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Exploração da Lua: se a superfície lunar virar um campo de mineração, quem será seu dono?

Empresas e países já estão de olho para participar de uma futura exploração da superfície lunar, em busca de metais preciosos.

Faz quase 50 anos que o astronauta americano Neil Armstrong se tornou o primeiro homem a andar na superfície da Lua. "Um pequeno passo para o homem, um grande passo para a humanidade", disse ele na ocasião.



Buzz Aldrin na Lua em 1969: uma desolação magnífica, disse ele
Foto: NASA / BBC News Brasil

Pouco depois, foi a vez do seu colega Buzz Aldrin dar uma volta pelo Mar da Tranquilidade, uma região lunar localizada na face visível da Lua, e constatar: "uma desolação magnífica".

Desde aquela missão da Apollo 11, em julho de 1969, a Lua se manteve praticamente intocada - ninguém pousa lá desde 1972. Mas isso pode mudar em breve: há diversas empresas e nações interessadas em explorá-la e, possivelmente, minerar suas superfícies em busca de recursos como ouro, platina e minerais de terras raras muito usados em eletrônicos.

Nesse caso, quais seriam as regras que guiarão a exploração e a posse desses elementos? Há alguma salvaguarda da preservação da paisagem lunar, ou será que o satélite da Terra poderá ser alvo de uma corrida por recursos, sob interesses comerciais e políticos?

No início deste mês, a China conseguiu fazer pousar na Lua a sonda Chang e-4, que, pela primeira vez na história, fez brotar uma semente de algodão na superfície lunar - um passo significativo.

Pequim talbém almeja montar ali uma base de pesquisas.



Exploração lunar
Foto: BBC News Brasil

Já a empresa japonesa iSpace quer construir uma "plataforma de transporte entre a Terra e a Lua" e fazer uma "exploração aquática" por ali.

A posse em potencial de corpos celestiais está em discussão desde que a exploração espacial começou, durante a Guerra Fria. Enquanto a Nasa planejava suas primeiras missões lunares, a ONU elaborou um Tratado do Espaço Sideral, assinado em 1967 por países como EUA, a então União Soviética (hoje Federação Russa), Reino Unido e Brasil.

O tratado atesta que "o espaço sideral, incluindo a Lua e outros corpos celestiais, não devem ser sujeitos a apropriação nacional por reivindicação de soberania, por meios de ocupação ou uso ou por nenhum outro meio".

Também afirma que "a exploração e o uso do espaço sideral devem ser conduzidos para o benefício e pelos interesses de todos os países e devem ser de propriedade de toda a Humanidade"; "a Lua e outros corpos celestiais devem ser usados para propósitos exclusivamente pacíficos".

Joanne Wheeler, diretora da empresa especializada em temas espaciais Alden Advisers, descreve o tratado como a "Carta Magna do espaço". O texto, diz ela, torna o ato de fincar uma bandeira na Lua - como fizeram Armstrong e seus sucessores - na prática "sem sentido", por não conferir "nenhum direito vinculante" a indivíduos, empresas ou países.

A posse e os direitos de mineração da Lua não importavam muito em 1969. Mas, com os avanços tecnológicos, a exploração dos recursos lunares com fins comerciais se tornou uma possibilidade mais real, embora ainda um pouco distante.



Uma escritura de posse da Lua de 1955; presença de minérios valiosos deve despertar corrida de países e empresas ao corpo celeste
Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Em 1979, a ONU estabeleceu um Acordo de Governança das Atividades dos Países na Lua e em Outros Corpos Celestiais, mais conhecido como Acordo da Lua. Ele estipulava novamente que o uso lunar deve ser apenas pacífico e que a ONU deve ser avisada onde e por que, caso alguma organização decidisse construir uma estação espacial ali.

"A Lua e seus recursos naturais são patrimônio comum da Humanidade", diz o texto, atestando que normas internacionais devem ser estabelecidas para "governar a exploração de tais recursos quando esse tipo de exploração estiver prestes a se tornar factível".

O problema com o Acordo da Lua, porém, é que apenas 11 países o ratificaram. E os principais agentes da exploração espacial - EUA, China e Rússia - não estão entre eles.

De qualquer modo, diz Wheeler, "não é tão fácil" pôr em prática as determinações desses tratados, uma vez que se depende da incorporação dos documentos internacionais às legislações dos países signatários, para que se possam obrigar pessoas e empresas a obedecê-los.

A professora Joanne Irene Gabrynowicz, ex-editora-chefe do Journal of Space Law (Diário da Lei Espacial, em tradução livre), concorda que tratados internacionais "não oferecem qualquer garantia".

Para pôr em práticas, as normas determinadas por eles é necessária "uma mistura complexa de política, economia e opinião pública", diz ela.

Além disso, os tratados existentes, que rejeitam a posse individual de corpos celestiais, ganharam um desafio a mais nos últimos anos.

Em 2015, os EUA aprovaram a Lei de Competitividade Comercial do Espaço, reconhecendo o direito de seus cidadãos a possuir quaisquer recursos que eles minerassem de asteroides. A lei não se aplica à Lua, mas seu princípio pode ser facilmente estendido ao satélite.



O broto germinado pela China na Lua evidencia interesse dos países em explorar esse corpo celestial
Foto: CLEP / BBC News Brasil

Eric Anderson, cofundador da empresa exploratória espacial Planetary Resources, descreve a legislação americana como "o maior reconhecimento de direitos proprietários da história".

Em 2017, Luxemburgo aprovou uma lei própria, dando os mesmos direitos de posse a recursos encontrados no espaço. À época, o vice-premiê Etienne Schneider disse que tal medida transformaria o pequeno país "um líder e pioneiro europeu nesse setor".

O anseio de explorar e comercializar existe, e países têm aparentado estar cada vez mais dispostos a ajudar suas empresas a concretizá-lo.

"A mineração, seja com a intenção de trazer materiais à Terra ou armazená-los e processá-los na Lua, evidentemente é o oposto de não causar nenhum dano (como preveem os tratados internacionais)", opina Helen Ntabeni, advogada do Naledi Space Law and Policy, um escritório de advocacia britânico especializado em temas espaciais.

Ela acrescenta, ainda, que é possível argumentar que os EUA e Luxemburgo "coagiram" sua própria saída das normas estipuladas pelo Tratado do Espaço Sideral. "Sou muito cética (da ideia) de que serão preservadas as noções altamente morais de o mundo explorar conjuntamente o espaço, como nações igualitárias", opina ela.



Tratados estipulam limites pacíficos e coletivos à exploração lunar, mas alguns países já se moveram para fazer leis próprias a respeito
Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Projeto de carros autônomos da Apple sofre grande baixa: 200 funcionários desligados

Demissões são consideradas internamente como parte de reestruturação do chamado Projeto Titan

A Apple realocou cerca de 200 funcionários envolvidos no desenvolvimento de veículos autônomos. As informações foram publicadas inicialmente na CNBC, e depois confirmadas pela própria companhia ao mesmo veículo.

"Conforme o time foca o seu trabalho em áreas chave para 2019, alguns grupos estão sendo movidos para projetos em outras partes da empresa, onde vão ajudar em aprendizado de máquina e outras iniciativas em toda a Apple", disse um porta-voz ao site.

Apesar da mudança de duas dezenas de empregados, o Projeto Titan, como tem sido chamada a divisão responsável por pesquisas e testes com automóveis, ainda segue de pé, só que agora com 4.800 pessoas. O número é expressivo, porém já teria sido maior: segundo o New York Times, "centenas" de funcionários deixaram a iniciativa entre 2016 e 2018.

A princípio, todas estavam comprometidas em softwares e também no estudo de automóveis que dirigem sozinhos. No entanto, a Apple teria mudado o foco original, e passou a investir somente em sistemas operacionais para os veículos. Além disso, muito pouco foi divulgado sobre os principais objetivos do Projeto Titan, em especial pelas trocas no comando executivo da divisão.


(Fonte: Da Redação Terra) - 28/01/2019
Uber quer desenvolver patinetes e bikes elétricas que andem sozinhas

Segundo informações do jornal Telegraph, companhia está contratando profissionais para time de robótica de micromobilidade

A Uber parece ter em mente novas ambições para sua divisão de microbilidade. Depois de adquirir a startup de bicicletas elétricas compartilhadas

Jump em abril de 2018, a companhia agora, aparentemente, quer avançar para equipar o serviço com habilidades autônomas, de forma semelhante ao que vem fazendo com seu programa de carros autônomos. Tais ambições foram reportadas pelo jornal Telegrah, que descobriu que a companhia está contratando profissionais para um time de "robótica de micromobilidade" que levaria "tecnologias de robóticas e sensores" a suas bicicletas compartilhadas e patinetes elétricos.

Entretanto, ainda não está claro como esse tipo de tecnologia viria a se concretizar no serviço final. O jornal sugere que bikes "inteligentes" e "conectadas" conseguiriam se estacionar sozinhas.

Atualmente a frota de bikes e scooters são estacionadas em qualquer ponto deixado pelos usuários. Esse tipo de "liberdade" pode ser conveniente para aqueles que usam o serviço, entretanto tem criado tensões com as cidades onde operam. Isso porque comprometem o fluxo de pedestres e a própria organização do espaço urbano. Ao mesmo tempo, exige que, no final do dia, funcionários se disponham a coletá-las para serem usadas no dia seguinte. Ao ter bicicletas que se estacionam sozinha, a Uber resolveria duas questões ao mesmo tempo: o transtorno com o estacionamento voluntário e a mão de obra.

Apesar da companhia ainda não ter oficializado o projeto, a iniciativa se alinha às ambições da Uber ao entregar veículos autônomos a medida que, cada vez mais, enfrenta concorrência de outras startups de mobilidade. Vale lembrar que, em novembro do ano passado, a Uber confirmou que pretende trazer a Jump para o Brasil em 2019.


(Fonte: @idgnow Da Redação Terra) - 21/01/2019
Google Maps agora alerta sobre radares de velocidade

Recurso funciona de forma semelhante ao Waze, onde usuários são responsáveis por reportar os avisos

O Google Maps começou a liberar um recurso que exibe a localização exata de radares de velocidade nas pistas e avenidas das cidades. A função é gratuita e faz parte da última atualização do serviço.

Em novembro do ano passado, a companhia começou a testar o recurso semelhante ao que o Waze oferece. Mas agora, a novidade finalmente começa a ser liberada. Segundo o site Android Police, mais usuários começaram a notar a presença do recurso no Google Maps.

Como funciona - Toda vez que o condutor estiver próximo a um radar, a plataforma deixará o equipamento em destaque. Além disso, os radares poderão ser visualizados ao ampliar o campo de alcance do mapa - eles são representados por uma câmera dentro de um círculo laranja.

Outra característica da última atualização é que o Maps também avisará quando houver obras na estrada. Neste caso, o app também adota a mesma prática do Waze, em que os próprios usuários da ferramenta fazem as postagens informando sobre os alertas. Ao identificar um envio expressivo de um mesmo acontecimento, o Maps então faz a atualização em tempo real.

Da mesma forma como acontece no Waze, são os próprios motoristas que utilizam o Maps que serão responsáveis por enviar avisos sobre o que encontram em seus trajetos, tornando assim a ferramenta mais colaborativa. Até então, o Google Maps dependida de fontes oficiais ou do banco de dados do Waze para exibir informações na plataforma.

Por enquanto, os novos recursos estão sendo liberados gradativamente para os usuários do Google Maps nos tablets e smartphones, inclusive aqui no Brasil. O aplicativo pode ser baixado em dispositivos Android e iOS.


(Fonte: @idgnow Da Redação Terra) - 21/01/2019
WhatsApp Web libera recurso que permite assistir a vídeos e conversar ao mesmo tempo

Recurso já está disponível para o aplicativo em aparelhos Android e iOS

Depois de liberar o modo Picture-in-Picture (PIP) para o aplicativo no Android e iOS, agora é a vez do recurso chegar a versão web do WhatsApp. Com a novidade, é possível assistir a um vídeo ao mesmo tempo que conversa com outros contatos dentro da ferramenta. Antes, ao abrir um vídeo, este era exibido na tela cheia do WhatsApp.

Para aproveitar o recurso, você verá que ao receber um vídeo haverá um ícone de tela no canto direito superior. Ao clicá-lo, o vídeo abrirá em sobre a tela e você poderá movimentá-lo enquanto conversa com outros contatos.

Vale lembrar que o recurso funciona apenas com os vídeos compartilhados dentro do próprio WhatsApp, pelo menos, por enquanto. Ou seja, ao fechar o serviço para navegar em outro site, você não verá o vídeo no modo Picture-in-Picture.

O modo Picture-in-Picture está disponível a partir da versão 0.3.1846 do WhatsApp Web. Caso você não visualize o recurso, tente reiniciar o navegador no PC.


(Fonte: @idgnow Da Redação) - 16/01/2019
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O Portal no Brás foi lançado em 01 de dezembro de 2016, tendo como objetivo principal a divulgação de empresas e produtos comercializados na região NO BAIRRO DO BRÁS no centro da cidade de São Paulo, focando-se principalmente em produtos voltados para a área de ferramentas e ferragens.