolsa de criptomoedas baseada nos Estados Unidos, e a Bitmain da China, a maior empresa de mineração de moedas digitais do mundo.
Valery Vavilov, presidente-executivo e co-fundador da Bitfury, disse que a necessidade de analisar e extrair valor de toneladas de dados disponíveis levou a empresa a entrar na área de inteligência artificial, ramo da ciência da computação que enfatiza a criação de máquinas inteligentes que atuam e se comportar como seres humanos.
"Os dados estão se tornando o próximo petróleo", disse Vavilov. "Coletamos tantos dados, mas apenas 2% de todos esses dados foram analisados; 98% estão ociosos e esperando para serem analisados."
Inteligência artificial é um dos setores de tecnologia que atraiu grande financiamento até agora este ano. De acordo com a empresa de pesquisa CB Insights, o segundo trimestre de 2019 registrou um recorde de 7,4 bilhões de dólares investidos em startups de IA, com a maioria indo para empresas relacionadas a transporte e saúde.
Vavilov disse que o segmento de IA da Bitfury ainda está em "modo de pesquisa". Ele terá mais clareza sobre a gama de produtos de IA que a empresa pretende oferecer até o final do ano ou início de 2020.
A Snap anunciou nesta terça-feira que lançará uma nova versão dos óculos Spectacles, que terá a capacidade de capturar fotos e vídeos e enviá-los diretamente para o app Snapchat, enquanto a empresa de tecnologia trabalha para desenvolver seus recursos de realidade aumentada.
03/08/2017 REUTERS/Thomas White - RC16142CED10
Foto: Reuters
A Snap teve problemas para ganhar dinheiro com os Spectacles e registrou 40 milhões de dólares em óculos não vendidos em 2017.
Os novos Spectacles, de edição limitada e produzidos em menor quantidade do que nas versões anteriores, permitem que a Snap continue experimentando com realidade aumentada, um foco importante para a empresa.
Os Spectacles 3, que começarão a ser vendidos ainda este ano, custarão 380 dólares, quase o dobro da versão anterior, que custava 200 dólares. Ele terá câmeras duplas para adicionar profundidade e dimensão a fotos e vídeos. Depois de enviar o conteúdo para o Snapchat, os usuários podem adicionar novas luzes, paisagens e efeitos tridimensionais às imagens, disse a Snap.
Na semana passada, a Snap disse que captaria 1,1 bilhão de dólares em dívidas para financiar investimentos adicionais em realidade aumentada, conteúdo e possíveis aquisições.
A Nike lançará nesta semana um novo serviço de assinatura de tênis para crianças, buscando atrair os pais com a promessa de menos idas às loja de calçados em troca de uma mensalidade regular e lealdade à marca.
Tênis da Nike usado por jogador do time de basquete norte-americano Houston Rockets. 28/4/2019. Mandatory Credit: Kyle Terada-USA TODAY Sports
Foto: Reuters
Destinado ao mercado de calçados infantis dos Estados Unidos, estimado em 10 bilhões de dólares anuais, o "Adventure Club" baseia-se no aplicativo SNKRS da Nike, que notifica os compradores sempre que a marca lança um novo tênis ou tem um tênis exclusivo em uma loja próxima.
É o mais recente plano da Nike para manter os compradores voltando às suas marcas, uma vez que enfrenta forte concorrência da Adidas em seu mercado doméstico nos EUA e o ressurgimento de marcas retrô como Fila e Reebok.
Com três opções de assinatura - 20, 30 ou 50 dólares por mês - o Nike Adventure Club é voltado para crianças de 2 a 10 anos e oferece aos assinantes um novo par de tênis Nike que custam cerca de 50 dólares ou mais uma vez por mês, uma vez a cada dois meses ou uma vez por trimestre.
"Resolver a necessidade de pais com filhos de 2 a 10 anos significa que vamos começar a construir relacionamentos através das crianças", disse o gerente do projeto da Nike, Dave Cobban.








