Uma reportagem publicada no Guardian está dando o que falar. Em entrevista concedida ao veículo britânico, um ex-funcionário do Facebook revelou que a companhia possui uma espécie de polícia interna secreta, cujo único objetivo é investigar — e punir — colaboradores que estejam agindo contra as suas políticas. O principal motivo para a existência de tal força-tarefa é o crescente número de empregados concedendo entrevistas a jornalistas, confessa a fonte anônima.
Facebook
Foto: Divulgação / Canaltech
"É horrível o quanto eles sabem. Você entra no Facebook e a empresa tem esse sentimento caloroso de estamos mudando o mundo e nós nos importamos com as coisas. Mas aí você descobre o seu lado ruim e, do nada, está cara a cara com a polícia secreta do Mark Zuckerberg", comenta o entrevistado. Ele conta que foi chamado para uma reunião com o pretexto de ser promovido de cargo, mas, ao chegar lá, foi confrontado pela equipe investigativa, que possuía provas de que ele estava conversando com um repórter.
O time, chefiado pela executiva Sonya Ahuja, tinha até mesmo screenshots de bate-papos entre o funcionário e o jornalista, além de links que ele havia visitado ao longo das últimas semanas. Embora o Facebook não tenha se pronunciado publicamente a respeito do caso, um porta-voz afirmou que "empresas frequentemente usam registros corporativos em investigações do ambiente de trabalho, e nós não somos uma exceção".
Estudo do OasisLab e StartSe mapeou as startups brasileiras que fazem uso de novas tecnologias para resolver as dores do lojista
O número de startups brasileiras que tem se dedicado a pensar melhorias tecnológicas para o varejo deu um salto nos últimos 10 meses. Segundo o estudo “Loja 4.0: Panorama das startups brasileiras do varejo – 2ª edição 2018”, há quase um ano o Brasil tinha 115 startups voltadas para o varejo. Hoje são 194. A pesquisa foi desenvolvida pelo OasisLab (centro de inovação especializado em varejo), em conjunto com a Startse e a Neomode.
Segundo a especialista em varejo e responsável pelo laboratório de startups do OasisLab, Fabíola Paes, a integração entre os pontos de venda on-line e off-line possibilita a criação de novos mercados para as empresas e isso significa alternativas extras para quem está interessado em crescer, mesmo em meio à crise.
“A adição de 85 novas startups ao estudo mostra o aumento da tecnologia e novas macrotendências de inovação como logística, sustentabilidade e e-commerce, que traz muitas facilidades para o cliente e o varejista", comenta Fabíola. "Mais do que retratar profundas transformações na forma de comercialização de produtos no país, a pesquisa revela que embora a loja física ainda seja referência para o varejo, a cada dia aumenta a necessidade de interação com tecnologias digitais mais acessíveis e amigáveis para o consumidor, tais como smartphones, tablets, relógios conectados e óculos de realidade virtual”, completa.
Um novo mercado
Para desenvolver o estudo, a equipe do OasisLab recorreu ao banco de dados da Startse, além de acessar os dados da primeira pesquisa feita em 2017, que contava com base da Associação Brasileira de Startups, o Ranking 100 Open Startup e do Laboratório de Varejo da Universidade Positivo.
O objetivo foi apontar as novas empresas de tecnologia brasileiras que tem como força motriz a inovação e como elas estão dispostas a resolver “as dores do lojista”, que englobam todos os detalhes do processo de compra e entrega; situações que vão desde dificuldades de gerenciamento de estoque, atrasos de entrega, questões de relacionamento com o cliente, entre outros.
As startups foram organizadas em nove eixos que sintetizam soluções e inovações nas áreas de realidade virtual, inteligência artificial, e-commerce, engajamento do consumidor, internet das coisas, logística, operação, pagamentos e sustentabilidade.
Para Cláudia Backes, Gerente de Comunidade da Startse, a busca por um cliente satisfeito tanto com o produto, quanto com a experiência de compra, fez surgir um novo mercado. É aí que entram as startups que aparecem no estudo. "Estudos como este nos mostram que o Brasil tem potencial de se posicionar em um mercado global nesta vertical. Temos muitas startups desenvolvendo negócios inovadores, na maioria resistindo aos primeiros anos de atuação, que representam a maior taxa de mortalidade de startups. É muito bom perceber que o mercado parece estar se dando conta das suas fragilidades e apoiando as startups como parte fundamental da sua transformação para a Nova Economia", completa.
Para ler o estudo completo, acesse o link.
Quem já foi a um grande evento e trocou vários cartões de visita sabe como é o trabalho de organizar todos este contatos depois. Para facilitar a vida do usuário, a Microsoft lançou um update para o Pix em que não só escaneia o cartão, como também encontra o perfil da pessoa no LinkedIn.
O Microsoft Pix é um aplicativo de foto para iOS que utiliza inteligência artificial para fotografar documentos, post-its e também cartões de visitas. Agora, a Microsoft atualizou a aplicação para já ter a integração com o LinkedIn.
Além disso, o app também pega as informações para adicioná-las automaticamente a sua lista de contatos. Com a foto tirada, o app reconhece nome, telefone, e-mail e já propõe um contato para ser adicionado automaticamente sem que se tenha que escrever os dados um por um.
Aplicativo consegue fazer leitura do cartão com foto lateral (Imagem: Divulgação)
Foto: Canaltech
Contudo, esta não é a primeira vez que um app tem a capacidade de fazer leitura de cartões e fazer a busca no LinkedIn. A própria rede social de negócios possuía um app para isso chamado CardMunch. A ferramenta foi descontinuada em 2014, quando o LinkedIn passou a recomendar que os usuários utilizassem o Evernote para guardar seus cartões recebidos. O CardMunch não deu certo, segundo os desenvolvedores, pois exigia que se baixasse uma aplicação somente para ler os cartões, o que não acontece
na atual solução para iPhones.
A Microsoft comprou o Pix 26,2 bilhões de dólares em 2016.
Há questões que precisam ser resolvidas para tornar o ambiente de trabalho mais plural; lidar com esteriótipos e inspirar as meninas de hoje a considerarem a carreira em TI estão entre elas
Segundo dados apresentados pela CA Technologies, apenas 8% das vagas de desenvolvedores de software de todo o mundo e 11% dos cargos executivos das empresas de tecnologia no Vale do Silício (EUA) são ocupados por mulheres. Ainda segundo o estudo Women in Tech, 74% das meninas demonstram interesse pelas áreas de STEM (sigla em inglês para ciência, tecnologia, engenharia e matemática), mas só 0,4% delas escolhem estudar ciências da computação.
Atualmente, poucas mulheres se interessam pela área, mas nem sempre foi assim. Mulheres se destacam na área da tecnologia desde o século 19. Ada Lovelace é reconhecida por ter escrito o primeiro algoritmo em 1843. Na segunda guerra mundial, mulheres, plugando cabos e desenvolvendo algoritmos, realizaram um estudo de balística para os aliados. Na segunda metade do século 20 outras mulheres se destacaram junto com o desenvolvimento da informática. Atualmente, temos mulheres em cargos de destaque em grandes empresas do Vale do Silício, como Sheryl Sandberg, COO do Facebook.
Números indicam que a participação feminina em cursos superiores na área de tecnologia vem caindo desde a segunda metade da década de 90, quando as classes de formandos em áreas da computação tinham cerca de 30% de meninas. De acordo com a Sociedade Brasileira de Computação (SBC), em 2014, 39.342 pessoas se formaram nos cursos de informática no Brasil. Apenas 6.404 (cerca de 16%) do total de formandos eram mulheres. Isso se confirma também no mercado de trabalho. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) divulgada em 2016, dos mais de 580 mil profissionais de TI que atuam no Brasil,
apenas 20% são mulheres.
Mas por que poucas mulheres seguem esta carreira? A distinção começa na infância, quando meninos são encorajados a encarar desafios e vencer. Enquanto isso, as meninas aprendem mais características ligadas ao cuidado. O problema é que isso mais tarde influencia na escolha das carreiras.
Já na época de escolher a carreira, o fato de haver poucas meninas nas salas relacionadas a computação acaba afastando outras candidatas. Um fator percebido no ambiente acadêmico é que elas se sentem acuadas, têm vergonha de fazer perguntas e serem ridicularizadas pelos colegas, ouvindo comentários do tipo “Você não conseguiu fazer?! Para mim foi fácil...”. esse quadro também contribui para a desistência do curso.
Ultrapassados esses obstáculos, a mulher chega ao mercado de trabalho na área de TI. Mas o quadro que encontram é tão ou mais complicado que o de anos anteriores. Como já destacamos, há poucas mulheres no ambiente de trabalho e muito menos em cargos de destaque. Os salários são, como no mercado de trabalho em geral, invariavelmente menores em relação a homens no mesmo cargo ou função. E se não têm em quem se espelhar, a motivação diminui.
Há tempo para mudar. Só quem é criança hoje vai poder mudar a imagem das mulheres na área de TI no futuro. Em primeiro lugar é necessário mudar o estereótipo que limita as atitudes consideradas “corretas” para meninos e meninas. Depois, é preciso inspirá-las para que considerem a carreira de tecnologia. Recomenda-se também investir em capacitação. Se estiverem melhores preparadas podem quebrar a barreira da insegurança frente aos homens.
A Universidade Estadual de Maringá realiza um projeto de incentivo a participação feminina na área de TI. Profissionais e professores visitam escolas, conversam com alunas sobre o trabalho na área e até oferecem cursos para estudantes de sexto e sétimo anos do ensino fundamental.
Elas precisam se inspirar em outras meninas em áreas tecnológicas para entender que são capazes e competentes. Devem encarar que são minoria e que isto não deve ser um problema. Se na faculdade ou em um ambiente de trabalho tem mais homens que mulheres, este fato não deve fazer com que elas queiram mudar ou desistir.
Acreditamos que o que deve ser levado em consideração são as habilidades em exercer determinadas funções, e não o gênero das pessoas em questão. Um ambiente multicultural e com pluralidade de gênero se torna muito mais acolhedor e propício a criação de novas ideias e resolução de problemas. Afinal de contas, somos melhores juntos.
*Natália Kawatoko é gerente de gestão de pessoas na DB1 Global Software. Este artigo foi publicado originalmente no site Computerworld Brasil
Com o avanço da Era Digital, a informação é cada vez mais considerada como o bem mais valioso para as organizações. Junto a isso, as inovações tecnológicas tornaram-se diferenciais competitivos e de grande impacto nos negócios, atingindo diretamente no lucro e, principalmente, na credibilidade das corporações. Em contrapartida, esse imensurável acesso ao mundo digital também esconde perigos. Dia após dia nos deparamos com ações mal-intencionadas de hackers que realizam, além da distribuição
de vírus pelas redes, o trabalho de espionagem corporativa e tentativas de fraudes organizacionais.
Segurança
Foto: Khakimullin/Depositphotos / Canaltech
Com o avanço da Era Digital, a informação é cada vez mais considerada como o bem mais valioso para as organizações. Junto a isso, as inovações tecnológicas tornaram-se diferenciais competitivos e de grande impacto nos negócios, atingindo diretamente no lucro e, principalmente, na credibilidade das corporações. Em contrapartida, esse imensurável acesso ao mundo digital também esconde perigos. Dia após dia nos deparamos com ações mal-intencionadas de hackers que realizam, além da distribuição
de vírus pelas redes, o trabalho de espionagem corporativa e tentativas de fraudes organizacionais.
Manter a integridade de dados sigilosos contra qualquer tipo de ameaça é o principal foco dos profissionais de Segurança da Informação, especialidade hoje que comporta poucos disponíveis e que tende a diminuir nos próximos anos. Conforme estudo realizado pelo (ISC)², em 2020, haverá falta de 185 mil profissionais capacitados na América Latina, a exercerem essas
atividades.
A baixa disponibilidade de especialistas em Segurança da Informação também tem refletido no cotidiano das empresas por meio de modelos de gestão deficientes, falta de governança e de análises preventivas de riscos no ecossistema de TI. Hoje, os investimentos em segurança ocorrem, em sua grande maioria, de maneira errada, com foco em novas tecnologias e não em processos de trabalhos específicos para cada situação, que deveriam ser orientados pelos especialistas.
Segundo estudos, desde 2015, há um aumento gradativo de investimentos em segurança de dados, sendo que 86% das empresas na América Latina possuem alguma estratégia para a área mesmo que em fase inicial. Porém, apenas 42% desse total apontam a inclusão de um gerenciamento adequado durante o processo de implementação de ações seguras. Fato que comprova a oportunidade para o mercado de trabalho.
Outro fator que podemos caracterizar como desafio para o setor é o custo para o desenvolvimento profissional. Cerca de 44% dos profissionais acabam assumindo todos os custos para conseguirem se aprimorar, tornando mais difícil ampliar a disposição de pessoas gabaritadas para atenderem às demandas das empresas.
É fato que qualquer organização com presença digital está exposta a eventuais ameaças. A constante evolução dos cibercriminosos e a falta de mão de obra qualificada parece ser um pesadelo infindável para os CIOs. Além disso, os riscos não se limitam apenas à iniciativa privada e pública porque a falta de segurança está no dia a dia de pessoas comuns que acessam suas redes sociais, e-mails ou sites específicos. Ou seja, a Segurança da Informação já não é mais apenas um problema tecnológico, mas que afeta diretamente a todos. Para resolver essas questões, é fundamental termos profissionais
especializados em segurança digital, ainda mais na América Latina onde surgem novas ameaças todos os dias.
O mercado continuará em busca de profissionais especializados, com perfil dinâmico e conhecimento nas diferentes esferas de negócio, para poderem atuar na segurança das empresas. O sucesso empresarial estará diretamente ligado ao sucesso digital e, por isso, teremos um novo cenário de oportunidades pela frente. As empresas devem começar a investir na capacitação de seus profissionais de segurança da informação, a fim de apoiá-los no seu processo contínuo de desenvolvimento e atualização.
Treinamento e conhecimento serão as armas de proteção das empresas que buscam promover estratégias bem-sucedidas de transformação digital.
* Gina Van Dijk é Diretora Regional do (ISC)² América Latina








