Pela primeira vez na história, a inteligência artificial já consegue aprender, por conta própria, qualquer idioma do planeta. E isso pode significar que tradutores universais dignos de filmes de ficção científica estejam a caminho.
inteligência artificial
Foto: Canaltech
Não é como se já não tivéssemos tradutores online e, até mesmo, fones de ouvido capazes de traduzir um diálogo em tempo real (como é o caso dos Pixel Buds, da Google). Mas tudo isso se baseia em sistemas criados e gerenciados por
pessoas, ou por algoritmos coordenados por pessoas, de alguma forma. Mas com o machine learning e a inteligência artificial, essa tarefa já está ficando muito mais automatizada e eficiente.
Já são dois sistemas criados por universidades que conseguem traduzir qualquer idioma sem depender de ninguém além deles mesmos. Um deles é da Universidad do País Vasco (UPV), na Espanha, e o outro foi criado pela Universidade Carnegie
Mellon, nos Estados Unidos. Ambos usam como base o Google Tradutor, que abrange 103 idiomas (sendo que existem 6.909n idiomas vivos na Terra). O sistema da gigante usa redes neurais supervisionadas por humanos, que comparam textos e
livros previamente traduzidos por também humanos. E, muitas vezes, as traduções acabam sendo feitas no sentido literal, perdendo o significado original.
O que está acontecendo agora é o uso dessa base da Google, que exclui pelo menos 800 milhões de pessoas por não abrigar seus dialetos, aprimorando a tecnologia contando com o poder das IAs. Os novos sistemas usam aprendizado de máquina
para comparar textos aleatórios em todo tipo de língua, aprendendo, por conta própria, o significado de palavras, sentenças e expressões.
Por enquanto, a eficácia dos sistemas de tradução universal baseados em inteligência artificial ainda está sendo testada. Mas os estudos e seus resultados iniciais positivos abrem o caminho para a continuidade do aprimoramento desses
sistemas, e, portanto, pode ser que, em um futuro próximo, a gente consiga entender qualquer idioma do planeta somente contando com um dispositivo eletrônico, no melhor estilo Star Trek.
Vinte e cinco anos depois, mais de R$ 8 bilhões foram investidos, mas principal rio do Estado continua poluído; soluções passam por esforço concentrado entre esferas de governo, avaliam especialistas.
Com 56 metros de largura e 26 km de leito canalizado dentro de São Paulo, o rio Tietê é uma das primeiras paisagens a cumprimentar quem chega à cidade pelo aeroporto de Guarulhos ou pelas rodovias Anhanguera e Bandeirantes.
Índice de oxigenação do Tietê é zero no trecho que corta São Paulo | Foto: Caue Taborda/SOS Mata Atlântica
Foto: BBCBrasil.com
E não é uma paisagem agradável: o cheiro de esgoto, o aspecto sujo e a falta de vida aquática tornam evidente que o maior rio do Estado está morto no trecho em que passa pela região metropolitana.
A mancha de poluição - onde a oxigenação é praticamente 0% - ocupa hoje 130 km, entre as cidades de Itaquaquecetuba, à leste da capital, e Cabreúva, à noroeste. Os dados são do monitoramento da ONG SOS Mata Atlântica.
É preciso ter no mínimo 5% de oxigenação para que haja peixes em um rio. O ideal é em torno de 7%.
A tentativa do governo do Estado de limpar o curso dágua começou há 25 anos, em 1992, após uma ampla campanha popular feita pela SOS Mata Atlântica e pela Rádio Eldorado, em que foram colhidas 1,2 milhão de assinaturas.
O Projeto Tietê foi então lançado com financiamento do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O governador à época, Antônio Fleury Filho, chegou a dizer que beberia
água do rio ao fim da iniciativa. Em 1993, a gestão prometeu publicamente limpar o rio até 2005.
Mas 25 anos e US$ 2,7 bilhões (R$ 8,8 bilhões) depois, ele está longe de ser despoluído. Afinal, o que deu errado?
Rio Tietê visto da Ponte das Bandeiras | Foto: William Lucas/SOS Mata Atlântica
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Por que o Estado ainda não conseguiu recuperar o rio?
"Muitas pessoas têm uma ideia equivocada de que limpar o rio é pegar a água ali que está suja e tratá-la. Recentemente teve um projeto de flotação para tirar a sujeira que já estava na água. Isso não funciona", diz José Carlos Mierzwa,
professor do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).
A cidade de Pirapora do Bom Jesus, no interior de SP, sofre com a espuma produzida pelos poluentes que se acumulam no rio | Foto: Rafael Pacheco/Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus
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Ele explica que limpar um rio é basicamente parar de despejar poluentes nele. "Se você manejar corretamente o esgoto, o que está ali vai embora e o rio se limpa sozinho", afirma.
A maior parte dos detritos que vão hoje para o Tietê é de origem doméstica. Quando a despoluição começou, em 1992, 70% do esgoto residencial da região metropolitana de São Paulo era coletado e apenas 24% disso - 17% do total - passava
por tratamento.
As duas primeiras fases do projeto foram focadas em criar estações de tratamento e rede de coleta. Na Grande São Paulo, hoje 87% é coletado e 59% do total é tratado, segundo a Sabesp (a companhia de saneamento). Na capital, 88% do esgoto
é coletado e 66% do total é tratado.
É uma taxa de saneamento bem maior do que a média do Brasil, onde 61% do esgoto nas áreas urbanas é coletado e 43% é tratado, segundo dados de setembro da Agência Nacional das Águas (ANA). Mas ainda é insuficiente para evitar a
contaminação do Tietê: 41% do esgoto doméstico da Grande São Paulo vai parar in natura no rio e em seus afluentes.
"Em uma região metropolitana como São Paulo, com 22 milhões de habitantes, 41% do esgoto não receber tratamento é um volume muito grande", afirma Mierzwa.
Ele explica que a maior dificuldade - a parte mais cara e difícil - é a construção da rede de coleta de esgoto.
Nos bairros que já são consolidados, é preciso passar a tubulação por debaixo de ruas e prédios. Nos outros, a ocupação irregular impede que a concessionária do serviço passe a tubulação que levaria os detritos já coletados às estações
de tratamento. Nesses locais o esgoto produzido cai direto nos córregos, que depois desembocam no Tietê.
"A principal dificuldade da despoluição é que são 39 municípios envolvidos e há uma falta de comprometimento dos prefeitos com o plano de uso e ocupação do solo", afirma o professor.
Uma questão urbana
O problema da poluição do rio está intimamente ligado ao problema da habitação. Segundo os especialistas, eles precisam ser resolvidos em paralelo. Não adianta apenas remover famílias de áreas de várzea de rio e deixá-las em situações
precárias - isso só empurra as ocupações e posterga o problema.
"São Paulo empurrou e continua empurrando as pessoas de baixa renda para as áreas de manancial, que tem baixo valor econômico", afirma Malu Ribeiro, da Rede de Águas da SOS Mata Atlântica.
Conforme a cidade foi se desenvolvendo e expandindo, as pessoas mais pobres foram expulsas de regiões centrais, com infraestrutura, para a periferia, onde acabaram ocupando áreas de várzea e mananciais.
"É um problema de gestão. Equivocadamente as pessoas pensam só em tratamento de esgoto, não têm o entendimento de que está tudo interligado", explica Ribeiro.
Gráfico sobre coleta e tratamento de esgoto
Foto: BBCBrasil.comA competência em lidar com os problemas é dividida entre diferentes instâncias.
A do saneamento é majoritariamente dos municípios, e o uso do solo também. Mas o governo federal também lida com a questão da habitação e fornece financiamento para obras de infraestrutura; e a responsabilidade pela bacia hidrográfica é
do Estado.
"Não há integração. Um exemplo: o Estado de São Paulo, que contrata a Sabesp, está há mais de 20 anos sob a gestão política do PSDB. E a cidade de Guarulhos ficou 13 anos sob governo do PT. Nesse meio tempo, não houve entendimento para
tratar o esgoto de Guarulhos na estação do Parque Novo Mundo, que é a mais próxima", diz Malu Ribeiro.
Segundo dados da própria Sabesp, o Sistema Parque Novo Mundo foi projetado para atender parte de Guarulhos, mas atende apenas trechos das zonas leste e norte de São Paulo.
Na Coreia do Sul, que conseguiu limpar os quatro rios que cortam a capital, Seul, a despoluição foi uma ação integrada entre diversos órgãos. O setor do governo responsável pelo projeto assumiu a competência de lidar com todas as
questões envolvidas e organizar os outros agentes. Além da parte técnica, houve questões culturais, ambientais e sociais - como habitação e transporte.
Já o Tâmisa, em Londres, foi despoluído ao longo de 50 anos com o estabelecimento da coleta de esgoto a partir dos anos 1960, endurecimento da regulação do uso de pesticidas e fertilizantes nas décadas de 1970 e 1980 e maior controle
sobre metais pesados no tratamento dos dejetos industriais a partir dos anos 2000.
Em 1957, o Museu de História Natural local declarou que o rio estava morto. Hoje existem 125 espécies de peixes ali, segundo a autoridade portuária da cidade. Também podem ser vistas focas e golfinhos. Mas o crescente acúmulo de plástico
nos últimos anos pode ser uma ameaça aos avanços.
O rio Tâmisa, que corta a cidade de Londres
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Uso do solo
Assentamento irregular é um fator crucial quando se fala sobre como a ocupação do solo prejudica o curso dágua, mas não é o único.
A ocupação de beira de rios e córregos em São Paulo é comum na metrópole toda - as próprias marginais Pinheiros e Tietê impermeabilizaram uma área de várzea que deveria ser reservada para o transbordamento natural do rio.
Há muitos bairros regulares - alguns até de alto padrão - onde existe a captação do esgoto, mas ele nunca chega às estações de tratamento. Cerca de 32% do que é coletado não é tratado.
"A pessoa liga a casa à rede pública de coleta e vê que o esgoto está sendo retirado. Ninguém vê o que acontece depois, se existem interceptores (tubulações maiores que recebem o esgoto de vários bairros e levam às estações de
tratamento)", diz o engenheiro Francisco Toledo Piza, professor de saneamento da Universidade Mackenzie e ex-funcionário da Sabesp.
O despejo de esgoto in natura direto no rio pela própria Sabesp levou o Ministério Público de São Paulo a entrar com uma ação contra a empresa, citando a contaminação da bacia do Tietê e das represas Billings e Guarapiranga.
A Justiça considerou que havia provas robustas de prática ilícita por Sabesp, Estado e município, mas a ação foi indeferida. Entre outros pontos, a juíza considerou que a companhia estava cumprindo sua obrigação, inclusive com a
apresentação de um cronograma de metas razoável quando se analisa a magnitude da empreitada. A Promotoria recorreu, afirmando que a empresa não vinha cumprindo as etapas do cronograma.
Na apelação, o Ministério Público afirma que a empresa pratica em sua estratégia de gestão negocial "forte marketing enganoso quanto às metas atingidas e sua responsabilidade ambiental". A ação está em análise em segunda instância.
Mudanças no zoneamento sem preocupação com o reforço da infraestrutura também são um problema, segundo Mierzwa.
"As companhias de saneamento criam uma rede de coleta para uma região de casas. Depois a prefeitura decide mudar o zoneamento, empreiteiras compram os terrenos e constroem prédios, mas a rede de coleta não tem capacidade de lidar com o
novo fluxo", afirma.
A mancha de poluição ocupa um trecho de 130 km do rio | Foto: Marco Santos/USP Imagens
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O que a rede de esgoto não consegue absorver extravasa para as galerias pluviais - que recebem a água da chuva - e desemboca diretamente nos rios.
Sobrecarregadas, as tubulações que recebem esgoto também acabam tendo uma série de rupturas. "Quando isso acontece, muitas vezes as concessionárias vão fazer o conserto dos canos rompidos e liga na rede pluvial em caráter emergencial, o
que piora a situação", explica Toledo Piza.
As galerias pluviais também acabam recebendo ligações irregulares de casas que ligam o encanamento na rede errada por diversos motivos - por não existir rede de esgoto ou pelo fato de as pessoas não quererem pagar a taxa de saneamento.
Na Região Metropolitana de São Paulo há mais de 134 mil imóveis com rede de coleta passando na porta, mas que não fizeram a ligação.
São 67 mil só na região oeste, que inclui bairros como Butantã e Rio Pequeno e cidades como Carapicuíba, Cotia e Barueri. O dejeto de todos esses imóveis poderia estar sendo tratado na estação de Barueri, que foi recentemente ampliada.
O que tem no rio Tietê?
Há três principais contaminantes no rio hoje.
O esgoto doméstico é a maior parte, já que as regulações sobre dejetos industriais obrigaram as indústrias a passar a entregar a água tratada.
Mas, segundo Toledo Piza, existe ainda um residual industrial. Ele vem de produções que burlam o regulamento ou de pequenas manufaturas, como fábrica de bijuterias de fundo de quintal. A quantidade é pequena, o problema é o tipo de
material que esse esgoto pode conter.
Há ainda a chamada "carga difusa" - sujeira que está nas ruas e é levada pela chuva para os córregos ou para a rede pluvial, que desemboca no rio. Isso inclui fuligem de carros, bitucas de cigarro, lixo que as pessoas jogam nas ruas,
cocô de animais e água com detergente da lavagem de quintais que vai para a rua, e não para o ralo, entre outros.
Esse lixo todo gera o assoreamento: o acúmulo de lixo, entulho e outros detritos no leito do rio, diminuindo a capacidade de vazão da água e gerando enchentes. A isso se soma o desmatamento da mata ciliar ao longo dos córregos da bacia,
que causa erosão do solo e ida de ainda mais detritos para o curso dágua.
Segundo especialistas, solução demanda esforço conjunto entre esferas de governo
Foto: Getty Images / BBCBrasil.com
Outros projetos contemplam o desassoreamento, mas de nada adiantam se os detritos continuarem a chegar ao rio.
"A cada década é um novo vilão. Nos anos 1990 havia muito despejo industrial. Agora é esgoto doméstico, responsabilidade do poder público. Quando isso for resolvido, teremos que lutar para limpar os tóxicos farmacológicos", explica Malu
Ribeiro.
Boa parte dos remédios que são consumidos pelas pessoas não é assimilada pelo organismo e vai também para o esgoto.
"A quantidade desses contaminantes é pequena em termos de massa, mas pode ser grande em termos de efeito", explica Mierzwa. "Nos EUA, uma pesquisa da agência ambiental viu que há presença desse tipo de contaminante na água de
abastecimento. Os efeitos possíveis nas pessoas estão sendo estudados agora."
O problema é que o tratamento não retira esse tipo de poluente da água. Hoje, ele é feito com lodos ativados. Resíduos sólidos são retirados por um processo de sedimentação e a decomposição da matéria orgânica ocorre com o uso de
bactérias.
"O projeto feito nos anos 1990 e a tecnologia selecionada na época não asseguram que o despejo do esgoto já tratado não impacte o rio", explica Mierzwa.
"Ela tem uma eficiência limitada de remoção da matéria orgânica - em condições ótimas remove 80% a 90% da carga orgânica. Mas não remove certos contaminantes, como fósforo e nitrogênio", afirma. E também não remove remédios e hormônios.
Hoje já existem tecnologias mais avançadas. Os sistemas de filtragem com uso de membranas, por exemplo, retira esse tipo de poluente, fósforo, nitrogênio e 99% da matéria orgânica.
"É uma tecnologia que hoje é um pouco mais cara, mas conforme o país se apropria e vai desenvolvendo, vai ficando mais barata. Caro é não ter água para abastecimento porque os rios são poluídos, caro é o sistema de saúde atender um monte
de gente com doença resultante de contato com a água mal tratada", afirma Mierzwa.
Quanto dinheiro?
Para Malu Ribeiro, da SOS Mata Atlântica, os R$ 8,8 bilhões já investidos na despoluição do rio não foram desperdiçados - mesmo que os avanços tenham sido em um ritmo muito mais lento do que o prometido.
"Na verdade é um valor pequeno para o tamanho do problema. E não chega nem pertos dos números da Lava Jato ou do investimento do país na Copa, por exemplo", afirma.
O Brasil investiu cerca de R$ 28 bilhões com a Copa do Mundo. Disso, R$ 8,3 bilhões foram gastos só com estádios. O banco Morlan Stanley estimou que o total desviado com propina na Petrobras tenha sido de R$ 21 bilhões - oficialmente, o
rombo causado por corrupção nas contas da estatal é de mais de R$ 6 bilhões.
Para Ribeiro, o investimento em saneamento precisa ser alto e constante. "Senão corremos o risco de perder os avanços que já foram feitos. Aí sim o dinheiro gasto terá sido por nada."
A mancha de poluição, por exemplo, já foi menor: em 2014 estava contida em 71 km. No ano seguinte, a Sabesp diminuiu o investimento na despoluição do rio de R$ 516 milhões para 378 milhões, e a mancha mais do que dobrou. No ano passado o
investimento caiu de novo, para R$ 342. Isso em um ano em que o lucro da empresa foi de R$ 2,9 bilhões, muito acima dos anos anteriores.
Sabesp diz que projeto de saneamento tem resultados claros
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A companhia afirma que seu investimento total em água e esgoto na verdade aumentou, e que o investimento em abastecimento de água foi priorizado em relação ao esgoto por causa da crise hídrica.
A Sabesp diz que investiu em água e esgoto, com ajuda de financiamentos, cerca de R$ 3,8 bilhões no ano passado - mas não detalha que tipo de gasto foi considerado nessa conta.
A empresa afirma também que o Projeto Tietê "é o maior programa de saneamento do Brasil".
"O projeto tem resultados claros, como a redução de 400 quilômetros da mancha de poluição do rio e a despoluição de 151 córregos na capital", diz em nota.
O projeto está hoje em sua terceira fase, que deve terminar até o ano que vem. A quarta etapa, segundo a Sabesp, está em fase de planejamento e captação - mas não há previsão de quantidade de recursos investidos ou quais serão as fontes
de financiamento.
Segundo a companhia, algumas obras da quarta fase foram antecipadas, como a construção de um interceptor de 7,5 km embaixo da marginal Tietê.
Obra enterrada
Para Malu Ribeiro, outra dificuldade é que saneamento não é prioridade eleitoral no Brasil.
"Nunca foi. Nem saneamento nem água. É só ver como a crise hídrica não colou no (governador Geraldo) Alckmin", afirma. "Temos a cultura de uma falsa ideia de abundância."
"E a questão que sempre se fala de ser uma obra enterrada, que ninguém está vendo."
"Existem soluções para essa falta de interesse. Uma delas é monetizar o processo: incluir o saneamento no ciclo econômico. É preciso responsabilizar. Você gerou, você paga."
O dinheiro poderia ser usado inclusive para compensar quem é prejudicado.
"A cidade de Pirapora do Bom Jesus, por exemplo, recebe todos os poluentes da região metropolitana. Há estâncias naturais que não poluem e também deveriam ter incentivos", afirma.
Para Ribeiro, as falsas promessas feitas por políticos fazem com que as pessoas desacreditem que é possível uma solução.
Em 1993, o governo de Antônio Fleury Filho prometeu a limpeza para 2005. Em 2004, o então secretário de recursos hídricos afirmou que o rio teria peixes até 2010. Em 2012, o governador Geraldo Alckmin disse que a cidade poderia ter 94%
do esgoto coletado até 2015. Em 2014, ele prometeu a despoluição do rio até 2019.
Segundo Ribeiro, a solução é possível, mas só virá quando houver mudanças culturais em relação aos recursos naturais, maior integração entre as instâncias competentes e a recuperação das águas for um projeto de Estado.
Ainda sem data de lançamento, plataforma on-demand que dispensa TV a cabo irá concorrer diretamente com Netflix e Amazon Prime Video.
Agora é oficial: a HBO confirmou que lançará em breve no Brasil o seu serviço de vídeo sob demanda HBO Go sem a necessidade de contratação de TV a cabo. Com isso, a rede norte-americana irá concorrer de maneira direta com outros serviços
de streaming disponíveis no país, como Netflix e Amazon Prime Video.
Em posts nas redes sociais, a HBO já anuncia “Em Breve, Um Novo Jeito de Ter HBO”. Em nota enviada ao IDG Now!, a assessoria da empresa afirma o seguinte: “A HBO Latin America está trabalhando em uma nova maneira de oferecer a HBO GO ao
mercado brasileiro. Muito em breve, revelaremos detalhes do serviço.”
Até então, vale notar, a HBO Go só estava disponível para os brasileiros que assinassem os canais HBO em algum pacote de TV a cabo, o que aumentava consideravelmente o custo mínimo para ter acesso aos programas do canal.
Mais caro
Na última semana, duas das principais operadoras do país divulgaram os preços do HBO Go no país para os assinantes dos seus serviços de Internet fixa. Os clientes da banda larga da Vivo terão de pagar 29,90 reais ao mês pela plataforma
on demand da HBO, enquanto que os assinantes da Oi terão de desembolsar ainda mais: 34,90 reais mensais.
Imagem: HBO/divulgação
Para efeito de comparação, o Netflix tem preços entre 19,90 reais ao mês e 37,90 reais ao mês no Brasil. Já o Amazon Prime Video custa ainda menos: entre 7,90 reais e 14,90 reais ao mês no país.
Com atraso
Prevista para desembarcar “em breve” pela HBO, a chegada do HBO Go acontece com um bom atraso. Isso porque a empresa tinha prometido lançar a plataforma no mercado brasileiro em 2016, o que obviamente não aconteceu.
Em dezembro do ano passado, o que tivemos foi um lançamento bastante limitado em alguns estados apenas para clientes da Oi. Em julho de 2017, a operadora manteve a exclusividade do HBO Go no Brasil ao lançar um plano de Internet com
serviços como o já citado HBO Go, Fox Premium e Watch ESPN disponíveis sem a necessidade de assinar TV a cabo.
Qualidade do serviço
Com algumas das séries mais premiadas da história, como Família Soprano, The Wire, Six Feet Under, Game of Thrones, Big Little Lies, The Night of e muitas outras, a HBO certamente possui o melhor catálogo de seriados do mundo.
Resta saber se esse lançamento do HBO Go de forma independente no país virá acompanhando de melhorias na infraestrutura. Neste ano, a plataforma foi alvo de muitas reclamações no Brasil e no mundo por conta de quedas de serviço durante
as estreias de novos episódios de Game of Thrones.
Além disso, o app do HBO Go para smartphones Android, que permite a transmissão do conteúdo para TVs via Google Chromecast, é constantemente criticado por usuários por conta de bugs e problemas gerais.
Conheça quatro robôs para limpeza de casa que você pode comprar no Brasil. Eles aspiram e passam pano úmido orientados por sensores
A inteligência artificial está sendo posta a trabalhos árduos e nobres, que vão desde o auxílio à descoberta precoce do câncer à mineração automatizada de dados em combate à corrupção.
Claro, há certa funções que não renderiam medalhas à robôs, mas certamente elas poupariam você de certos esforços. Se a automação é defendida por analistas do setor como uma forma de livrar humanos do trabalho repetitivo, robôs dados à
limpeza parecem ganhar um bom exemplo aqui.
Talvez você pense que não seja assim tão primordial investir em um tipo de coisa como essa agora, mas fato é que um relatório global recente joga luz ao potencial de mercado dessa vertical. Segundo o estudo de nome sugestivo "Limpadores
comerciais robóticos: mercado global 2017-2023", este mercado movimentará US$ 7,8 bilhões em seis anos.
Na lista a seguir, separamos os quatro melhores robôs alimentados com inteligência artificial capacitados para limpar o chão da sua casa.
1. Braava 380T
Fabricado pela iRobot, o Braava 380 utiliza GPS interno para limpar a superfície até que o ciclo esteja concluído. Este modelo é habilitado para também passar pano na sua casa, podendo ser feito em modo seco ou úmido. Segundo a
fabricante, o carregador turbo charge permite recarregá-lo em apenas duas horas. No preço promocional, o dispositivo sai a R$ 1.399,99
2. Roomba 960
Um dos aparelhos mais sofisticados do setor, aspira pisos e alcança lugares embaixo dos móveis. Sensores e visão computacional são responsáveis por otimizar o trabalho do robô, controlado à distância por um aplicativo para celular.
Segundo a fabricante, o modelo desta série é cinco vezes mais potente e duas vezes mais inteligente que os modelos anteriores. É claro que o nível de sofisticação tecnológica do aparelho tem seu preço. Ele sai por uma média de R$ 3.799
em e-commerces no Brasil.
3. Robô Aspirador de Pó 3 Em 1
O modelo consegue aspirar pelos dos seus animais de estimação e outras sujeiras, além de passar e esfregar pano simultaneamente. A fabricante informa que o modelo consegue detectar objetos no seu caminho e acessar lugares de difícil
acesso. Duas escovas laterais varrem a sujeira em direção ao centro de aspiração e depois o aparelho a esfrega, removendo a sujeira mais persistente. O aparelho elétrico custa R$ 1.629,90.
4. Robo Aspirador de Pó XROBOT
Também com função três em um, este modelo mais econômico a fabricante explica que o modelo compacto possui sensores anti-queda que não deixam o trabalhador robótico cair escada abaixo. Compacto, o modelo conta com aspirador automático e
é acompanhado de kit de limpeza removível que permite limpar, aspirar e passar pano ao mesmo tempo. Sua bateria tem autonomia para 60 minutos de uso contínuo. O aparelho sai por R$ 599,00.
O NIC.br anunciou nesta quinta-feira (23) que, agora, os donos de URLs nacionais já podem realizar o redirecionamento de seus endereços para páginas de redes sociais, canais e outros sites a partir das ferramentas do próprio Registro.br.
O recurso já entrou no ar e chega como uma iniciativa para dar mais flexibilidade aos usuários.
Não é como se essa possibilidade não existisse antes. Agora, entretanto, ela se torna bem mais simples, bastando que o responsável por um domínio insira a URL para o qual deseja ver seus usuários sendo redirecionados nas configurações de
DNS. A possibilidade exclui a necessidade de contratação de serviços de hospedagem, por exemplo.
No comunicado oficial, o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR não faz distinção sobre a categoria das páginas às quais as URLs podem ser direcionadas. Inclusive, cita alguns exemplos, como canais no YouTube, páginas no
Facebook, perfis no Instagram ou lojas virtuais, além de apontar a facilidade na troca do endereço caso seja necessário.
Para o gerente de produtos e mercado do NIC.br, Rubens Kuhl, a novidade permite que marcas e empresas eternizem suas marcas na rede de maneira permanente. Além disso, apresenta a alternativa como "extremamente valiosa" também para os
usuários e seguidores, com o domínio de acesso a um conteúdo ou serviço permanecendo igual, mesmo que o responsável por ele resolva alterar o redirecionamento ou contratar um serviço de hospedagem, por exemplo.
No Brasil, o registro de domínios .br custa R$ 40 por ano. De acordo com as informações do órgão, que é responsável pela venda, administração e funcionamento das URLs, já são mais de 3,9 milhões de endereços registrados junto à
instituição.
INTERNET
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