Embora tanto o iOS quanto o Android já contem com funções de geolocalização voltadas para situações de emergência, o iOS 12 promete melhorar ainda mais este importante recurso em uma nova parceria
entre a Apple e a RapidSOS.
iOS 12
Foto: 9to5Mac / Canaltech
Em suma, a companhia do ramo de soluções em comunicações de emergência explica que a nova versão do sistema operacional da Maçã enviará automaticamente a localização exata do usuário às autoridades
policiais quando for feita uma ligação para o 911, o número para emergências policiais nos Estados Unidos.
Além disso, foi informado que o recurso em questão será totalmente integrado ao sistema, eliminando a necessidade de instalação de um aplicativo à parte.
Com isso, assim que o iOS 12 for lançado oficialmente, os usuários que ligarem para o 911 terão todas as suas coordenadas geográficas monitoradas pela empresa, que por sua vez solicitará chamados
emergenciais para que as autoridades responsáveis mais próximas se dirijam às localidades com mais agilidade e eficiência.
Maiores detalhes sobre o RapidSOS no iOS 12 podem ser conferidos no site oficial da empresa.
Um dos problemas que surgiram junto com as criptomoedas foram os aplicativos e programas que as mineram. Isso quer dizer que um programa pode ser instalado em seu dispositivo e usar a capacidade de processamento para executar um cálculo complexo, ação chamada de minerar criptomoedas. Alguns softwares podem fazer isso sem avisar o usuário, ou escondendo nas entrelinhas dos termos e condições de uso. É exatamente esta prática que a Apple quer evitar.
bitcoin
Foto: Canaltech
A empresa atualizou as diretrizes da App Store e enfatizou que não vai permitir que programas na loja possam minerar criptomoedas em segundo plano. O anúncio foi feito durante a Worldwide
Developers Conference (WWDC), evento da empresa para desenvolvedores realizado na última semana.
No espaço de Compatibilidade de Hardware, agora aparece explicitamente o aviso: aplicativos "não podem executar processos em segundo plano não relacionados à função, como mineração de criptomoeda".
A proposta de adicionar a mineração em segundo plano é uma iniciativa de alguns desenvolvedores como um novo modelo de negócio para apps. A ideia é que, ao utilizar o processador do usuário, elas
passam a ter uma receita com criptomoedas e possam excluir o sistema de publicidade interna, por exemplo.
A polêmica começou quando um app para Mac chamado Calendar 2 soltou um update na Store em que adicionava um minerador chamado Monero. A ideia é de que os desenvolvedores também avisassem de forma
explícita a mudança, inclusive com um novo termo de concordância. Não foi o que aconteceu.
O aplicativo de calendário comum, então, passou a derrubar o desempenho de alguns aparelhos. De acordo com a desenvolvedora isso acontecia por uma problema do programa que deveria consumir entre
10% a 20% do processamento do computador. Entretanto, o uso estava acima.
Após a inclusão, a Apple baniu o app da plataforma até que ele retirasse o minerador. A desenvolvedora se defendeu dizendo que a proposta seria uma forma de monetização para que o desenvolvedor
possa disponibilizar uma versão gratuita do software, no sistema conhecido como freemium.
Contrariando o desejo da maior parte da população conectada norte-americana, Ajit Pai (presidente do FCC — Comissão Federal de Comunicações, órgão similar à Anatel dos Estados Unidos) conseguiu, enfim, acabar com a neutralidade de rede nos Estados Unidos. A revolta toma conta do país, que vê sua democracia ameaçada com a decisão de controlarem a internet por lá.
Quem encabeça o fim da neutralidade de rede, além do Governo, são as companhias do setor de telecomunicações — as principais interessadas na nova regulamentação. É que, com o fim da neutralidade de rede, as operadoras podem restringir a velocidade de acesso a determinados serviços online, priorizando outros à sua escolha. Mas mais de 80% da população estadunidense se mostrou em favor da continuidade da neutralidade, e por isso a revolta com seu fim nesta segunda-feira (11).
Proposta em abril do ano passado, a Restoring Internet Freedom (regra do FCC que oficialmente acaba com a neutralidade de rede imposta em 2015) foi finalizada em novembro, pré-aprovada em dezembro, inscrita em fevereiro e aprovada em caráter final em maio. Hoje (11), entra em vigor.
Com o fim da neutralidade de rede, as operadoras terão o direito de discriminar e favorecer o tráfego da internet das empresas com as quais têm parcerias. Por exemplo: uma operadora específica
pode, se desejar, reduzir a velocidade de tráfego para acessar a Netflix, liberando todo o poder da banda para o acesso de streamings de filmes que sejam parceiros da empresa. E esse é só um
exemplo do que o fim da neutralidade de rede proporciona.
Ajit Pai usou como argumento para causar o fim da neutralidade de rede a ideia de que, com as regras adotadas durante o governo Obama, as operadoras estariam desestimuladas a fazer investimentos em suas redes. Com o fim da neutralidade, elas teriam incentivos para aprimorar suas infraestruturas, proporcionando conexões mais velozes e estáveis à população.
O impacto no consumidor
(Imagem: Daily Nexus / Kevin Chan)
Foto: Canaltech
Além de navegar com velocidades variáveis, impostas por cada operadora de acordo com o site visitado, o usuário consumidor de internet nos EUA sofrerá outros impactos. Um deles pode ser um aumento no preço cobrado pelas assinaturas, com as operadoras criando pacotes variados de dados com serviços agrupados. Imagine o seguinte: a operadora pode cobrar um valor "x", mais caro, para um pacote de dados que priorize velocidade para serviços de streaming. Por outro lado, podem surgir pacotes mais baratos, garantindo a melhor velocidade para serviços e aplicativos que sejam parceiros da operadora.
É mais ou menos como as empresas de telecom fazem com os pacotes de TV a cabo. Há pacotes mais baratos, com um menor número de canais disponíveis, enquanto os pacotes mais abrangentes, que abrigam os canais mais cobiçados, são mais caros. Contudo, este é um formato que já não satisfaz mais, com um número cada vez maior de pessoas desistindo de assinar TV a cabo, preferindo pagar por serviços
de streaming. E aí que a neutralidade de rede traz outro impacto negativo, pois é possível que, para continuar assistindo a vídeos sob demanda pela internet, seja necessário pagar mais por isso, daqui em diante.
Mas e o Brasil nessa?
Claro, a neutralidade de rede acabou oficialmente nos Estados Unidos. Só que isso também pode impactar a conectividade brasileira, já que as operadoras nacionais esperavam a decisão do FCC para
começar a importar o fim da neutralidade para cá.
Com o Marco Civil, assinado por Dilma Rousseff em 2016, ficou determinado que, no Brasil, as operadoras não podem distinguir tipos de tráfego. Então, as nossas operadoras não podem cobrar a mais de acordo com o que é acessado; até então. Isso porque o Brasil é bastante influenciado por o que acontece nos EUA, e o fim da neutralidade de rede por lá pode ser um incentivo para que o Marco Civil da internet também seja revisto agora no governo Temer, ou no governo futuro que ainda será decidido com as eleições de 2018.
No Brasil, as operadoras de telecom usam como argumento para alterar o Marco Civil coisas como um congestionamento de infraestrutura, com mais consumo de banda por conta do aumento da quantidade de provedores. E uma maneira de acabar com a neutralidade de rede brasileira seria que o presidente revogasse o Decreto 8.771, coisa que não aconteceu ainda provavelmente por conta da baixa popularidade de Temer no governo. Só que, com eleições presidenciais a caminho, a coisa por aqui fica nebulosa, com sérios riscos de acabarem com a neutralidade, dependendo de quem for eleito.
Citando outras consequências negativas do fim da neutralidade de rede no Brasil, caso o nosso país siga os passos dos EUA: cafés com Wi-Fi, escolas e bibliotecas, que fornecem conectividade para quem estiver ali, podem se ver obrigadas a cobrar taxas diferenciadas para o usuário, dependendo do que ele deseja acessar na internet. Ainda, pessoas com menos condições financeiras acabarão consumindo menos conteúdos na internet, já que somente poderão pagar pelos pacotes mais baratos.
A paralisação dos caminhoneiros que aconteceu nesta última semana em todo país afetou muitos serviços que necessitam de transporte de pessoas ou cargas, como o de manutenção para telecomunicações. Não foi diferente com os correios.
Correios
Foto: Canaltech
"Desde o início da paralisação dos caminhoneiros, o volume de objetos entregues pelos Correios foi aproximadamente 50% menor em comparação com os dias normais de operação, uma vez que os veículos da empresa não conseguiram chegar ao seu destino por causa de bloqueios nas estradas ou devido à falta de combustível", informou a empresa em nota.
Nos cálculos dos Correios, cerca de 85 milhões de objetos deixaram de ser entregues no período, contabilizando encomendas e mensagens. Em dias normais, o órgão tem capacidade de entregar 25 milhões de objetos.
O órgão informou que o volume objetos entregues foi aproximadamente metade do normal desde o início do movimento, há mais de duas semanas. Os motivos foram a falta de combustível em vários locais bem como o bloqueio de estradas em todo país.
Dessa forma, os Correios calculam que a deve demorar ainda cerca de 15 dias para normalizar a operações. O órgão, contudo, ainda não sabe informar qual o tamanho do prejuízo financeiro.
Além das entregas, os serviços que costumeiramente têm hora e dia marcados como Sedex 10, Sedex 12, Sedex Hoje, Disque Coleta e Logística Reversa Domiciliária foram suspensos e devem se manter assim até normalização das entregas. Ou seja, também expectativa de 15 dias.
A empresa informou ainda que há uma plano extraordinário de operações em que há mudança de jornada e até contratação de mão-de-obra temporária para dar cabo da carga. Neste sábado (2), serão realizados mutirões nas unidades que receberem carga para distribuição.
Os serviços Sedex convencional e o PAC agora passam a contar com prazos estendidos também para atender a demanda. Já as agências estão funcionando normalmente com recebimento de postagens.
Acordo foi anunciado nesta segunda-feira pelo CEO Satya Nadella. Repositório de códigos continuará a operar de forma independente
A Microsoft confirmou nesta segunda-feira (04) que comprará o GitHub por US$ 7.5 bilhões. Os rumores de que a companhia estava em discussões avançadas para comprar o vasto repositório de códigos começou na semana passada, mas ganhou
força neste final de semana. Agora, a notícia sobre o acordo é oficial.
Ao comprar o GitHub, a companhia cofundada por Bill Gates e Paul Allen retorna, de certa forma, às suas origens. Isso porque quando foi iniciada, a empresa tinha como proposta oferecer a desenvolvedores amadores um novo kit de
microcomputador, o MITS Altair. Fundado em 2008, em São Francisco, o GitHub se tornou uma popular central para desenvolvedores e companhias sediarem seus projetos, documentos e códigos. A própria Microsoft é uma das principais
contribuidoras do site, com mais de mil funcionários ativamente publicando códigos na plataforma.
De acordo com a Microsoft, o GitHub irá aderir ao seu princípio "desenvolvedor em primeiro lugar" e continuará a operar de forma independente como uma plataforma agnóstica.
"A Microsoft é uma empresa, em primeiro lugar, de desenvolvedores", escreveu o CEO da Microsoft Satya Nadella em comunicado à imprensa. "Ao unir forças com o GitHub, fortalecemos nosso compromisso com a liberdade, abertura e inovação os
desenvolvedores. Nós reconhecemos a responsabilidade da comunidade que assumimos com este acordo e faremos nosso melhor trabalho para capacitar cada desenvolvedor a construir, inovar e resolver os desafios mais prementes do mundo".
A compra ainda está sujeita a revisão regulatória, mas segundo a Microsoft a expectativa é que a aquisição seja concluída até o final deste ano.
O que muda
A Microsoft informou que o GitHub continuará sendo aberto para todos os desenvolvedores e indústrias. "Desenvolvedores continuarão a usar linguagens de programação, ferramentas e sistemas operacionais de sua escolha para seus projetos -
e ainda poderão implantar seus códigos a qualquer sistema operacional, qualquer nuvem e dispositivo", assegurou a companhia. O GitHub também oferece uma versão privada e com foco em corporações, do qual o serviço é cobrado. Desde o seu
lançamento, a empresa levantou mais de US$ 350 milhões em investimento e chegou a valer US$ 2 bilhões.
O Vice-presidente da Microsoft Corporate, Nat Friedman, veterano do open source, irá assumir como CEO do GitHub e o atual CEO GitHub, Chris Wanstrath, se tornará conselheiro técnico da Microsoft, reportando para oVP executivo Scott
Guthrie, trabalhando em iniciativas estratégicas de software.
A compra do GitHub reforça a estratégia da Microsoft nos últimos anos, desde que Nadella assumiu a presidência, abraçando cada vez mais tecnologias open source, para afastar a dependência de seu sistema operacional principal, o
Windows. Na conferência para desenvolvedores no mês passado, a Build, a companhia revelou que estava abrindo a plataforma Azure IoT Edge e que seus serviços do Azure DevOps seriam abertos para clientes do GitHub. E mais, no final do ano
passado a empresa de São Francisco revelou que estava adotando ferramentas da Microsoft para gerenciar repositórios open source de larga escala.
Em entrevista a Bloomberg, uma fonte próxima ao GitHub, que pediu para não ser identificada, disse que a companhia escolheu pela venda à Microsoft - ao invés de ir à público - porque ficou impressionada por Nadella.
"Estou extremamente orgulhoso do que o GitHub e nossa comunidade realizaram na última década, e mal posso esperar para ver o que vem pela frente. O futuro do desenvolvimento de software é brilhante, e estou entusiasmado por unir forças
com a Microsoft para ajudar a torná-lo uma realidade ", disse Wanstrath. "O foco deles para desenvolvedores se alinha com os nossos, e sua escala, ferramentas e nuvem global terão grande papel em tornar o GitHub ainda mais valioso para
desenvolvedores em todos os lugares".








