Aprenda a defender sua ideia e seu negócio e não deixe de pedir ajuda, recomenda especialista em reestruturação de negócios
O objetivo mais desejado dos empreendedores é o sucesso. O problema é que sempre chega um momento em que a barreira do crescimento aparece, seja por falta de capital ou infraestrutura. Ocorre que uma hora será preciso conseguir investimento e é preciso estar preparado para isso. A receita é simples: transitar em diferentes áreas do empreendedorismo e entender cada aspecto específico relacionado ao negócio.
A dica é do advogado Marcos Rezende Fontes, especialista em Reestruturação de Negócios e M&A e sócio do CSA – Chamon Santana Advogados. Segundo ele,
brasileiros têm ótimas ideias para negócios, que quase sempre são tão promissoras quanto mal estruturadas. “Isso gera insegurança para o investidor e impacta no processo de valuation (precificação) da empresa”, afirma. Outro ponto que afasta quem quer fazer um aporte financeiro na startup, segundo Fontes, é a confusão patrimonial entre a empresa alvo de investimento e seus sócios, bem como o passado desses sócios em outras companhias. “Em regra, essas situações são fatores de complicação para o potencial investidor”, diz.
Já do ponto de vista do empresário, a maior dificuldade encontrada pelo empreendedor na relação com investidores é entender o processo de investimento em si, com os inúmeros contratos a ele relacionados. Marcos Rezende Fontes explica que, além disso, ao receber um investimento, o empresário terá que compartilhar decisões e aceitar a profissionalização da gestão da empresa, resultando em documentos societários significativamente distintos daqueles até então existentes. “O empresário terá que renunciar à ideia de ‘dono’ de uma empresa, algo que talvez ele não esteja preparado e que precisa constar em diversos documentos”, esclarece.
Encarado este ponto de mudança cultural no negócio e em sua gestão, a lição de casa para o empresário que quer atrair investidores é aprender a apresentar e defender seu plano de negócios para munir os interessados no negócio a ser aportado com o maior número de informações possíveis. Deve-se destacar, ainda, que os eventuais contratos já estabelecidos, tanto com clientes quanto com fornecedores, devem estar devidamente alinhados com todos os interessados.
Abaixo, confira os cinco conselhos do especialista para preparar sua empresa para receber investimento:
1. Comece certo
Empreender implica em transitar em diferentes áreas, além de deter o conhecimento técnico específico relacionado ao negócio escolhido. Desenvolva uma
pesquisa mercadológica, conheça potenciais fornecedores e concorrentes, faça um planejamento estratégico que contemple as questões financeiras pertinentes ao negócio. Sob o aspecto jurídico, escolha a estrutura empresarial que melhor se adeque, que pode ser sob a forma individual, como empresário individual ou empresa individual de responsabilidade limitada, ou sob a forma coletiva, como sociedade limitada ou anônima.
2. Não tenha preguiça do juridiquês nem do economês
No processo de estruturação é muito importante a análise do enquadramento tributário do negócio, analisando os diferentes impactos tributários em diversos cenários. Esse processo pode ser cansativo, porque o empresário terá de lidar com assuntos que não são do seu cotidiano. Ainda assim, caberá a ele decidir pela constituição de uma sociedade, e considerado o interesse de investimentos externos, é importante que o contrato social ou estatuto social apresente regras claras.
Paralelamente, deverá ser considerada a marca a ser utilizada no negócio, com o prévio registro no órgão competente. Em uma segunda etapa, após os trâmites burocráticos para a constituição da empresa, em sua fase operacional, o empresário deve se atentar para a importância de serem celebrados contratos com todas as partes envolvidas no negócio, não só prestadores de serviços e fornecedores, mas também tomadores de serviços e clientes em geral.
3. Aprenda a defender sua ideia e seu negócio
O investidor precisa de informações do negócio para decidir pelo investimento. Assim, o empresário deverá estar apto a apresentar e defender seu plano de negócios e ter os aspectos contábeis, fiscais, financeiros e negociais conhecidos, com o mapeamento de eventual passivo existente. Caso o negócio guarde alguma dependência com prestadores de serviços ou fornecedores, os contratos devem estar devidamente firmados, por prazos significativos e sem quaisquer restrições a alterações no quadro societário da empresa. No mesmo sentido, é relevante a existência de uma relação firme com clientes, em contratos igualmente assinados e em vigor.
4. Saiba pedir ajuda
Antes de iniciar o processo de busca de um investidor, o empresário (dono da startup) deve estar certo de suas necessidades, que podem ser financeiras, mas também de suporte em outras áreas, como, por exemplo, tecnologia ou de gestão financeira da empresa. Se não souber desempenhar essas atividades, busque ajuda profissional. É melhor se cercar de cuidados, do que deixar de receber investimentos por problemas que poderiam ter sido resolvidos logo no começo da empresa.
5. Guarde segredo
Uma vez identificado o potencial investidor, um contrato preliminar deverá ser assinado com uma cláusula robusta de confidencialidade e dever de sigilo, já que informações especiais do negócio serão disponibilizadas para potencial investidor que, ao final do processo, vai decidir por realizar ou não o investimento.
Enquanto este processo estiver em aberto, não comente dele com outras pessoas. Isso pode comprometer o resultado da operação.
A gigante varejista Walmart informou nesta terça-feira que entrou em parceria estratégica com a Microsoft para o uso mais amplo de tecnologia de inteligência artificial e computação em nuvem, em um sinal de que as principais rivais da Amazon.com estão unindo forças.
Logo do Walmart em loja em Monterrey, México 12/02/2018 REUTERS/Daniel Becerril
Foto: Reuters
O acordo de cinco anos vai alavancar toda gama de soluções em nuvem da Microsoft, incluindo o Azure e o Microsoft 365, para tornar a experiência de compra mais rápida e fácil para os clientes, disse o Walmart.
Como parte da parceria, engenheiros da varejista e da Microsoft vão colaborar para migrar uma porção significativa do walmart.com e do samsclub.com para o Azure, acrescentou o Walmart.
Enquanto o Walmart está dobrando sua presença no comércio eletrônico para melhor competir com a Amazon, a Microsoft vem trabalhando em uma tecnologia para eliminar caixas e filas de pagamento nas lojas, noticiou a Reuters no mês passado.
A tecnologia da Microsoft visa ajudar as varejistas a acompanhar o ritmo da Amazon Go, o formato de lojas altamente automatizadas da gigante norte-americana.
Por meio da parceria, o Walmart planeja se defender das ambições da Amazon em varejo e da sua experiência com dados, elevando a presença no ambiente online.
Console retrô Atari VCS já arrecadou US$ 3 milhões em pré-venda e deverá ser lançado em 2019
O Atari VCS já conseguiu arrecadar US$ 3 milhões no Indiegogo. Apesar do aparente sucesso, muita gente ainda desconfia do projeto. Mas algumas novidades
podem tornar o dispositivo mais atraente: uma delas é a informação de que o console terá 8 GB de RAM; outra é a possibilidade de rodar distribuições Linux no equipamento.
Atari VCS
Os detalhes foram dados por Rob Wyatt, ninguém menos que um dos principais responsáveis pela arquitetura do Xbox original. Ele assumiu a função de arquiteto de sistemas do Atari VCS no mês passado.
A Atari considera o projeto muito mais do que um console. Wyatt explica que o objetivo é permitir que o usuário utilize o equipamento para diversos fins, não só para rodar jogos ou aplicativos de mídia, como Netflix e Spotify. Para tanto, o Atari VCS vai ter amplo suporte ao Linux.
Começa pelo sistema operacional do próprio console: como prometido, o AtariOS será mesmo baseado no Linux. Em breve, bibliotecas e uma documentação serão liberadas para facilitar a adaptação ou a otimização de softwares para a plataforma. A ideia é fazer os esforços para esse processo serem mínimos.
Também será possível rodar distribuições Linux de terceiros no Atari VCS. O equipamento não terá um gerenciador de boot convencional, mas Wyatt afirma que documentação e exemplos de códigos de inicialização serão disponibilizados para permitir que qualquer distribuição atual seja carregada.
Como o Atari VCS tem uma proposta muito ampla, a Atari sofreu certa pressão para melhorar o hardware do dispositivo. Deu certo: Wyatt também explica que o projeto terá 8 GB de RAM em vez dos 4 GB anunciados anteriormente. O processador também foi confirmado: vai ser uma APU AMD de microarquitetura Bristol
Ridge e gráficos Radeon R7.
Havia expectativa de que o processador fosse um AMD Ryzen, mas os custos do projeto seriam mais altos, inclusive pela necessidade de uma solução de
dissipação térmica mais avançada, de acordo com Wyatt.
Se não houver atrasos, as primeiras unidades do Atari VCS serão enviadas em julho de 2019 para os apoiadores do projeto no Indiegogo. Por lá, o pacote mais básico com o dispositivo sai por US$ 239 mais despesas de envio.
Mesmo assim, empreendedoras recebem apoio financeiro significativamente menor - cerca de US$ 1 milhão a menos, segundo estudo do Boston Consulting Group e da MassChallenge
A disparidade salarial entre homens e mulheres já é de amplo conhecimento de todos, mas pouco se fala sobre a diferença de gênero no financiamento de novos negócios. De acordo com pesquisa do The
Boston Consulting Group (BCG) e da MassChallenge (rede global de aceleradoras de startups), quando mulheres empresárias lançam suas ideias para investidores em busca de capital inicial, elas
recebem significativamente menos – uma disparidade em média de mais de US$ 1 milhão. Investimentos em empresas fundadas ou cofundadas por mulheres foram em média de US$ 935 mil, menos da metade da
média de US$ 2,1 milhões investidos em empresas fundadas por empreendedores do sexo masculino.
No entanto, segundo o estudo as empresas fundadas por mulheres geram receitas mais altas – mais do que o dobro do dólar investido – do que aquelas criadas por homens, tornando as empresas de
propriedade feminina melhores investimentos para financiadores.
Para determinar o déficit de financiamento, o BCG voltou-se para os dados coletados pela MassChallenge, rede sediada nos EUA que oferece às empresas iniciantes acesso a mentores, especialistas do
setor e outros recursos. Desde a sua fundação em 2010, a MassChallenge apoiou mais de 1.500 empresas. Cerca de 42% de todos os negócios acelerados pela MassChallenge tiveram pelo menos uma mulher
fundadora.
Em uma análise de cinco anos de dados de investimento e receita feita com 350 empresas, ficou clara a lacuna de gênero no que diz respeito ao financiamento.
Apesar dessa disparidade, startups fundadas e cofundadas por mulheres na verdade tiveram um desempenho melhor ao longo do tempo, gerando 10% a mais em receita acumulada ao longo de um período de
cinco anos: US$ 730.000 em comparação com US$ 662.000.
Em termos de quão efetivamente as empresas transformam um dólar de investimento em um dólar de receita, startups fundadas e cofundadas por mulheres são significativamente melhores investimentos
financeiros. Para cada dólar de financiamento, essas startups geravam 78 centavos, enquanto as startups fundadas por homens geravam menos da metade disso (apenas 31 centavos).
Além da análise quantitativa, os autores do estudo entrevistaram fundadores, mentores e investidores para identificar as causas subjacentes da lacuna de investimento. Segundo a análise do BCG,
existem três explicações para essa disparidade:
Mulheres enfrentam mais desafios durante as suas apresentações para os investidores. Mais mulheres relatam, por exemplo, serem perguntadas durante suas apresentações se têm o conhecimento técnico
básico para o negócio. Ou, muitas vezes, os investidores simplesmente presumem que as mulheres fundadoras não têm esse conhecimento. Outro ponto é que, quando estão fazendo suas apresentações, as
fundadoras também hesitam em responder diretamente às críticas. Se um possível financiador fizer comentários negativos sobre aspectos do discurso de uma mulher, em vez de discordar do investidor e
argumentar sobre seu caso, é mais provável que ela aceite isso como um feedback legítimo.
Fundadores do sexo masculino são mais propensos a fazer projeções ousadas. As mulheres, em contraste, são geralmente mais conservadoras em suas projeções e podem simplesmente estar pedindo menos do
que os homens.
Muitos investidores do sexo masculino têm pouca familiaridade com os produtos e serviços que as empresas fundadas por mulheres comercializam para outras mulheres. Muitas das entrevistadas pelo BCG
disseram que as suas ofertas em categorias como cuidados infantis ou beleza, por exemplo, tinham sido criadas com base na experiência pessoal e que tinham lutado para que os investidores do sexo
masculino compreendessem a necessidade ou vissem o valor potencial das suas ideias.
A lacuna de investimento é real – e maior do que se pensava – mas há maneiras de ajudar a encerrá-la. Ao entender os tipos de preconceitos que colocam as mulheres em desvantagem, as empresas de
capital de risco e os investidores podem tomar decisões de financiamento mais objetivas.
"Ao mesmo tempo, as aceleradoras podem ajudar em termos de orientação, recursos e trabalho em rede. E as mulheres fundadoras, enquanto pressionam por mudanças de longo prazo, podem operar de forma
inteligente dentro do sistema atual até eliminar a injustiça inerente às decisões de investimento", diz o BCG.
Para mais detalhes do estudo (em inglês), acesse olink .
O escândalo Cambridge Analytica teve um impacto negativo no Facebook, e a empresa chegou a perder US$ 40 bilhões em valor de mercado. Isso durou pouco, no entanto: suas ações se recuperaram,
atingindo um valor recorde; e Mark Zuckerberg se tornou a terceira pessoa mais rica do mundo.
O cofundador do Facebook tem uma fortuna estimada em US$ 81,6 bilhões, segundo o Bloomberg Billionaires Index. Zuckerberg está atrás apenas de Jeff Bezos (US$ 142 bilhões), fundador da Amazon; e
Bill Gates (US$ 94,2 bilhões), cofundador da Microsoft.
Zuckerberg subiu no ranking devido às ações do Facebook. Elas chegaram a um patamar recorde na última sexta-feira (6), levando o valor de mercado da empresa para quase US$ 590 bilhões. Durante o
caso Cambridge Analytica, isso esteve em US$ 440 bilhões. Legislação: Facebook responde perguntas que ficaram em aberto durante depoimento de Zuckerberg
O Facebook se recuperou desde então. A empresa divulgou lucros acima do esperado no primeiro trimestre, e sua base de usuários cresceu 13% em um ano para quase 2,2 bilhões de pessoas — apesar da
campanha #DeleteFacebook.
É a primeira vez que as três pessoas mais ricas do ranking pertencem ao ramo de tecnologia. As fortunas desse setor representam um quinto dos US$ 5 trilhões em riqueza monitorados pelo índice da
Bloomberg, mais do que qualquer outro setor.
Em quarto lugar, está Warren Buffett (US$ 81,2 bilhões), presidente e CEO do conglomerado Berkshire Hathaway. Ele já foi a pessoa mais rica do mundo, mas vem caindo no ranking por um bom motivo:
suas doações para instituições de caridade como a Gates Foundation. Zuckerberg prometeu doar 99% de suas ações do Facebook ao longo dos anos.








