A Nokia anunciou nesta quinta-feira (9), em Nova Déli (Índia), o Asha 501, smartphone de US$ 99 (cerca de R$ 200) que será vendido em mais de 90 países, incluindo o Brasil.
A empresa finlandesa revelou também uma parceria com operadoras e com o Facebook para fornecer acesso gratuito à rede social. Ainda não há previsão para que a parceria chegue ao Brasil, e, por enquanto, apenas usuários do novo Asha na Índia e em países da África serão beneficiados.
ASHA 501
Com design inspirado pela linha Lumia, o Asha 501 se conecta à internet apenas por redes 2G, tem tela capacitiva sensível ao toque de 3 polegadas --resolução de 320 x 480 pixels-- e bateria que promete durar 48 dias no modo "standby" ou 17 horas de conversação.
Além disso, vem com uma câmera de 3,2 Mpixels e cartão MicroSD de 4 Gbytes (expansível até 32 Gbytes)
Com o smartphone, a Nokia estreia um novo sistema operacional, também chamado de Asha, que equipará todos os novos aparelhos da linha.
Entre os recursos da nova interface estão o Fastlane, tela que reúne atalhos para diversos aplicativos e funções, e o Swipe, que permite executar ações com gestos.
O aparelho começa a ser vendido em junho, mas só deve chegar ao Brasil entre julho e agosto. O preço para o mercado brasileiro ainda não está definido.
O repórter BRUNO FÁVERO viajou a Nova Déli a convite da Nokia
Tablets com o sistema Android, do Google, superaram o iPad pela primeira vez em unidades enviadas ("shipments", no jargão em inglês) durante um trimestre nos três primeiros meses deste ano, conforme o relatório periódico da empresa de pesquisa de mercado IDC publicado nesta quarta (1º).
Os aparelhos com o software do Google, fabricados por Amazon, Asus, Samsung, Sony e outras empresas, foram responsáveis por 56,5% da parcela de mercado no período, com 27,8 milhões de unidades enviadas mundialmente, contra 19,5 milhões de iPads e iPads mini (os tablets da Apple representaram 39,6% do total).
Divulgação
O tablet Nexus 7, da Asus e do Google; comercialização de tablets com Android superou a de iPads no primeiro trimestre
Tablets com Windows e Windows RT (a exemplo das diferentes versões do Microsoft Surface) vieram em seguida, mas muito distantes, com 1,6 milhões e 200 mil exemplares comercializados (3,3% e 0,4%, respectivamente).
APPLE SEGUE LÍDER
Durante o trimestre, a Apple e seu sistema iOS não foram os que mais acionaram tablets, mas a empresa de Cupertino como a principal fabricante mundial dessa categoria de produto, que se transformou com o lançamento do iPad em 2010.
Seus 19,5 milhões de aparelhos enviados foram mais que o dobro da segunda colocada, a Samsung, com 8,8 milhões, e bastante acima das outras marcas: a Asus comercializou 2,7 milhões de tablets, a Amazon 1,8 milhão e a Microsoft 900 mil.
Em comunicado à imprensa, o diretor de pesquisa da IDC, Tom Mainelli, disse que a "demanda sólida pelo iPad mini e pedidos comerciais crescentemente fortes levaram a Apple a um primeiro trimestre melhor que o esperado".
Quem gosta de futebol sabe: deixar de torcer por um time para apoiar outro é ser um vira-casaca. O pecado é maior se a troca for por um rival. Mas isso não exclusividade dos boleiros. No mundo tecnológico também acontece.
Com a popularização dos smartphones, sistemas como o Android, do Google, e o iOS, da Apple, não têm apenas usuários, mas verdadeiros fãs, com comportamentos que se equiparam aos vistos em arquibancadas.
Em alguns casos, decepcionados com a plataforma que usam, os usuários migram para um concorrente. E como o mercado tem poucos participantes, a mudança é quase sempre para o rival direto.
É o caso de Camila Toledo, 34, que trocou um telefone com sistema Android pelo iPhone. "A interface era horrível. O sistema fazia minhas ligações despencarem, os aplicativos não respondiam, o uso da internet era praticamente impossível, nada era atualizado", diz.
Segundo a bancária, o celular da Apple resolveu os problemas, e hoje ela quase não usa mais o notebook: resolve tudo com o smartphone.
Já Luís Fernando Ferreira, 24, não se deu bem com o iPhone. Depois de ter usado o Galaxy S 1 e o Galaxy S 2, aparelhos da Samsung que rodam Android, ele comprou um iPhone 4S. Não deu certo. A câmera fotográfica, com parcos recursos de software, não agradou.
"Além disso, tem essa coisa de ficar preso ao iTunes, aos formatos da Apple... É tudo muito exclusivo", diz o personal trainer. Pouco mais de um ano depois, ele voltou ao Android com um Galaxy S 3. "O sistema de visualização de vídeos também é melhor".
FAMOSOS
Mas virar a casaca não é exclusividade de consumidores em busca do melhor produto. Acontece também entre gente importante do mundo da tecnologia. Pessoas que são conhecidas --e até pagas-- para defender os interesses de uma plataforma, mas que acabam optando por outra. Algo como se o presidente do Corinthians se declarasse são-paulino.
Quando ocupava posições de destaque no Google, Marissa Mayer, hoje executiva-chefe do Yahoo!, era usuária do iPhone, mesmo fazendo parte da casa do Android. A pista para o caso estava no Twitter dela, que apontava que uma das fontes de tuítes era um cliente para iPhone. Ela também era usuária do Instagram na época em que ele era exclusivo da Apple.
No Google, a escorregada é de Eric Schmidt, presidente-executivo do conselho da empresa, que prefere o BlackBerry ao Android. A razão: ele não consegue abandonar o teclado da empresa canadense, mesmo com o sistema do Google também sendo vendido com teclado físico.
Nas bandas da Apple, mudar de lado também não é fato inédito, a começar por Steve Wozniak, cofundador da empresa. Ele não é um vira-casaca puro, pois não largou o iPhone, mas é comum ouvir dele comentários elogiosos a outras plataformas.
"Meu telefone principal é o iPhone, mas eu gostaria que ele fizesse todas as coisas que o meu Android faz", afirmou em janeiro do ano passado.
Já Guy Kawasaki, evangelista da Apple por anos, trocou de time. "A grande ironia é que o slogan da Apple é Pense diferente, mas, hoje, se você pensa diferente, você está olhando para o Android", disse.
A venda global de smartphones (telefones inteligentes) superou pela primeira a venda de celulares simples (ou "feature phones") no primeiro trimestre de 2013, segundo divulgou nesta quinta-feira (25) a consultoria IDC. Foram comercializados no período 216,2 milhões de smartphones, valor que corresponde a 51,6% dos telefones celulares vendidos durante o período (total de 418,6 milhões).
VENDA GLOBAL DE CELULARES - 1º TRI
Smartphones 216,2 milhões (51,6%)
Feature phones 202,4 milhões (48,4%)
Total 418,6 milhões
Samsung 115 milhões no total
70,7 milhões de smartphones
Apple 37,4 milhões de iPhones
Em comparação com o primeiro trimestre de 2012, as vendas do mercado subiram 4%. Se considerados apenas os smartphones, no entanto, esse crescimento foi de 41,6% no período de um ano. Em relação ao último trimestre de 2012 (227,8 milhões), a venda de telefones inteligentes caiu 5,1%.
O estudo não especifica quais os principais fabricantes de smartphones (sabe-se que a Samsung vem em primeiro lugar, seguida da Apple). No ranking geral, as empresas com maior participação de mercado são: Samsung (27,5% no primeiro trimestre), Nokia (14,8%), Apple (8,9%), LG (3,7%) e ZTE (3,2%). As demais ficam com 41,9%.
O analista Ramon Llamas, da IDC, destaca a presença cada vez mais forte de fabricantes chineses: "Há um ano, era comum ver Nokia, Blackberry [então Research in Motion] e HTC nas cinco primeiras posições. Enquanto essas empresas passam por várias transformações, os chineses fizeram progressos significativos na conquista de usuários com seus smartphones Android".
Entre os destaques do levantamento está o fato de a Samsung ter comercializado no primeiro trimestre mais smartphones do que a soma dos quatro principais concorrentes (70,7 milhões de unidades, contra 37,4 milhões da Apple). A fabricante do iPhone, por sua vez, apresentou crescimento de 6,6% no período de um ano (a última vez que a porcentagem subiu dois dígitos foi no terceiro trimestre de 2009, antes do lançamento do iPhone 4). Já a LG voltou para o ranking das cinco mais, após ficar dois trimestres de fora.
Para o levantamento, a IDC mediu a venda de produtos feita diretamente pelos fabricantes (para canais de venda ou usuário final) – somente esta "primeira venda" é considerada. Essa transação é determinada em inglês pela a palavra "shipment", que se refere ao número de unidades vendidas (e não aos valores dessas negociações, por exemplo).
Embora o iPad, da Apple, e o Galaxy Tab, da Samsung, sejam os tablets mais conhecidos (e desejados) do mercado, os brasileiros acabam muitas vezes comprando opções bem mais "baratinhas". Com preços até R$ 500, esses tablets representaram metade dos 3,1 milhões de aparelhos vendidos durante 2012, segundo a consultoria IDC. Mesmo com recursos limitados, eles viraram uma opção acessível – principalmente para quem ainda não sabe para que serve um tablet.
A escolha desse tablet genérico, aparelho de custo menor que as opções das marcas mais famosas, funciona quase como um teste: a pessoa ainda vai avaliar, depois da compra, qual a utilidade dele e se os recursos oferecidos são mesmo interessantes. "A opção por tablets baratos mostra a realidade de um consumidor ainda inexperiente em relação ao produto", analisa Ivair Rodrigues, diretor de pesquisas da consultoria IT Data.
DICAS ANTES DE COMPRAR
Verificar a identificação de fabricante: nome, endereço e outras informações sobre a empresa. Se for fabricado no Brasil, é obrigatório que o tablet tenha assistência técnica
Verificar a identificação do importador: ele é responsável por acidente de consumo (qualquer defeito que traga algum dano à saúde ou segurança do consumidor)
Ver se o tablet possui o selo de homologação da Anatel, o que indica que o produto foi testado e obedece a normas de segurança do país
Procurar referências de outros compradores do tablet, em redes sociais e sites de buscas, sobre a qualidade do produto
Essas pessoas, frisa o consultor, querem entrar na "moda dos tablets", mas já possuem em casa um PC ou notebook, comprados recentemente. Como é um produto novo, o consumidor tende a ser mais econômico e menos impulsivo, e tablets caros viram apenas uma segunda opção para uma compra futura. "Ele pensa assim: não vou pagar caro num Apple ou Samsung se eu nem sei se esse produto vai me atender", explica Rodrigues.
Pedro Hagge, analista de mercado da IDC Brasil, afirma que o uso do tablet comprado acaba concentrado em tarefas simples como acessar a internet e jogar. Mas o perfil do consumidor varia muito, segundo ele, e não se restringe a uma classe econômica específica. "Tem até, por exemplo, o pai que compra o tablet barato porque a escola onde o filho estuda pede o dispositivo e ele não quer correr o risco de o aparelho caro quebrar." Até o final do ano, a consultoria estima que 5,8 milhões de tablets, baratos ou não, sejam comercializados no Brasil.
Recursos limitados
Os tablets de até R$ 500 costumam ser muito parecidos no design e configuração. A maioria possui tela de 7 polegadas, processador de núcleo simples e sistema Android. Mas, mesmo se tratando de um aparelho mais barato, o consumidor deve prestar atenção no detalhe dessas configurações antes da compra, pois recursos muito fracos acabam frustrando o usuário.
Se você vai apenas acessar a internet para ler notícias ou e-mails, checar redes sociais e usar aplicativos de jogos simples, como 'Angry Birds' e 'Candy Crush', não precisa de um tablet tão "potente". Mas se pretende, por exemplo, rodar jogos com gráficos mais pesados (como jogos de corrida e de tiro), precisa considerar tablets mais completos e, consequentemente, mais caros.
DICAS AO ESCOLHER
Tela
Resistiva: menor precisão nos comandos
Capacitiva: mais precisa e rápida nas respostas
Processador
Núcleos: maioria possui apenas um núcleo; modelos dual-core têm melhor desempenho
Frequência (de MHz a GHz): quanto maior o valor, melhor o desempenho do aparelho
Memória
RAM (de MB a GB): quanto maior o valor, melhor o desempenho do aparelho
De armazenamento interno (em GB): quanto maior o valor, melhor para instalar aplicativos
Sistema
Android: tablets até a versão 3.2 têm configuração de hardware em geral mais fraca. Dispositivos mais atuais e potentes utilizam o sistema 4.0 (Ice Cream Sandwich)
Extras
Alguns aparelhos vêm como TV Digital, conexão 3G, pacote de aplicativos especiais, duas câmeras em vez de uma única e capa teclado
O primeiro item a analisar antes da compra é a tela sensível ao toque. Nos tablets de gerações mais antigas, elas são do tipo resistiva, com menor precisão nos comandos. Por vezes, é preciso pressionar fortemente o dedo na tela para o dispositivo responder ao toque. Já em tablets mais novos, a tela é do tipo capacitiva, mais sensível, precisa e rápida nas respostas.
Quanto aos processadores, a maioria dos tablets genéricos usa os de núcleo simples. Aqui, vale o consumidor ficar atento à frequência em que ele executa tarefas, expressa de MHz a Ghz (quanto maior o valor, melhor). A memória RAM, que ajuda o dispositivo durante a execução de tarefas, também é importante (como no caso anterior, quanto maior, melhor). Por exemplo, um processador de núcleo simples de 800 MHz e 512 MB de RAM é pior que um de 1 Ghz e 1 GB de RAM.
O sistema operacional Android também é mais um indicativo de que o tablet é de uma geração mais nova ou não. Tablets com Android até a versão 3.2 costumam apresentar uma configuração de hardware em geral mais fraca. Os dispositivos mais atuais já utilizam o sistema 4.0 (Ice Cream Sandwich) e vêm acompanhados de melhores processadores, mais memória de armazenamento e mais memória RAM.
Depois de avaliar esses três itens, vale prestar atenção aos extras que o tablet pode oferecer, como TV Digital, conexão 3G, pacote de aplicativos especiais, duas câmeras em vez de uma única, capa teclado, entre outros itens.
VALE A PENA COMPRAR UM TABLET 'GENÉRICO' DE R$ 200?
Barato demais pode sair caro
Quem sai em busca de tablets baratos chega a se deparar com produtos que custam até um décimo do que um ultraportátil top de linha. É nessa hora que consumidores desatentos acabam fisgados. "A pessoa paga menos, de acordo com especificações técnicas mais simples, mas a compra pode não compensar no futuro porque não vai atender às necessidades dele", alerta Maíra Alves, assessora técnica do Procon-SP (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor de São Paulo).
TESTE DE PRODUTOS
Tablet Bak iBak-784 é igual ao iPad - com exceção da velocidade, qualidade e preço
Tablet Foston FS M73t sintoniza TV e responde a comandos em câmera lenta
Excelente como e-reader, Pandigital Novel 7 é tablet simples até no preço
Com preço atraente, tablet Diamond é opção para usuários de primeira viagem
Tablet DL Everest agrada pela estrutura e preço, mas peca na câmera
Antes de comprar o aparelho, o usuário deve fazer uma pesquisa informal, diz Maíra, como conversar com amigos que já tenham adquirido o tablet e fazer buscas na internet. "Nas redes sociais e sistemas de busca, ele pode achar informações sobre a qualidade daquele produto", aconselha.
Ivair Rodrigues, da IT Data, sugere ainda aos consumidores que prestem atenção no prazo de garantia dos tablets. "Há produtos no mercado nessa faixa de preço com apenas três meses de garantia", diz. O prazo de ao menos um ano é melhor.
Outro ponto importante é verificar a existência do selo de homologação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Isso indica que o aparelho foi testado pelo órgão e recebeu sua aprovação para ser comercializado.
Assistência técnica
Optar por produtos feitos no Brasil pode ser vantajoso, dizem os especialistas, caso o tablet apresente algum problema de funcionamento. A fabricante nacional obrigatoriamente tem de oferecer assistência técnica.
O conserto pode ser feito em até 30 dias, conforme estabelece o Código de Defesa do Consumidor. Expirado o prazo, o consumidor pode pedir a troca imediata, devolução do dinheiro ou abatimento proporcional do valor pago, no caso de o produto ainda poder ser usado mesmo com defeito.
Já os produtos importados ficam sob responsabilidade do importador e da rede varejista que comercializou o produto. A fabricante internacional também pode ser responsabilizada, mas entrar em contato com ela nem sempre é uma tarefa fácil -- muitas delas são de origem chinesa.
Segundo o Procon-SP, o importador é responsável por acidentes de consumo (qualquer defeito que traga algum dano à saúde ou segurança do consumidor). A loja deve efetuar a troca do produto ou a devolução do valor gasto.








