A tecnologia que vem sendo apresentada na CES 2018, que acontece em Las Vegas, não se restringe aos últimos modelos de smartphones ou de soluções de Internet das Coisas. A Xenoma, por exemplo, empresa japonesa de tecidos inteligentes, apresentou um pijama que pode ajudar a vida de quem está no hospital.
O foco são os pacientes com algum tipo de demência. A roupa, nesse caso, ajudará a monitorar a pessoa, sem que seja necessário manter um profissional no quarto.
A tecnologia está embarcada na camisa e na calça. Sensores instalados na região do quadril e das pernas detectam se o paciente está se movendo. Já os que ficam na camisa servem para monitorar os sinais vitais. Além disso, há a possibilidade de conexão com um aparelho de eletrocardiograma.
Conectividade direta
A Xenoma diz que não há necessidade de gel ou líquido para que os sensores se conectem com o corpo do paciente e leiam os sinais, como acontece nos exames de ultrassom, por exemplo.
A roupa aguenta até 100 lavagens antes de apresentar desgaste, segundo especificações da empresa japonesa. O conjunto, inclusive, já está em teste em um hospital alemão.
A expectativa é que esses pijamas estejam liberados para o mercado em 2020, com preço médio de US$ 100.
xenoma
Foto: Canaltech
Uma startup japonesa chamada Xenoma deu um passo significativo e mostrou o que vestuário inteligente realmente significa ao desenvolver uma blusa que, além de parecer o uniforme de um super herói, possui 14 sensores de movimento, capazes de controlar personagens de um jogo.
A E-Skin, como a blusa de manga comprida está sendo chamada, foi apresentada na CES do ano passado, e transforma a pessoa que a veste numa espécie de joystick humano. Com um módulo de Bluetooth instalado no peito, a inovação transmite os dados de movimentação da pessoa vestida para um computador ou smatphone através do aplicativo da Xenoma.
Na edição da CES de 2018, a Xenoma aprimorou a E-Skin e introduziu outras duas criações semelhantes mas com utilizações diferentes: agora há uma E-Skin para gamers, uma para fitness e corrida e também há uma para monitoramento de saúde.
Você pode ver como a E-Skin funciona nesse vídeo feito pela equipe do The Verge, apenas em inglês:
Nenhuma das criações, entretanto, têm preço definido por ainda não estarem disponíveis para o mercado geral.
O ano de 2020 deve ser marcado pelo crescimento de empregos na área de Inteligência Artificial, segundo previsão do Gartner
publicada nesta quinta-feira (28). Segundo a consultoria, cerca de 2 milhões de novos empregos serão gerados em apenas cinco
anos.
Inteligência Artificial
Foto: MarTech Today / Canaltech
"Muitas inovações significativas no passado foram associadas a um período de transição de perda de emprego temporário,
seguido de recuperação. Então, a transformação de negócios e a AI provavelmente seguirão essa rota. A Inteligência Artificial
melhorará a produtividade de muitos empregos, eliminando milhões de posições de nível médio e baixo, mas também criará
milhões de novas posições de habilidades altamente qualificadas, gerenciamento e até mesmo a variedade de nível de entrada e
baixa qualificação", comenta Svetlana Sicular, vice-presidente de pesquisas da empresa.
Svetlana acredita que as previsões que relatam a queda de empregos com o avanço da IA acabam ofuscando os seus benefícios,
sendo que as duas forças apenas se complementam. "Para o maior valor, concentre-se em aumentar as pessoas com IA. Enriquecer
o emprego das pessoas, reimaginar tarefas antigas e criar novas indústrias. Transforme sua cultura para torná-la rapidamente
adaptável a oportunidades ou ameaças relacionadas a IA", complementa.
Um em cada cinco trabalhadores envolvidos em tarefas não rotineiras contarão com a ajuda da Inteligência Artificial para a
conclusão do trabalho, afirma o relatório da companhia. A máquina deve ajudar os seres humanos e não substitui-los, e a
previsão para que a tendência seja colocada em prática é até o ano de 2022.
Apesar do rompimento de empregos operacionais, empresas que tentarem fazer a substituição do ser humano pela máquina não
obterão sucesso. Segundo os estudos, o consumidor ainda prefere interação humana na resolução de problemas e no atendimento
como um todo.
Para 2021, o Gartner pontua que a tendência deve gerar US$ 2,9 trilhões em valor comercial, recuperando ainda 6,2 bilhões de
horas de produtividade do trabalhador. "A Inteligência Artificial pode assumir tarefas repetitivas e mundanas, liberando
humanos para outras atividades, mas a simbiose de humanos com IA será mais matizada, diversificada e exigirá reinvestimento e
reinvenção, em vez de simplesmente automatizar práticas existentes", completa o vice-presidente de pesquisa do Gartner, Mike
Rollings.
A AT&T disse nesta sexta-feira que todos os 50 Estados norte-americanos decidiram participar da rede banda larga nacional que
está construindo para equipes de primeiros socorros, como parte de um contrato de 6,5 bilhões de dólares.
Logo da AT&T é visto em loja em Golden, Estados Unidos 25/07/2017 REUTERS/Rick Wilking
Foto: Reuters
Em março, o governo dos EUA concedeu o contrato à AT&T para que construísse a rede, anos após uma comissão federal ter
recomendado a criação de tal sistema após os ataques de 11 de setembro de 2001.
A segunda maior operadora de internet sem fio dos EUA receberá o espectro de 20 megahertz de ondas de internet e pagamentos
baseados no bom desempenho no valor de 6,5 bilhões de dólares em cinco anos, como parte de um projeto conhecido como
FirstNet. A AT&T espera investir cerca de 40 bilhões de dólares em 25 anos para construir e manter a rede.
Os Estados tinham até quinta-feira para aderir à rede da AT&T e construir suas próprias redes de segurança pública. Além
deles, Washington D.C., Porto Rico e as Ilhas Virgens Britânicas também aderiram à FirstNet, disse a AT&T. A decisão de três
territórios no Pacífico, Samoa Americana, Guam e Ilhas Marianas Setentrionais, não deve acontecer até 12 de março de 2018.
Analistas de Wall Street disseram que a FirstNet é uma forma de a AT&T aumentar seu portfólio de espectros, no momento em que
consumidores estão usando mais dados nos celulares. A companhia pode usar o espectro que recebe do governo para fornecer mais
capacidade de rede para clientes quando não estiver em uso por socorristas.
O governo federal sancionou na semana passada a lei 13.543 que estabelece uma série de novas regras para o comércio
eletrônico brasileiro. A principal delas diz respeito à forma como o preço dos produtos deve ser exibido no e-commerce.
Os sites deverão fazer "divulgação ostensiva do preço à vista, junto à imagem do produto ou descrição do serviço, em
caracteres facilmente legíveis com tamanho de fonte não inferior a doze", segundo a nova lei.
Isto significa que não é mais permitido deixar em destaque o preço de uma parcela do produto e, abaixo e em letras miúdas, o
preço à vista, já que isso pode confundir o consumidor. Além disso, se houver preços diferentes na mesma loja, o cliente deve
pagar o menor.
Por fim, a nova lei determina também que o site deve "informar, em local e formato visíveis ao consumidor, eventuais
descontos oferecidos em função do prazo ou do instrumento de pagamento utilizado".
Como explica a Agência Brasil, quem encontrar irregularidades deve reportá-las a órgãos de proteção ao consumidor, como o
Procon, o Ministério Público e a Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça.








