O Apple Watch, hoje, é mais do que um simples acessório, ele é também uma ferramenta que ajuda na saúde dos seus usuários.
Pensando nisso, a startup Cardiogram desenvolveu um aplicativo para o relógio inteligente da Maçã e para Android que oferece o monitoramento de dados da frequência cardíaca.
Apple Watch
Foto: Reprodução / Canaltech
E agora, em um estudo recente em parceria com a Universidade da Califórnia, em São Francisco, a Cardiogram afirmou que o Apple Watch é capaz de detectar sinais de diabetes com 85% de precisão, caso esteja em estágio inicial. A pesquisa foi realizada com a coleta de mais de 200 milhões de medições dos sensores do app Cardiogram, para Apple Watch e Android Wear, de 14.011 participantes.
Como o diabetes atinge o pâncreas e o órgão está conectado com o coração através do sistema nervoso, os batimentos cardíacos acabam variando assim que os sintomas do diabetes começam a afetar o corpo.
Quando há sintomas de que o paciente pode passar a sofrer da doença, eles são caracterizados como uma condição conhecida pelo termo pré-diabetes, que atinge mais de duas milhões de pessoas no Brasil ao ano. A descoberta antecipada do diabetes pode
disponibilizar ao médico formas de orientação ao paciente para que a doença não chegue a se alastrar.
Com o sucesso do estudo, a Cardiogram pretende agora implementar novas funcionalidades para que os usuários recebam um alerta caso alguns sintomas sejam detectados.
O Facebook está no meio de uma polêmica depois que anunciou que iria reduzir os posts de veículos de mídia e páginas nos feeds dos usuários. A rede vai privilegiar as publicações de amigos a partir de agora.
Para reforçar os laços de comunidade, a rede social lançou um prêmio de US$ 10 milhões a serem distribuídos para mais de cem pessoas que criarem grupos que gerem interações significativas.
Ainda não está claro o que o Facebook espera por "interações significativas", mas essa é uma aposta em provocar engajamento na rede social.
No Facebook Communitties Summit, que acontece em Londres, a chefe de grupos e comunidade da rede, Jennifer Dulski, detalhou os planos da premiação.
As cinco pessoas que tiverem um histórico de criação de grupos de sucesso receberão US$ 1 milhão para financiar um projeto.
Outros cem gerenciadores de grupos de destaque receberão até US$ 50 mil cada.
Impacto positivo
A disputa vale para usuários do Facebook de todo o mundo. Os vencedores serão indicados por um grupo de especialistas independentes e funcionários da rede social.
Em pronunciamento, Dulski disse: "Estamos à procura de comunidades que proporcionem significado às pessoas que estão nelas, estamos buscando iniciativas que gerem impacto positivo, e estamos à procura de comunidades que tenham componentes tanto on-line e off-line".
Aproximar o mundo
Mark Zuckerberg já havia aberta a porta para esse tipo de iniciativa, quando disse, em junho passado, que a nova missão da empresa era "aproximar o mundo".
Essa foi uma reação ao problema enfrentado com o compartilhamento de fake news, que acabou gerando também a mudança de algoritmo que reduz os posts jornalísticos.
O 8º Fórum Mundial da Água, que acontece em Brasília entre os dias 18 e 23 de março, reservou lugar para as empresas poderem mostrar ao mundo como lida com a questão da água. Na verdade, são dois espaços a serem visitados por públicos diferentes: a Expo, com acesso restrito aos inscritos no Fórum; e a Feira, que terá o ingresso gratuito, fraqueado ao grande público, instalada na Vila Cidadã que será montada no Estádio Mané Garrincha.
O diretor de Operações do 8º Fórum Mundial da Água, Rodrigo Cordeiro, responsável por todo o processo de comercialização dos estandes e espaços da Expo e da Feira, considera essa uma grande oportunidade para as empresas se comunicarem com o publico na linguagem mais apropriada. Ele explica que “na Expo, onde o público é muito mais segmentado e o acesso é restrito aos inscritos no Fórum, a linguagem pode ser um pouco mais técnica. Já para a participação na Feira, a linguagem deve traduzir tudo aquilo que a empresa faz em informação que a sociedade consiga entender”.
Nesta entrevista exclusiva à Agência Brasil, Cordeiro lembrou que, a partir das crises hídricas que têm ocorrido com frequência no Brasil e em outras partes do mundo, houve uma tomada de consciência maior por parte de todos. Tanto das autoridades que precisam envolver as pessoas no cuidado da água quanto esses consumidores, e aí incluem-se as empresas de um modo geral. Há essa oportunidade de levar a informação diretamente para um publico interessado no assunto. “A questão da água entrou na pauta da sociedade”, destaca.
No total, serão montados 9.600 metros quadrados (m2) de área de estandes contra 8 mil m2 das feiras realizadas em fóruns mundiais anteriores, com a presença de 150 empresas e um público esperado de 45 mil pessoas. O hotsite do evento já recebe inscrição de participantes e visitantes no endereço http://www.worldwaterforum8.org/.
Agência Brasil - O 8º Fórum Mundial da Água criou esses dois espaços distintos com propostas distintas. Vamos começar pela exposição. Quem participa?
Rodrigo Cordeiro - A Expo tem um grupo muito amplo de expositores, desde instituições do setor publico ligadas direta ou indiretamente com o tema da água a empresas que são usuárias de água, como as do setor de energia, do petróleo e dos vários segmentos que são grandes usuários de águas. Essas empresas decidiram participar porque entendem que o Fórum Mundial da Água é o local adequado para a exposição de seus produtos, seus projetos e suas soluções para o uso da água.
Agência Brasil - E qual é o interesse desses expositores? É vender produtos ou fazer simplesmente a divulgação de suas marcas?
Cordeiro - A área de exposição do 8º Fórum é dividia em duas partes: uma delas se chama Expo e a outra, Feira. A Expo é um espaço destinado para as empresas que querem prospectar negócios ou simplesmente conversar num ambiente de negócios, assim também como ter encontros com governos, universidades etc. Então, esse é um espaço restrito para os participantes inscritos no 8º Fórum Mundial da Água. Já a Feira traz esses mesmos grupos ao encontro de outro grande grupo, que é o dos consumidores.
Então a Feira é um espaço aberto ao publico em geral.
Agência Brasil - O acesso à Feira então é gratuito, mas para a Expo é pago?
Cordeiro - Sim. A Expo tem o acesso restrito aos inscritos como participantes do Fórum que pagaram para participar do evento.
Mas é bom que se diga que nem todos pagaram pela inscrição; a gente tem muitas cortesias cedidas para grupos cuja participação o Fórum quer incentivar. Pelo Processo Cidadão, foi feita uma chamada de pessoas interessadas em participar e que não teriam condições de vir ao Brasil. Ao final, quando esse processo se encerrou, tivemos 200 pessoas inscritas, de todas as partes do mundo. Portanto, a participação no 8º Fórum também é algo muito democrático.
Agência Brasil - Voltando às empresas na Expo, quantas delas já compraram espaços para os seus estandes?
Cordeiro - A parte da Expo já está 100% vendida. E a Feira, já tem 80% de ocupação.
Agência Brasil - Para o expositor, qual é exatamente a diferença entre a Expo e da Feira?
Cordeiro - A diferença é uma questão puramente conceitual e depende do que a empresa quer mostrar no seu estande. Na Expo, o publico é muito mais segmentado, até pelo acesso restrito aos inscritos no Fórum, então a linguagem pode ser um pouco mais técnica. Já para a participação na Feira, a recomendação que a gente vem dando aos expositores é a de que a linguagem seja mais acessível, isto é, que traduza tudo aquilo que a empresa faz em informação que a sociedade consiga entender. Portanto é um outro conceito de exposição.
Eu diria que a característica do que as empresas vão mostrar tem um formato mais lúdico e um conteúdo mais informativo. Por exemplo, se nós convidamos uma grande empresa como a Coca Cola para a Expo, bem, trata-se de uma marca que todo mundo conhece, e num ambiente de negócios como é a Expo, o que ela teria pra mostrar seria muito sucinto; basicamente ela diria que é neutra em consumo de água, que devolve para a natureza tudo o que ela consome e não tem muito mais a dizer. Mas quando a convidamos para a Feira, ela é capaz de dizer tudo o que ela faz em relação água para a sociedade como um todo. Ou seja, é a mesma informação, mas entregue de uma outra forma, para um público muito maior.
Agência Brasil - E esse público que vai à Feira deve ser muito maior do aquele que vai visitar a Expo, certo?
Cordeiro - Sim, porque o acesso à Feira se dá pela Vila Cidadã, que é aquele espaço lúdico, criado para que as pessoas sejam levadas a se engajar no tema da água. Então o número de visitantes é maior.
Agência Brasil - E o que esses visitantes vão encontrar a Feira?
Cordeiro - Eles vão encontrar oficinas, workshops, cinema, arena de conhecimento, mostra de tecnologia, enfim uma série de ações da Vila Cidadã que faz com que os visitantes se capacitem a entender que é esse universo da água. E nesse contexto a Feira vai permitir conhecer as empresas e tudo o que elas fazem num ambiente corporativo em prol da água. Por isso nós falamos que a entrega de informação para a sociedade se dá numa linguagem muito clara, que permite ao visitante entender o que faz cada uma das empresas que tem lá dentro.
O visitante vai encontrar, por exemplo, óculos de realidade virtual que simula uma visita a um reservatório de água. Pouca gente conhece um reservatório de água. Imagine então poder ver o reservatório no período de cheia e comparar com o reservatório no período de seca, quando surge a crise hídrica. Então essa é uma informação tecnológica mas com o impacto visual. A provocação que a gente vem fazendo a todas essas empresas é a de que saibam se comunicar e, num evento como esse, todas consigam atrair mais jovens mas se engajarem no tema da água.
Agência Brasil - Com esse problema das crises hídricas, o senhor acha que as pessoas de um moldo geral já estão ligadas no problema da água?
Cordeiro - Sim, mas o principal desafio é engajar mais gente em prol desse tema. A água finalmente entrou na pauta da sociedade, e demorou bastante. Todos os alertas que a comunidade técnica e científica podia dar, ela já deu. Mas poucas foram as ações efetivas a partir dai. Quando a gente realiza um evento desse porte no Brasil, essa é a grande oportunidade para uma mudança completa de comportamento em relação ao problema da água. Quando você vive episódios de crise hídrica, você fica mais a fim de entender com mais profundidade aquele tema.
Eu sou paulistano e em 2014 nós passamos uma crise hídrica em São Paulo onde parte da virada se deu no momento em que o governo assumiu que havia uma crise hídrica e disse que precisava da população para reverter aquele quadro. E, quando isso aconteceu, a gente começou a se comportar de maneira diferente. Deu certo? Deu. É bem verdade que houve os fatores climáticos, começou a chover, mas a Sabesp hoje afirma que o volume de água consumida pelo paulistano é menor do que era antes da crise hídrica. Portanto, toda crise hídrica deixa legado e, acima de tudo, pela maior percepção das pessoas da
importância do tema da água.
Agência Brasil - O senhor disse que na Expo, a maior parte dos expositores são empresas. E os países? Há representação de algum país, algum governo?
Cordeiro - A maioria dos países escolheu participar da Expo. São 16 pavilhões de grande porte de países já comercializados.
Que vão mostrar aqui tudo o que eles fazem com relação ao tema da água. Mas tem um país que optou por montar seu estande na Feira: o Tajiquistão, que optou por ficar na Feira em função do turismo. E esse é um fato curioso porque é um país que percebeu a vantagem de participar de um evento desse porte no Brasil que tem 200 milhões de habitantes e ter a grande chance de despertar o interesse do brasileiro de visitar o seu país. Então a Feira é interessante para isso. Porque o público total da Expo é o de participantes do Fórum, que é na casa de 10 mil pessoas. Já na Feira, nos temos um horizonte de 45 mil pessoas, porque para Vila Cidadã a gente espera 35 mil somados aos 10 mil da Expo.
Agência Brasil - Uma das questões que os ambientalistas sempre levantam diz respeito à quantidade de água gasta na agropecuária, que equivale a 70% de toda a água consumida no planeta. Alguma entidade, alguma empresa desse setor vai participar da Expo ou da Feira?
Cordeiro - A Confederação Nacional da Agricultura - CNA - vai estar presente na Expo com um estande bastante grande.
Agência Brasil - Mas tem alguma empresa ligada ao agronegócio?
Cordeiro - Por enquanto, não. Nós estamos ainda em negociação com algumas empresas que produzem insumos para a agricultura.
Eu acredito que o evento tem que ser democrático, que quando uma empresa vem mostrar tudo o que ela é capaz de fazer, isso significa que ela tem uma noção muito clara do produto que ela vende. O fato é que a gente precisa de fertilizantes, a gente precisa desse tipo de produto para a produção agrícola. Nem toda a agricultura consegue ser orgânica, isso não é sustentável de uma forma global. E essas empresas, muitas delas, fazem muito pela água. Portanto, eu acho que, em vez de selecionar, que tal a gente convidar todo mundo para dizer o que eles fazem? Porque isso fortalece o processo. Então, todas as empresas podem decidir se querem estar na Expo ou na Feira ou nos dois espaços. É uma decisão estratégica da empresa, a escolha da linguagem que ela vai usar para comunicar aquilo que ela faz.
Eram 20h32 quando Don Tapscott subiu ao palco principal da Campus Part neste quinta-feira (1). O renomado economista e escritor foi bastante aguardado pelo público ávido em aprender mais sobre o assunto do momento: Blockchain. O canadense, que arriscou algumas palavras em português, usou uma linguagem simples para explicar a tecnologia e abordou de forma bem didática
10 grandes aplicações para a "cadeia de blocos".
Don Tapscott
Foto: news.bitcoin.com / Canaltech
"Eu vou explicar a vocês como o Blockchain funciona em três minutos. Demorei quatro anos para conseguir isso. Vamos começar pela Bitcoin. Quando eu te mando R$ 10 mil em Bitcoins, o valor passa por uma rede de milhares de computadores ao redor do mundo. Cada um com um nível maior de criptografia. Por trás desses computadores há um grupo de pessoas chamados de "mineradores". Eles possuem uma capacidade computacional absurda, cerca de 20 vezes maior que a força do Google. Esses caras usam todo esse poder para encontrar a verdade do que realmente aconteceu. A cada 10 minutos, assim como um batimento cardíaco da rede, um bloco é criado. Esse bloco contém todas as transações dos últimos dez minutos. Os mineradores, então, usam o poder computacional para validar o bloco e os primeiros mineradores a chegar a um consenso são pagos em moeda criptografada a partir daquela Blockchain. Aquele bloco contendo a transação se conecta com o bloco anterior e este se conecta ao anterior e
assim por diante, criando uma cadeia de blocos", disse.
Tapscott continuou: "Se eu quiser hackear aquele bloco e mandar o mesmo dinheiro para diversas pessoas e cometer uma fraude, eu tenho que hackear aquele bloco e o anterior e o anterior e etc. Tudo isso em milhares de computadores ao redor do mundo, cada um deles usando um nível maior de criptografia. E eu ainda tenho de fazer isso ao mesmo tempo em que a força de todos os mineradores checam as transações", completou.
Segundo ele, não é impossível hackear a Blockchain, mas a tecnologia é infinitamente mais segura do que os sistemas usados atualmente pelos governos e instituições financeiras. "É como um nugget, do McDonalds, algo extremamente processado que passou por diversas etapas. Hackear a Blockchain é como tentar transformar o nugget em um frango novamente", finalizou.
Quando questionado sobre reais ameaças, Tapscott garantiu que a única tecnologia que pode combater o Blockchain é a computação quântica rodando com Bitcoin. O Blockchain Research Institute, criado por Don Tapscott, está fazendo duas pesquisas na área e descobriu que essas tecnologias combinadas podem ser bastante poderosas daqui algum tempo. Mas ainda não se sabe quando isso se tornaria realidade.
Tapscott é autor de A Revolução do Blockchain , livro que detalha como a tecnologia por trás do Bitcoin está mudando o dinheiro, os negócios e o mundo, e como essa revolução afetará a vida das pessoas nos próximos anos.
O universo das insurtechs vai começar a ser mapeado em fevereiro. A partir do dia 1º, a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) começa a recolher dados das empresas cadastradas no ecossistema desse segmento.
Insurtech
Foto: Canaltech
A ideia é analisar qualitativamente as informações de operação das iniciativas, as tecnologias utilizadas, os problemas dos seus clientes e como atuam no mercado.
Insurtech é um termo que designa startups ligadas ao campo dos seguros — "insur" vem de insurance , seguro em inglês; tech é tecnologia. Essas empresas atuam com seguros e utilizam tecnologias como blockchain, aprendizagem de máquina e inteligência artificial para oferecer produtos mais baratos.
Funcionam como as fintechs, as startups ligadas às finanças e serviços bancários.
Atualmente, há 40 insurtechs cadastradas no sistema, e o estudo pretende separar as empresas por categorias para compreender melhor seu funcionamento. Esse trabalho prevê relatórios prévios a cada três meses.
Além do mapeamento das insurtechs, o comitê planeja outras ações em 2018, como um hackinsurance, previsto para maio, e uma semana de intercâmbio internacional.
Mercado em ascensão
Em evento realizado em dezembro passado pelo comitê de insurtechs da camara-e.net, foram apresentados números globais sobre esse setor. De 2010 a 2016, foram injetados US$ 9,2 bilhões em 287 empresas, sendo que US$ 2,7 bilhões foram para 151 iniciativas somente no último ano do levantamento — os dados de 2017 ainda não estão fechados.
Com o crescimento de tecnologias como IA, realidade aumentada e Internet das Coisas, a análise feita pela consultoria Everis é que o mercado para esse setor cresceu no ano passado.
As tecnologias que começam a invadir as casas das pessoas trazem a necessidade de aumentar a proteção dos usuários. Os grandes atores da tecnologia (Google, Amazon, Apple), com seus assistentes virtuais, querem uma fatia desse mercado, o que provoca um interesse pelas insurtechs.
Para ajudar a entender como as insurtechs funcionam, a Superintendência de Seguros Privados (Susep), que regulamenta o setor, montou um grupo de trabalho também pensando em alternativas para o desenvolvimento desse mercado no país.








