Pela primeira vez, a Apple vai vender modelos desbloqueados do iPhone pela sua loja on-line no país.
Segundo o site da Apple Store no Brasil, os modelos iPhone 4S, iPhone 4 e iPhone 3GS estarão à venda a partir do próximo dia 16 de dezembro. Os valores ainda não foram revelados.
O iPhone 4S também começará a ser comercializado pelas operadoras TIM, Claro, Vivo e Oi no mesmo dia.
A Nintendo planeja lançar um serviço de leitura de revistas, jornais, livros e outras publicações para seu novo videogame, o Wii U.
O site Forget the Box, por meio de uma fonte que trabalha em uma
desenvolvedora de software, relatou que a Nintendo ofereceu ajuda à empresa na conversão de aplicativos do iOS (sistema utilizado no iPhone, no iPad e no iPod Touch) para o Wii U.
As publicações seriam lidas na tela sensível ao toque do controle do Wii U, que se parece com um tablet. Outro serviço, o de guias oficias da Nintendo para games, também pode chegar às
telinhas dos controles do Wii U.
A fonte disse ainda que o portátil da empresa japonesa, o 3DS, também será capaz de ler as publicações digitais (com um sistema de zoom) e compartilhará serviços e produtos com o Wii
U, assim como o iPad se comunica com o iPod e o iPhone.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos deu nesta sexta-feira a permissão para o Google comprar a empresa de anúncios online Admeld.
A divisão de antimonopólio do Departamento afirmou que após revisar o caso não considera que a operação "prejudicará substancialmente a concorrência na venda e publicação de anúncios
online", embora tenha dito que vigiará para que o mesmo não venha a acontecer futuramente.
Desta forma, o Google, que anunciou a operação em junho, recebe assim sinal verde para adquirir por US$ 400 milhões a empresa Admeld, fundada em 2007, e um dos principais operadores
de anúncios na internet.
As autoridades americanas determinaram que após a integração da Admeld à empresa, os anunciantes poderão recorrer a um amplo número de plataformas para a publicação de um anúncio
na web.
A empresa, que gerencia o maior buscador da internet, conseguiria com esta compra diversificar os serviços que oferece a anunciantes e novos clientes.
Em comunicado em seu blog, o gigante tecnológico se mostrou satisfeito com a decisão do Departamento de Justiça e informou que concluirão a transação nos próximos dias para começar a
melhorar os produtos e serviços oferecidos a seus clientes.
Segundo analistas, a publicidade na internet está superando em importância à convencional, enquanto serviços como Facebook, Yahoo! e Google competem para ganhar uma fração maior
do mercado.
O Google já investiu na compra de um grande número de pequenas empresas dedicadas à internet e telefonia celular com a intenção de aumentar sua presença no emergente mercado dos
conteúdos multimídia e banda larga móvel.
Atualmente, tem pendente a autorização para adquirir o fabricante de celulares Motorola, por US$ 12,5 bilhões.
Depender de conteúdo estrangeiro e de soluções que não funcionam no Brasil são alguns dos impedimentos para comprar um tablet no país.
Somado ao preço, isso ajuda a entender por que 100 mil tabuletas foram vendidas no país em 2010, contra mais de 6 milhões de notebooks.
A Positivo tenta mudar essa história com seu primeiro tablet, o Ypy 7. Para isso, adaptou-o ao mercado brasileiro, que ainda está sendo apresentado à tecnologia.
Além de o sistema do Ypy ser totalmente em português, a fabricante investiu em aplicativos em nossa língua nativa e em tutoriais extremamente básicos para usuários de primeira viagem.
O Mundo Positivo, loja de apps para o aparelho, reúne cerca de 300 títulos em português, incluindo jogos, desenvolvidos pela própria empresa --no Android Market há apenas 150 apps em
português. Mas não espere grandes gráficos nos games tupiniquins: eles remetem a imagens da era pré-smartphone.
A preocupação em educar o usuário fica clara em todo o software, algo natural numa empresa que é também uma das principais redes privadas de ensino do país.
Isso é evidente no redesenho do Android 2.3 --versão para smartphones, e não para tablets, do sistema do Google. As telas iniciais são separadas por ícones, e uma mensagem avisa em
qual área você está --redes sociais, livros, revistas etc. A personalização é ensinada aos poucos, e a ideia é ajudar o usuário leigo.
Líder do mercado de informática brasileiro, a Positivo pleiteia todos os incentivos fiscais do governo para produzir tablets no país. No entanto, nem todas as peças são fabricadas no Brasil
--a empresa as importa da Ásia.
MOLDURA INCÔMODA
Isso talvez explique algumas escolhas duvidosas nos materiais do Ypy. Apesar de robusto, ele é espesso demais (11,8 mm, contra 8,8 mm do iPad 2) e traz uma enorme e incômoda
moldura.
Em posição retrato, as molduras laterais ocupam 6 cm --3 cm para cada um dos lados--, escondendo a tela de sete polegadas e diminuindo o diferencial da proporção de 4:3 -formato
semelhante ao do iPad, ideal para leitura de livros e revistas.
Apesar dos deslizes, o Ypy de sete polegadas, com preço sugerido de R$ 999, pode ser o aparelho de entrada para muitos no mundo dos tablets.
As câmeras fotográficas digitais precisaram de pouco mais de uma década para aniquilar a tecnologia analógica e provocar uma revolução no comportamento do consumidor. Em 2011, os
brasileiros vão comprar 5,1 milhões de máquinas digitais, segundo estimativa da consultoria GfK Retail & Technology.
O número é 17% superior ao do ano passado e inclui apenas o mercado formal --o que significa que o número real de equipamentos vendidos pode ser até duas vezes maior, graças à
disseminação de produtos contrabandeados. "O mercado brasileiro está crescendo muito acima da média mundial, que este ano vai ficar em 4%", diz Alex Ivanov, diretor de negócios da
GfK.
Executivos ouvidos pela Folha acreditam que as vendas deverão continuar evoluindo a um ritmo próximo dos 20% até 2016, pelo menos. Segundo a GfK, o país vem ganhando importância
em relação ao total de vendas globais de câmeras. Neste ano, o mercado local deverá absorver o equivalente a 3,5% da produção mundial, estimada em 144 milhões. Dois anos atrás, a
fatia brasileira do bolo foi de 2,3% em um universo de 130 milhões de unidades.
NOVA CLASSE MÉDIA
A principal responsável pelo crescimento acelerado do mercado é a suspeita de sempre: a nova classe média, que tem hoje à disposição equipamentos de boa qualidade por preços a partir
de R$ 249 em parcelas a perder de vista. "Até 2013, a classe C, que tinha uma participação insignificante há alguns anos, deverá responder por 35% do mercado", diz Thiago Onorato,
gerente da área de imagem digital da Sony. Cinco anos atrás, era difícil encontrar um produto minimamente confiável por menos de R$ 800. "Os preços estão menores, e os equipamentos
têm hoje características cada vez melhores", diz Henrique de Freitas, gerente de vendas da Samsung.
Os preços caíram por uma conjunção positiva de fatores: o barateamento dos componentes que ocorre naturalmente quando uma tecnologia se massifica; a queda acentuada do dólar em
relação ao real; e a chegada de novos competidores ao mercado, muitos dos quais passaram a produzir na Zona Franca de Manaus. Hoje, no Brasil, há 38 marcas e 430 diferentes modelos
à disposição do consumidor no país, segundo a GfK. Parece muito? "Tem espaço para todo mundo", diz Ivanov.
A japonesa Nikon, por exemplo, resolveu se instalar diretamente no Brasil em abril deste ano, após mais de 50 anos de atuação por meio de representantes. "Desenvolver-se no mercado
brasileiro e nos demais países emergentes é hoje uma prioridade para a Nikon", diz Koji Maeda, presidente da empresa no país. Reconhecida no mundo todo pela qualidade dos
equipamentos profissionais, a Nikon diz estar atrás de consumidores de todo tipo no país --incluindo, é claro, a classe C. "Temos máquinas com preços entre R$ 249 e R$ 50 mil", diz
Maeda.
Nem a onipresença dos telefones celulares com câmeras embutidas é capaz de abalar as vendas. "O celular não faz concorrência direta para a máquina fotográfica", diz Cristiano Andrade,
gerente de marketing da Olympus. "Pelo contrário, ele traz muita gente para o universo da imagem. A pessoa começa a fotografar no celular e logo sente a necessidade de um equipamento
de melhor qualidade." Celulares são usados normalmente para registros rápidos, descompromissados. "Mas ninguém deixa de levar uma câmera de verdade quando vai fazer a viagem dos
sonhos ou registrar o nascimento de um filho", diz Roberta Vieira, analista de produto da Panasonic do Brasil.
O ânimo inabalável dos fabricantes com o mercado local se deve principalmente à enorme quantidade de lares brasileiros que ainda não possui sequer um equipamento fotográfico
(excluídos os celulares, é claro). Não há um número preciso, mas estima-se que pelo menos metade das famílias ainda não tem a própria máquina. "Os aparelhos de DVD já estão em 70%
dos lares. Dá para chegarmos pelo menos ao mesmo nível com as câmeras digitais nos próximos anos", diz Andrade, da Olympus.
EVOLUÇÃO
Além de chegar aos domicílios, os fabricantes têm como meta colocar uma câmera na mão de cada habitante da residência. A mudança radical de hábitos que a tecnologia digital trouxe
tornou a meta bastante factível. "Na era analógica, as famílias tinham apenas uma câmera, que era compartilhada por todos", diz Roberta Vieira, analista de produto da Panasonic do
Brasil. "Hoje a máquina fotográfica é de uso individual. Além do pai, a mãe e os filhos também têm ou querem ter seu próprio equipamento."
O avanço das redes sociais na internet também contribui para o fenômeno da onipresença da câmera fotográfica. Afinal, uma boa parte da informação publicada pelos usuários de serviços
como Facebook, Orkut e Twitter (sem falar no Flickr, que é próprio para publicar fotografias) é baseada em imagens.
Quem acompanhou os primórdios da fotografia digital não podia imaginar o tamanho da revolução que viria pela frente. Os primeiros modelos que dispensavam o filme, lançados
comercialmente no final dos anos 1990, eram caros e rudimentares --a Sony Mavica, por exemplo, utilizava disquetes de 1,4 Mbytes para armazenar as precárias imagens que captava (essa
quantidade de dados é insuficiente hoje para guardar sequer uma fotografia produzida em alta resolução). Ampliar as fotos no papel era uma decepção, já que os primeiros sensores
digitais eram muito inferiores aos filmes em termos de absorção de luz.
Muitas câmeras mais novas, mesmo as mais simples, produzem imagens com pelo menos 10 Mpixels ou 12 Mpixels --o suficiente para que uma fotografia seja ampliada do tamanho que o
consumidor desejar. Com a concorrência cada vez mais acirrada, os fabricantes estão se esforçando para inovar. As máquinas estão ficando menores, mais leves, mais bonitas, mais
coloridas (o cor-de-rosa é um enorme sucesso) e cheias de funções inovadoras: há câmeras que se conectam à internet via Wi-Fi, o que dispensa o computador para fazer upload das fotos
para as redes sociais; outras fazem imagens tridimensionais; alguns modelos possuem telas na parte da frente, para facilitar a vida de quem gosta de fazer autorretratos; e existem
equipamentos à prova dágua e que resistem a quedas, entre outras bossas.








