A Sony apresentou ontem dois tablets, o S1 e S2, para a imprensa americana e anunciou a primeira parceria com a operadora AT&T para a venda exclusiva de um dos modelos. Movidos a Android 3.0, os modelos receberam críticas positivas da imprensa especializada.
Apesar do atraso do lançamento em relação aos concorrentes, a Sony exibiu tablets com design diferente dos padrões atuais. O S1, com tela de 9,4 polegadas, remete a uma revista dobrada. Segundo o site Engadget, o formato ergonômico é prático e permite ao usuário carregar o aparelho com uma só mão, além de o aparelho ser sensivelmente leve.
Já o S2 pode ser confundido com um videogame portátil de última geração, já que conta com duas telas idênticas de 5,5 polegadas que podem ser fechadas. A Cnet classificou o aparelho como "o tablet mais exótico já visto". Ainda segundo o site, o formato é bonito, mas com as duas telas abertas e 11 polegadas de exibição, a divisória central pode frustrar usuários.
A Sony ainda não divulgou data de lançamento ou preço de ambos os modelos. Nos EUA, a empresa apenas confirmou que o modelo S2 será exclusivo da operadora AT&T.
Larry Page, cofundador e atual executivo-chefe do Google, anunciou durante conferência com investidores da empresa que o Google+ já conta com 10 milhões de usuários e que mais de 1 bilhão de mensagens são entregues diariamente.
O Google+ completou ontem (14) duas semanas de existência e aos poucos a empresa está abrindo o site para todos. "Já estamos na marca de mais de 1 bilhão de itens compartilhados e entregues por dia", disse Page. Para efeito de comparação, o Twitter afirma compartilhar 350 bilhões de mensagens diariamente.
Sobre o Android, Page afirmou que mais de 550 mil aparelhos com o sistema operacional são ativados diariamente. Em dezembro do ano passado, 300 mil aparelhos eram ativados e, em maio, o Google comemorou a marca de 400 mil ativações. Segundo Andy Rubin, vice-presidente de produtos móveis do Google, o crescimento semanal de novos celulares com Android é de 4,4%.
O executivo-chefe também revelou que o novo botão de compartilhamento do Google, o +1, é utilizado 2,3 bilhões de vezes por dia. Já o Chrome, navegador da empresa, atingiu a marca de 160 milhões de usuários.
Distrações no trânsito, principalmente com celulares e outros aparelhos eletrônicos, estão associadas a um aumento de 25% nos acidentes nos Estados Unidos, de acordo com um relatório divulgado na quinta-feira (7).
O estudo da associação de segurança no trânsito GHSA (Governors Highway Safety Association) avaliou mais de 350 publicações científicas com data posterior ao ano 2000.
Ele mostrou que motoristas dirigem distraídos em até metade do tempo e que incidentes causados por distrações têm resultados que variam de danos pequenos a acidentes fatais. O uso de celulares aumenta o risco de batidas, mas não mais que o envio de mensagens de texto.
"Apesar de tudo o que foi escrito sobre distração no trânsito, ainda há muito que não sabemos", disse a diretora executiva da GHSA, Barbara Harsha, em nota. "Claramente, é preciso realizar mais estudos sobre o escopo do problema e sobre como resolvê-lo".
Dados do órgão de trânsito norte-americano NHTSA (National Highway Traffic Safety Administration) mostram que, apenas em 2009, quase 5.500 fatalidades e cerca de 500 mil lesões resultaram de acidentes envolvendo motoristas distraídos.
Mortes relacionadas a distração no trânsito representaram 16% das fatalidades em 2009, aumento de 10% em relação a 2005.
O relatório afirmou ainda que leis banindo o uso de celulares no trânsito reduziram seu uso praticamente pela metade desde que foram implementadas, mas a utilização aumentou logo depois.
O estudo não concluiu se o uso de celulares com equipamentos que mantém as mãos livres é menos arriscado que o uso regular.
Também não há evidências que assegurem que proibições a celulares ou mensagens de texto reduzam acidentes ou lesões.
A Samsung anunciou no último final de semana que há um novo recordista dentro da empresa. Em pouco menos de dois meses, o smartphone Galaxy S II vendeu 3 milhões de unidades ao redor do mundo --e ele ainda nem chegou ao mercado americano. Mas o que o há de tão especial no novo aparelho? Números exagerados e bem conciliados.
Desligado, o Galaxy S II parece um grande monolito. Há apenas um botão central, como no iPhone, e duas teclas resistivas nas laterais. O aparelho impressiona pela espessura e pelo peso: são apenas 8,5 milímetros na parte mais fina e 116 gramas. No dia a dia, é fácil esquecer que o celular está no bolso e se assustar com a possibilidade de tê-lo perdido.
Por causa dos números diminutos no design, a grande tela de 4,3 polegadas não causa incômodo. Pelo contrário, ela é o chamariz principal do celular. Ligada, a tela com tecnologia de Super AMOLED Plus entrega cores marcantes e sem exageros de contraste --diferente de seu antecessor, o Galaxy S--, além de uma escala de preto incomum em smartphones. Sua sensibilidade é acima da média para o padrão dos aparelhos com Android, mas ainda assim um pouco abaixo da de seu principal concorrente, o iPhone 4, da Apple.
O histórico da Samsung na produção de telas e processadores colabora para a experiência do novo aparelho. Ao abrir mão do Tegra 2, da Nvidia, e desenhar seu próprio processador com dois núcleos, o Exynos, com 1,2 GHz, a empresa coreana criou um aparelho com processamento gráfico acima do oferecido por qualquer concorrente. É possível abrir dezenas de aplicativos, jogos e widgets sem notar qualquer lentidão. Aplicativos que forçam o fechamento, algo comum em aparelhos com Android, são cada vez mais escassos. A única instabilidade é constatada no GPS --reclamação frequente sobre o seu antecessor. É comum perder o sinal e receber informações de rota com metros de atraso.
Apesar de ter uma tela enorme, pouco espaço para hardware e um processador avançado, a bateria do Galaxy S II segue o padrão de aparelhos com Android de menor capacidade. Isso quer dizer que ele não aguentará um dia inteiro longe da tomada caso você use a rede 3G constantemente --o uso excessivo também causa um aquecimento incômodo na parte traseira do celular.
A câmera traseira do Galaxy S II tem 8 Mpixels e capacidade de criar filmes com resolução de até 1080p. Nos testes, o resultado em fotos foi satisfatório, com ótimas imagens em situações bem iluminadas. Mas o destaque são os vídeos em alta resolução, com boas cores e captura de áudio. Há ainda uma câmera frontal de 2 Mpixels, o necessário para uma boa conversa em videochamadas. O preço do aparelho completa a lista de números hiperbólicos --mesmo produzido no Brasil, ele começa a ser vendido por R$1.999.
ANDROID REDESENHADO
A versão do Android no Galaxy S II é a 2.3, a mais recente, mas apresenta um visual redesenhado pela Samsung, com a interface TouchWiz 4.0. O resultado é uma aparência semelhante à do iOS, da Apple, com ícones arredondados e longas listas de aplicativos. No geral, a mudança é pouco intrusiva e oferece soluções interessantes para os usuários comuns.
Há diversos aplicativos pré-instalados, entre soluções da própria empresa e atalhos práticos, como o aplicativo Roteador, que transforma o aparelho em um hotspot 3G. Já entre os aplicativos proprietários da Samsung, o destaque é o Readers Hub, que dá acesso a jornais, livros e revistas por meio de soluções de outras empresas, como Kobo e Zinio. Por ser exibido em uma tela de 4,3 polegadas, o app emula funções de um tablet, com estante virtual para as publicações. Também merece destaque o Kies Air, aplicativo da Samsung que cria uma rede sem fio entre o smartphone e um computador comum para troca mútua de arquivos sem a necessidade de cabos.
A combinação entre hardware forte e software adaptado ao celular torna a experiência do Galaxy S II mais agradável do que em qualquer outro smartphone com Android disponível no mercado. Conectado diariamente aos serviços do Google, como Gmail, Mapas e Docs, ele pode superar mesmo o iPhone 4, que se destaca pela grande oferta de aplicativos.
PRÓS
Configuração poderosa
Pouco peso
Tela com ótima qualidade
CONTRAS
Aquecimento da bateria
GPS irregular
Alto preço
VEREDICTO
Combinando uma tela brilhante com alta velocidade, o Samsung Galaxy S II mostra o futuro do Android
AVALIAÇÃO
Ótimo
SAMSUNG GALAXY S II
TELA 800x480 pixels, 4,3 polegadas
SISTEMA Android 2.3
PROCESSADOR Exynos 1.2 Ghz
CÂMERA Frontal de 2 Mpixels, traseira de 8 Mpixels
QUANTO R$1.999
A partir desta sexta-feira, aparelhos elétricos com tomadas fora do padrão estabelecido pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) não poderão ser comercializados. Lojistas flagrados oferecendo esses produtos poderão ser multados em até R$ 1,5 milhão.
A padronização das tomadas foi determinada pelo órgão em 2000, quando começou o prazo para que os fabricantes se adequassem.
"Até então não havia nenhuma regra, e cada fabricante usava o plugue que bem entendesse. O índice de acidentes, principalmente choques elétricos e incêndios, era muito alto", diz Alfredo Lobo, diretor da Qualidade do Inmetro.
Segundo o órgão, havia mais de 12 tipos de plugues e 8 tipos de tomadas diferentes. A partir de amanhã, só poderão ser vendidos plugues de dois tipos --com dois ou três pinos, conforme a necessidade de isolamento elétrico do aparelho-- e com pinos de duas espessuras distintas --4 ou 4,8 milímetros de diâmetro, conforme o aparelho opere com até 10 ampères ou entre 10 e 20 ampères, respectivamente.
"A fiscalização é feita pelo Ipem [Instituto de Pesos e Medidas] em cada Estado. Há cerca de 700 profissionais em ação", diz Lobo.
PREÇOS CAEM 6%
A regra entrou em vigor primeiro para os fabricantes, e hoje é raro encontrar produtos fora da especificação, afirma Lobo.
Segundo o Inmetro, 741.464 tomadas foram fiscalizadas neste ano e 27.840 (3,75%) estavam irregulares. Dos 404.325 plugues fiscalizados, 7.634 (1,89%) também estavam fora do padrão. "Até 6% [de irregulares] é aceitável internacionalmente", diz.
Segundo Lobo, ao restringir a variedade de tomadas, a indústria reduziu os preços em 6%, em média, em relação aos de 2008.
Desde 2006, as novas construções de moradia só recebem o "Habite-se" se tiverem o novo padrão. Moradias anteriores a 2006 não serão fiscalizadas, mas o Inmetro recomenda trocar as tomadas. "Isso aumenta a segurança do morador."
Também é possível usar adaptadores, que foram certificados e não representam perigo.
Segundo o diretor, só há incompatibilidade entre os plugues novos e as tomadas antigas em cerca de 20% dos casos.








