Os ciberataques são ações comuns atualmente com o avanço da internet. Contudo, a primeira ação deste tipo aconteceu perto de 200 anos atrás. Sim, o primeiro ciberataque aconteceu muito antes de a
internet sequer ser um projeto.
Ciberataque
Foto: Canaltech
A primeira ideia do que se pode considerar um ciberataque vem de 1834, na França. Uma dupla de banqueiros, François e Joseph Blanc, usaram o sistema de telegrafia nacional para modificar informações que seriam enviadas ao mercado para conseguirem vantagens financeiras. Mas como isso foi possível?
Quem conta esta história é o jornalista Tom Standage do The Economist. Em seu ensaio chamado The crooked timber of humanity ("A tortuosa viga da humanidade", em tradução livre), ele explica o esquema criado pelos irmão Blanc.
O primeiro sistema de rede de dados de que se tem conhecimento é o francês, da década de 1790. Era um telégrafo mecânico que envolvia espécies de grandes braços de madeira em cima de várias torres.
Os operadores destes locais observavam por telescópio as mudanças nas torres adjacentes e ajustavam estes braços, cujas configurações indicavam números e letras. Dessa forma, a informação era
passada rapidamente por grandes distâncias. Assim, todos os operadores modificavam suas torres conforme indicações de uma torre central, controlada pelo governo.
Os dois banqueiros moravam em Bordeaux, que tinha um sistema autônomo de negociação de títulos. Contudo, os valores eram vinculados a Paris. Ou seja, as informações sobre negociação chegavam até
Bordeaux pelo sistema de torres passando pela cidade de Tours.
Os dois banqueiros subornaram o operador de Tours para que adicionasse um carácter de "backspace", ou seja, para que a informação fosse apagada, ao ser enviada para Bordeaux. Junto disso, eles
também encontraram um ex-operador que observava a informação correta recebida em Tour e passava aos banqueiros com exclusividade.
Dessa forma, os irmão Blanc conseguiram adicionar um "código" ao sistema que eliminava informações importantes. Os dois conseguiram manter o processo por dois anos, quando o operador de Tours ficou doente e contou o esquema para um amigo. Como não havia leis sobre segurança da informação na época, eles não foram condenados pelo "crime".
Standage aproveita para fazer uma ligação com a segurança de rede atual. Ele levanta que esta história nos mostra três pontos.
Primeiro, deve-se desconfiar de sistemas de rede, uma vez que, como no caso francês, a fraude geralmente não está exposta diante dos usuários. Em segundo lugar, apesar de as tecnologias avançarem, o elo mais fraco é sempre o humano. Por fim, os ciberataques são tão antigos quanto o ambiente cibernético em si.
"O conto dos irmãos Blanc é um lembrete de que, com qualquer nova invenção, as pessoas sempre encontrarão uma maneira de fazer uso malicioso dele. Este é um aspecto atemporal da natureza humana, e não é algo que se pode ou deve esperar que a tecnologia consiga arrumar", finaliza em seu ensaio.
O Banco de Montreal e o Banco Imperial Canadense do Comércio disseram nesta segunda-feira que hackers podem ter roubado dados de quase 90 mil clientes no que pode ser o primeiro ataque amplo contra instituições financeiras no país.
O Banco de Montreal, quarto maior banco do Canadá, informou que foi contatado pelos autores dos fraudes no domingo, que afirmaram estar de posse das informações pessoais e financeiras de um número limitado de clientes do banco.
Um porta-voz do banco disse acreditar que menos de 50 mil dos 8 milhões de clientes do banco em todo o país foram hackeados. Ele se recusou a dizer se algum cliente perdeu dinheiro como resultado
do ataque.
Os hackers ameaçaram tornar os dados públicos, disse o porta-voz, acrescentando que o banco estava trabalhando com as autoridades e conduzindo uma investigação completa.
O Banco de Montreal disse acreditar que o ataque tenha surgido de fora do país e estar confiante de que as exposições que levaram ao roubo de dados de clientes foram fechadas.
O Banco Imperial Canadense do Comércio (CIBC, na sila em inglês), quinto maior do país, disse que hackers entraram em contato com o banco no domingo, alegando terem roubado eletronicamente
informações pessoais e de contas de 40 mil clientes de sua marca de banco direto Simplii.
O CIBC disse que ainda não confirmou a violação cibernética, mas está levando a afirmação a sério. O banco disse que os clientes em sua divisão bancária principal não foram afetados.
Ambos os bancos disseram que estão contatando clientes e aconselhando-os a monitorar suas contas e relatar qualquer atividade suspeita.
Outros bancos canadenses disseram que não foram afetados.
As ações do Banco de Montreal caíram 0,3 por cento e do CIBC, 0,3 por cento.
O UberEats chegou ao Brasil no final de 2016 com objetivo de oferecer mais praticidade na entrega de comidas e concorrer com serviços como SpoonRocket, do iFood. O aplicativo oferece vantagens, mas
ainda não tinha a opção de pagar um pedido com dinheiro.
Esse problema começou a ser resolvido nesta segunda-feira (21), após o UberEats anunciar que passará a aceitar esta opção para pedidos feitos em São Paulo. Os pagamentos em dinheiro funcionarão praticamente da mesma forma que os realizados com cartão.
Você poderá pedir em qualquer restaurante e usar cupons promocionais. No entanto, há uma limitação importante: o serviço só permite pagamento em dinheiro para pedidos que tenham ficado abaixo de R$
130, incluindo o frete.
O serviço está seguindo um caminho parecido com o do Uber, que levou algum tempo para aceitar pagamentos com dinheiro em espécie. Porém, ao contrário do UberEats, o aplicativo de transporte nunca
teve um valor máximo para uma determinada forma de pagamento.
O Tecnoblog procurou o Uber para esclarecer o motivo do limite para pagamentos em dinheiro e para saber se outras cidades receberão a nova opção em breve, mas não obteve uma resposta até a
publicação desse post.
Atualização às 21h05: o Uber disse que o valor máximo foi definido “com base no ticket médio dos pedidos realizados e também considerando os desafios de segurança pública enfrentados na nossa
sociedade”. Também disponível em Belo Horizonte, a possibilidade de pagar com dinheiro em outras cidades está sendo analisada.
No último ano tem se falado muito em criptomoedas e, por consequência, em blockchain. Apesar de o assunto estar em alta, as definições técnicas do assunto têm dificultado o acesso do público à tecnologia. Como as blockchains são a promessa de um futuro próximo como soluções financeiras e governamentais, vale a pena entender o seu funcionamento.
blockchain
Foto: Canaltech
O que é blockchain?
A blockchain nasceu em 2008, sendo construída como a base do bitcoin, a criptomoeda mais popular do mundo. Basicamente, a blockchain é uma plataforma capaz de registrar transações de forma descentralizada. Com registros em diferentes computadores, a "cadeia de blocos" identifica o envio e recebimento de moedas virtuais.
Tudo isso é possível porque todas as transações feitas na blockchain ficam armazenadas em blocos. Por sua vez, os blocos são ligados uns aos outros por elos, chamados de "hash". A somatória desses elos com os blocos formam a cadeia, garantindo o funcionamento do sistema de registros seguros das transações realizadas por criptomoedas.
Em outras palavras, as blockchains funcionam como uma plataforma contábil. Através de criptografia robusta, as cadeias validam as operações feitas virtualmente. A grande diferença para o sistema de um banco, por exemplo, é que os registros feitos pela blockchain são armazenados em milhões de computadores, evitando fraudes e gastos duplos com uma mesma criptomoeda.
Atuando como um Livro Razão, onde ficam todos os registros contabilísticos de uma empresa, as blockchains têm a vantagem de permanecerem compartilhadas publicamente com os participantes do sistema.
Segurança
Todo o interesse de investir em blockchains não existe à toa. Como qualquer transação feita no sistema só é validada quando o bloco inteiro é preenchido pelas operações, as moedas chegam ao destino correto e as transações feitas anteriormente não podem ser alteradas. Além disso, cada bloco é fechado com criptografia, formando uma corrente de registros praticamente impossível de ser alterada.
Áreas de atuação das blockchains
As aplicações financeiras das blockchains são, hoje, as mais exploradas. Seu sistema descentralizado tem despertado o interesse de instituições financeiras para o registro de títulos, armazenamento de contratos, privacidade de dados de clientes e rastreamento de transações.
Apesar de as blockchains serem utilizadas principalmente para o mercado financeiro, a cadeia também começou a chamar a atenção de governos e grandes empresas. Atualmente, há diversas pesquisas sendo feitas sobre as possíveis aplicações das blockchains. Para se ter dimensão do assunto, as etapas de envio de cargas agrícolas já começaram a ser registradas em blockchain.
Mesmo com todos esses benefícios, a tecnologia das blockchains ainda precisa superar alguns desafios. Entre as principais dificuldades para a ampla disseminação do sistema estão a sua
regulamentação, o grande consumo de energia das máquinas, o custo de implantação e a confiança do público na novidade.
Seja como for, as blockchains já são realidade. A expectativa é de que nos próximos anos o mercado financeiro e corporativo passem a adotar a tecnologia, transformando diversos setores em escala mundial.
Esta segunda-feira (14) marca o nascimento de diversas personalidades influentes. Uma delas é Mark Zuckerberg, fundador e CEO do Facebook, que está completando 34 anos. A outra é ninguém menos do que o cineasta George Lucas — responsável por criar a franquia Star Wars (que, venhamos e convenhamos, dispensa apresentações). Tendo nascido em 14 de maio de 1944, Lucas faz 74 anos hoje, e, felizmente, comemora com muita saúde.
George Lucas
Foto: Business Insider / Canaltech
O produtor, diretor e roteirista começou sua carreira em 1971, época em que estudava na Universidade do Sul da Califórnia e produziu o curta-metragem (que posteriormente se transformaria em um longa-metragem) THX 1138 . A obra já indicava a paixão de Lucas por ficção científica, visto que o roteiro imaginava um futuro distópico no qual seres humanos eram vigiados por androides e obrigados a ingerir drogas inibidoras de emoções.
Star Wars só foi nascer em 1977, sendo lançado por uma então incrédula 20th Century Fox — que não estava muito confiante de que o título ia fazer sucesso e permitiu que Lucas ficasse com 100% dos direitos do filme. Como todos nós sabemos, a produção foi um sucesso e o diretor enriqueceu o suficiente para criar seu próprio estúdio, batizado de Lucasfilms. Em 2012, a empresa foi comprada pela The Walt Disney Company por US$ 4 bilhões.
Além de diversas homenagens ao redor da web, George Lucas ganhou um presentão nesta segunda-feira: o Short Shorts Film Festival (SSFF), um dos maiores festivais de curta-metragens da Ásia, foi rebatizado como George Lucas Awards. O motivo é simples: a obra THX 1138 , citada anteriormente neste texto, foi transmitida durante a primeira edição do SSFF e se consagrou como um sucesso entre o público da época.








