A BlackBerry, que abandonou o nome de RIM (Research in Motion) em janeiro deste ano, também quer deixar para trás o rótulo de "empresa de terno e gravata".
A companhia aposta em games para alcançar consumidores além do público empresarial e se estabelecer como uma empresa multifocada.
Mark Blinch/Reuters
BlackBerry Z10, um dos novos smartphones da marca, que usa o sistema BlackBerry 10
"O mercado corporativo está em nosso DNA. Somos conhecidos por nossos aplicativos profissionais e segurança dos aparelhos", disse Angel Aldana, gerente sênior de alianças da BlackBerry, em um evento à imprensa, que ocorreu em São Paulo nesta quinta-feira (3).
"Mas jogos também são um negócio sério. Games em dispositivos móveis crescem a cada ano. A BlackBerry quer acompanhar essa tendência, com uma boa variedade de jogos e smartphones potentes capazes de rodar os títulos mais complexos", diz o executivo.
Segundo dados da própria empresa, hoje há 230 mil aplicativos na BlackBerry World --loja de aplicativos da empresa. Destes, cerca de 20% são jogos e 130 mil são para o novo sistema da companhia, o BlackBerry 10.
Aldana diz que a companhia canadense firmou parceira com várias desenvolvedoras para ter em seus aparelhos os principais jogos disponíveis no mercado, como Gameloft ("Asphalt", "Modern Combat" e "Batman") Rovio ("Angry Birds"), PopCap ("Plants vs. Zombies"), Halfbrick ("Jetpack Joyride") e EA ("Fifa" e "Deadspace"), entre outras.
Divulgação
Tela do game "Plants vs. Zombies 2"
Segundo o executivo, o framerate (quantidade de quadros por segundo) dos games que rodam na plataforma da BlackBerry é maior do que em telefones com Android e iOS. Na prática, o número maior de quadros permite que os jogos sejam executados com maior fluidez e visualizados sem travamentos em TVs de alta definição --o smartphone Z10, por exemplo, possui uma entrada HDMI para ser ligado diretamente à televisão.
Mas boa parte dos planos ainda não saíram do papel. No evento, Ludivine Lavialle, gerente da Gameloft, mostrou o jogo de corrida "Asphalt 7", quando outras plataformas, como iOS e Android, já receberam o "Asphalt 8".
Games exclusivos, ponto importante para que um plataforma ganhe importância no mundo dos games, também são peças raras no ecossistema da BlackBerry.
CRISE
O foco em games é uma das tentativas da BlackBerry se manter relevante no mercado de smartphones.
A companhia registrou, no fim do mês passado, um prejuízo trimestral de quase US$ 1 bilhão, alguns dias após anunciar que aceitou a oferta preliminar de US$ 4,7 bilhões para fechar seu capital, numa proposta feita pela maior acionista da empresa, a Fairfax Financial.
A acentuada queda na receita da companhia e o acúmulo de prejuízos têm revivido temores de que a BlackBerry, que já foi pioneira no segmento de smartphones, poderá enfrentar um colapso. A companhia planeja cortar 4.500 empregos, ou mais de um terço da sua força de trabalho.
A chegada do iPhone 5c e do iPhone 5s, neste mês, reaqueceu o mercado de smartphones usados.
Interessados em comprar os novos celulares da Apple --que foram lançados nos EUA e em mais dez países, mas só devem chegar ao Brasil no fim do ano--, milhares de consumidores correm para vender os aparelhos atuais.
Na Gazelle, empresa americana que compra eletrônicos usados, o número de vendas de celulares de segunda mão quadruplicou em relação ao ano passado, na época do lançamento do iPhone 5.
O preço médio de revenda também aumentou, em US$ 50, em relação ao mesmo período, graças ao grande volume de consumidores que se desfizeram de modelos de ponta, principalmente o iPhone 5 e os dois aparelhos mais recentes da linha principal da Samsung, o Galaxy S3 e o Galaxy S4.
Seguida pela rival coreana, a Apple lidera com folga rankings de valor de venda de celulares de segunda mão --mesmo iPhones quebrados são vendidos a preço de modelos funcionais de topo de linha da mesma idade da LG.
Em 2012, nos EUA, modelos usados da Apple eram comercializados por US$ 320, em média, ante US$ 220 dos da Samsung, segundo a Gazelle --não há levantamento semelhante no Brasil.
Os valores são baseados na média do preço de revenda de modelos de ponta das marcas em boas condições seis meses após o lançamento.
"Os produtos da Apple não só mantêm bem seu preço como também a demanda por eles é extremamente alta", afirmou ao site "Gizmodo" Anthony Scarsella, diretor de gadgets da Gazelle.
O engenheiro de software Bruno Bemfica, 27, é testemunha da grande procura por iPhones usados. Em junho, ele comprou de um colega de trabalho um iPhone 4, lançado em 2010, por R$ 800.
Mas sentiu falta de funcionalidades do Android e decidiu revender o aparelho. Acabou repassando-o no mesmo dia, para uma amiga.
"A falta de itens que considero essenciais fez com que o aparelho ficasse só seis horas na minha mão. Peguei às 10h e, às 16h, já havia vendido pelo mesmo valor", conta Bemfica, que comprou um LG Nexus 4 novo, com Android.
Quem decide comprar um smartphone usado deve ficar atento, porém, para evitar modelos em estado precário ou defasados demais.
O sensor Kinect que equipa o novo console Xbox One consegue "entender" duas pessoas falando ao mesmo tempo, segundo a Microsoft.
A revelação foi feita durante a feira de games Eurogamer Expo, em Londres, pelo vice-presidente Phil Harrison.
O novo Kinect também conseguirá enxergar no escuro, detectar 25 articulações de até 6 pessoas ao mesmo tempo, além de diferenciar expressões faciais e medir batimentos cardíacos.
As capacidades do equipamento têm despertado preocupações sobre privacidade, já que patentes da Microsoft sugerem que ele poderia ser usado para monitorar hábitos dos usuários.
O Xbox One será lançado nos EUA no dia 22 de novembro por US$ 499. No Brasil, chega no mesmo dia, mas custará R$ 2.199 --o preço mais alto do mundo.
A Rockstar Games iniciou à meia-noite desta terça-feira (17) a venda do quinto título da série "Grand Theft Auto", para Xbox 360 e PlayStation 3. No Brasil, o game será lançado na quinta-feira (19) e poderá ser encontrado nas lojas por R$ 199.
"GTA 5" se passa no vasto universo de Los Santos --uma cidade cujo nome é uma referência a Los Angeles e que será maior que todos os lugares dos títulos anteriores, juntos-- e seus arredores, baseados no sul da Califórnia.
Diferentemente dos títulos anteriores, há três personagens principais, e não apenas um: Michael, Franklin e Trevor. Cada um deles possui uma habilidade especial. Franklin pode dirigir em câmera lenta. Trevor pode entrar num "modo frenesi" em que causa mais dano. Michael pode ver o trajeto de uma bala, como em "Matrix".
Mike Blake/Reuters
O jogador Casey Riffel segura sua cópia do recente "GTA 5" enquanto abraça o animador Michael Petterson
Jogador comemora compra do novo "GTA 5" na Califórnia enquanto abraça Michael Petterson, um dos animadores do game
O jogador pode controlar qualquer um deles quando bem entender fora das missões, no mundo aberto de Los Santos. Durante as tarefas especiais, o uso coordenado dos três pode levar ao sucesso ou ao fracasso.
Outra novidade do "GTA 5" é o modo multijogador on-line, que permite explorar Los Santos com amigos, contar com a colaboração de outros usuários para completar missões e até mesmo reuni-los para atividades de lazer, como uma partida de golfe.
"GTA 5"
Cena de "GTA 5", que foi lançado nesta-terça no mundo e chega na quinta (19) no Brasil por R$ 199
Considerado um dos jogos mais esperados do ano, "Grand Theft Auto 5" chega às lojas de diversos países após ter seu lançamento adiado em quatro meses pela Rockstar --na época, o estúdio afirmou que precisava "de mais tempo de desenvolvimento para atingir o padrão que os produtores e consumidores" queriam.
Além de desejado, "GTA 5" é um dos games mais caros da história: a Rockstar gastou mais de US$ 260 milhões para produzi-lo, segundo o jornal escocês "The Scotsman". Segundo analistas, 20 milhões de unidades do jogo serão vendidas até março de 2014 --equivalente a uma receita de US$ 1 bilhão.
Com lojas abrindo as portas de madrugada, os novos iPhones 5c e 5s foram lançados nesta sexta-feira (20) na Ásia, causando o alvoroço de costume, a preços insuperáveis no Japão, mas proibitivos em outros países, entre eles a China.
Os consumidores esperaram na fila durante toda a noite, na frente das lojas das operadoras de telefonia, ou da Apple, para conseguir seu aparelho o mais rápido possível.
Quase 700 pessoas esperaram durante a madrugada diante da loja da Apple no bairro de Ginza, em Tóquio. Os clientes do Japão e de outros países da Ásia e da Oceania foram os primeiros a comprar os novos aparelhos.
"Estou feliz, não existe nada mais festivo para mim", comemorou Hidenori Sato, de 39 anos.
"Valeu a pena esperar", afirmou John Yap, um contador de 24 anos que passou 12 horas na fila diante de um cassino de Cingapura onde a empresa Singapore Telecommunications organizou a festa de lançamento.
Lançamento dos novos iPhones
Clientes revendem aparelhos a vendedores informais por cerca de US$ 30 a mais que o valor pago em Hong Kong Leia mais
"Passei muito frio essa noite, mas agora estou superexcitado", contou à AFP Jimmy Gunawan, de 33 anos, diante da Apple Store de Sydney, onde centenas de jovens --asiáticos em sua maioria-- comemoraram a abertura das portas como se fosse um dia de festa.
"O novo iPhone 5s traz algumas novidades que me agradam, como a gravação de vídeos em câmera lenta e um foco melhorado", acrescentou.
Em Tóquio, já ao amanhecer a fila chegava a quase um quilômetro na frente da Apple Store do sofisticado bairro de Ginza. As filas diante dos pontos de venda das três operadoras japonesas --SoftBank, KDDI e, pela primeira vez, NTT Docomo-- também eram enormes.
"O acordo com a NTT Docomo é um ponto positivo para a Apple no Japão", afirmou o analista da SMBC Friend Securities Toshihiko Matsuno.
No Japão, o cliente pode sair da loja de aparelho novo sem gastar um único iene. O custo do telefone --em parcelas divididas por quase dois anos-- acaba sendo compensado quase integralmente pelos descontos oferecidos na conta pelos serviços da operadora. Além disso, o cliente pode conseguir até o equivalente a cerca de R$ 600 na troca do iPhone antigo.
Na Austrália, onde a versão 5s chega ao consumidor pelo equivalente a R$ 2.340, ou na China, onde o 5c sai por R$ 1.550, muitos reclamaram do valor. A proposta do 5c é, justamente, aumentar o share da Apple nesses mercados, contra-atacando o rival sul-coreano Samsung com um preço mais acessível.
"Não vale a pena", confirmava Wang Ying, analista baseado em Pequim para a empresa iResearch. Na China, vários smartphones de marcas locais custam apenas R$ 225.
Wang destacou que a Apple pode ter perdido uma oportunidade de ouro ao não chegar a um acordo com a principal operadora de telefonia do país --a China Mobile--, com seus 700 milhões de clientes. A Apple escolheu as concorrentes China Unicom e China Telecom.
O lançamento dos modelos aguardados alimentou o mercado negro, como em Hong Kong, onde um revendedor anunciou que poderia vender um 5s de 16 gigas por R$ 2.830, quase o dobro do preço original, para quem deseja gastar a quantia para ter a nova versão desde o primeiro dia.








