A Panasonic lançará um smartphone na Europa no próximo ano, sendo assim a última das fabricantes japonesas a entrar no competitivo mercado dominado por Samsung e Apple.
A decisão vem à tona seis anos depois de a Panasonic ter deixado de vender telefones fora do Japão e parece contradizer a estratégia da companhia de mudar o foco em produtos
eletrônicos para tecnologias ambiental e energética.
A fabricante lançará um modelo com Android na Europa em março e depois incluirá Estados Unidos e Ásia, com previsão de vender 15 milhões de unidades no ano até março de 2016, 9
milhões deles no exterior, disse a companhia nesta sexta-feira (9).
"É difícil imaginar que aumentará o lucro fabricando telefones", disse o presidente da Fukoku Capital Management, Yuuki Sakurai. "No ponto de vista dos investidores, parece que está
procurando alguma coisa para fazer depois de ter derrapado com os televisores. Não é muito atraente."
Em outubro a Panasonic anunciou mudanças na deficitária divisão de TVs e anunciou que poderia ter o maior prejuízo líquido da década no ano até março de 2012, já que o preço das
televisões afundou e os custos de reestruturação dispararam.
Mesmo depois dessa expansão com o smartphone, os telefones celulares contribuirão pouco na receita total da Panasonic. A companhia visa a uma pequena porcentagem do mercado que a
consultoria IDC prevê que crescerá 55%, de 472 milhões de unidades neste ano para 982 milhões em 2015.
A Apple começou, nesta sexta-feira, a vender modelos desbloqueados do iPhone pela sua loja on-line do Brasil.
Os modelos iPhone 4S, iPhone 4 e iPhone 3GS estão à venda. A blogosfera e sites especializados especulavam o preço --alguns achavam que a Apple ia chegar ao país com preços
competitivos, outros acreditavam que a companhia ia vender os celulares por um preço mais alto. Mas ninguém esperava os preços estratosfericamente altos.
O iPhone 4S pode sair por até R$ 3.399, na versão de 64 Gbytes. O preço é quase mil reais mais caro que o tablet mais completo da empresa --o iPad 2 de 64 Gbtyes, com Wi-Fi e 3G, que
custa R$ 2.599. O computador portátil MacBook Air, de 11 polegadas, também na loja on-line da Apple, tem preço inicial de R$ 2.999.
Nos EUA, a mesma versão do iPhone 4S que sai por R$ 3,4 mil no Brasil é vendida na loja da Apple por US$ 850 (cerca de R$ 1,6 mil).
A geração anterior do smartphone, o iPhone 4, está disponível apenas no modelo com 8 Gbytes, pelo preço de R$ 1.800, mesmo valor do modelo de 16 Gbytes pré-pago oferecido pelas
operadoras de celular na época de lançamento do aparelho em setembro de 2010. O iPhone 3GS, aparelho lançado há dois anos, de 8 Gbytes, pode ser comprado por R$ 1.200.
OPERADORAS
Os preços da Apple também são bem mais caros do que os das operadoras do país, que também começaram a vender o iPhone 4S.
As vendas do smartphone tiveram início à 0h desta sexta-feira, com festa e fila nas lojas das operadoras. Na loja da TIM do shopping Eldorado, zona oeste de São Paulo, pouco antes da 0h
cerca de 400 pessoas aguardavam o início das vendas. As operadoras Claro, Oi e Vivo fizeram o evento de lançamento no shopping Morumbi, zona sul paulistana.
"Reimaginar o Windows". Foi batendo nesta tecla poética que a Microsoft apresentou nesta terça-feira seu novo sistema operacional, o Windows 8, criado para rodar em tablets, desktops e
celulares com telas sensíveis ao toque.
A interface é a maior mudança de design desde o Windows 95. No lugar de ícones pequenos e estáticos, a tela de início é um mosaico de painéis móveis, personalizados e atualizados em
tempo real, apelidados de "azulejos".
Ainda não há previsão de lançamento, mas a expectativa é chegar às lojas em 2012.
"Começamos a pensar no Windows 8 em junho de 2009, meses antes de mandar às lojas o Windows 7. Naquela época não havia tablets [como hoje]", lembrou Julie Larson-Green, vice-
presidente da divisão Windows, no evento em Anaheim, na Califórnia. "Passamos a ouvir o tempo todo que as pessoas queriam tocar a tela."
Qualquer computador com Windows 7 poderá rodar a nova versão, mesmo sem monitores touchscreen, via teclado ou mouse. "Eu garanto, é tão agradável que você vai querer tocar todas
as telas daqui pra frente", afirmou Steven Sinofsky, presidente da divisão Windows.
Com um sistema operacional único, o conceito é facilitar o compartilhamento de dados entre aparelhos, todos conectados à nuvem, armazenamento na internet à distância.
Sinofsky e Larson-Green fizeram demonstrações de alguns aplicativos instalados num tablet com processador ARM. Segundo eles, todos os programas serão criados de "forma harmoniosa" e
"totalmente imersivos".
Por exemplo, um aplicativo reúne todas as redes sociais num só lugar. E todos os contatos de sua agenda estão conectados às tais redes --não mostram apenas o telefone e o e-mail, e
sim as atualizações e fotos postadas.
As possibilidades de multitarefa também foram destacadas. É possível ver vídeos e jogar caça-palavras ao mesmo tempo, ao ler notícias e tuitar com telas abertas lateralmente.
O Windows 8 trará um novo navegador Explorer, no qual desaparecem barras de endereço e outros penduricalhos, usando a tela inteira para o site visitado. Um movimento do dedo na parte
inferior faz com que as barras reapareçam.
Quando o usuário quiser dividir uma notícia ou um link com seus amigos, basta outro toque na lateral para abrir outra barra que possibilita o compartilhamento rápido via e-mail ou via
redes sociais. "É mágica com seus dedos", disse Sinofsky.
O Windows 8 também foi instalado e apresentado num laptop HP (que rodava Windows 7) e a rapidez da inicialização, em menos de 10 segundos, arrancou aplausos da plateia, formada
principalmente por desenvolvedores de aplicativos.
"Vocês estão vendo esta tela preta porque o sistema operacional é mais rápido até mesmo do que o monitor", disse um dos diretores da empresa.
A jornalista FERNANDA EZABELLA está hospedada a convite da Microsoft
Já se pode vislumbrar um futuro com aparelhos eletrônicos portáteis movidos somente a energia solar.
Em dispositivos de baixo consumo, como teclados, isso já é uma realidade: o K750, da Logitech, dispensa pilhas e tem no painel solar sua única fonte de energia. Servem tanto a luz do sol
quanto a de lâmpadas comuns. O aparelho ainda não está disponível no Brasil.
À venda por aqui, o celular Blue Earth, da Samsung, tem um painel solar traseiro.
A empresa promete 16 minutos de conversação e duas horas em standby após uma hora de carregamento solar. O preço sugerido do Blue Earth é de R$ 749,90.
Em agosto, a Apple obteve sua segunda patente relacionada ao tema --a primeira foi em janeiro--, que descreve um conversor de voltagem e um controlador para carregar um aparelho com
energia solar.
Apesar de as patentes não serem uma garantia de que a empresa lançará um produto com essas funcionalidades, Nat Bullard, analista da Bloomberg New Energy Finance, acredita que a
adoção de energia solar pela Apple possa inspirar a concorrência a fazer o mesmo e levar à redução de preços dos componentes necessários.
"Se há alguma empresa capaz de integrar células fotovoltaicas com confiabilidade em eletrônicos portáteis de consumo, essa empresa é a Apple. Como em seus outros dispositivos, ela
poderia fazer a integração mais simples e elegante", disse Bullard ao site GigaOM.
Cinco meses depois de lançar um serviço de música na nuvem com capacidades limitadas, o Google está em negociações com as grandes gravadoras para expandir o produto e abrir uma
loja de MP3 que competiria com a Apple e a Amazon.
De acordo com vários executivos da indústria musical, o Google está ansioso para abrir a loja nas próximas semanas. Ela muito provavelmente seria conectada ao serviço do Google na
nuvem, o Music Beta, que permite às pessoas armazenar suas músicas em servidores remotos e transmiti-las para celulares e outros dispositivos, disseram os executivos --todos falaram
sob a condição de anonimato, pois as negociações ocorreram em privado e continuam em andamento.
Uma porta-voz do Google se recusou a falar sobre o assunto, e as gravadoras também não fizeram nenhum comentário oficial sobre os planos da empresa.
O Google talvez queira anunciar a sua loja antes de a Apple abrir o seu mais recente programa de música na nuvem, o iTunes Match --que foi revelado em junho e deve começar a funcionar
no final de outubro--, mas não está claro se a empresa seria capaz de fechar os acordos necessários com gravadoras e selos a tempo para abrir uma loja completa.








