A HP revelou nesta quarta-feira (9), em evento realizado nos EUA, um tablet com webOS, sistema criado pela empresa que adquiriu em abril de 2010, a Palm.
Chamado TouchPad, o concorrente do iPad terá câmera frontal para videochamadas, tela de 9,7 polegadas e resolução de 1.024x768. Os preços não foram anunciados.
Segundo a HP, o dispositivo será lançado nos EUA no verão do país, que começa em junho.
Diferentemente do tablet da Apple, o navegador de internet do TouchPad terá suporte a Flash, complemento multimídia da Adobe usado em sites e em games on-line.
Futuramente, haverá versões 3G e 4G do aparelho.
Segundo a empresa, o TouchPad pesa 725 gramas e tem 13,7 mm de espessura.
Equipado com processador de núcleo duplo Snapdragon de 1,2 GHz, o tablet será vendido em versões com 16 Gbytes ou 32 Gbytes de armazenamento.
Um dos destaques do aparelho é o sistema multitarefa do webOS, chamado cards (cartões), que permite ver miniaturas dos programas abertos e alternar rapidamente entre eles.
O TouchPad terá funcionalidades de integração com os smartphones com webOS, como sincronização de contatos.
Quando um site estiver aberto no tablet, bastará encostar um celular com o mesmo sistema no TouchPad para que a mesma página se abra no telefone.
A HP demonstrou ainda acessórios para o tablet, como um suporte e um teclado físico.
"Alguns dos trabalhos da indústria mostram que temos muitos fãs do webOS", ironizou Jon Rubinstein, da HP, em referência velada ao PlayBook, tablet da RIM que tem elementos visuais similares aos do sistema da Palm.
NOVOS CELULARES
Além do tablet, a HP anunciou dois novos smartphones com webOS.
O Pre 3, terceira geração do primeiro celular da Palm com webOS, terá tela de 3,6 polegadas com resolução de 800x480, câmera frontal para videochamadas, câmera traseira de 5 Mpixels capaz de filmar em alta definição e teclado físico deslizante.
O aparelho também começará a ser vendido no verão dos EUA.
Outro celular anunciado pela empresa no evento foi o Veer. Do tamanho de um cartão de crédito quando fechado (ele também tem teclado deslizante), o aparelho foi apresentado como um contraponto aos smartphones atuais com telas enormes, de quatro ou mais polegadas.
A HP adquiriu a Palm com vistas principalmente para o webOS. Usado em celulares da Palm, o sistema foi bem avaliado pela imprensa especializada, mas os aparelhos não tiveram boas vendas.
Quem vive no Brasil e tem um celular da Nokia já pode comprar aplicativos na Ovi Store, loja de programas da empresa, a partir desta sexta-feira (28).
Até ontem era possível baixar apenas aplicativos gratuitos no país.
Os pagamentos podem ser feitos com cartões de crédito internacionais -- os preços são sempre mostrados em reais, mas cobrados em dólar.
Uma das opções pagas são o Gravity, agregador de redes sociais, por R$ 17,99. sucesso também no Android e no iPhone, dentre outros programas e jogos. Ainda não é possível filtrar aplicativos pagados de gratuitos -- apenas quando você busca por um termo específico.
O mercado brasileiro importou legalmente 64 mil iPads no ano de 2010.
Os números --que não consideram consumidores que trazem os aparelhos do exterior-- foram apurados pela consultoria IDC Brasil junto à base de dados da Receita Federal e divulgados, com exclusividade, à Folha. Procurada, a Apple não comentou o número.
"No ano passado, o Brasil vendeu mais de 13 milhões de computadores. Os números dos tablets chamam a atenção pela categoria ser nova, mas são pequenos diante dos PCs vendidos", diz Luciano Crippa, gerente de pesquisas da IDC Brasil.
Para o ano, a expectativa é que sejam vendidos 300 mil tablets no Brasil.
"Por aqui, embora exista também o Galaxy Tab, da Samsung, existe a febre do iPad. Não temos um mercado de tablets no Brasil, por enquanto temos um mercado de iPads", afirma.
O número de aparelhos vendidos da Samsung, lançado em novembro, chegou a cerca de 20 mil. Procurada, a empresa não comentou.
O iPad é vendido hoje em cerca de 150 lojas de varejo do país, que registraram o pico das vendas no fim do ano.
"O Natal puxa vendas, mas ainda há procura forte", diz Marcílio Pousada, da Livraria Saraiva.
Apesar dos rumores sobre a nova versão do iPad para os próximos meses, os varejistas não percebem queda na procura pelo aparelho.
"Não sentimos adiamento de compra. Continuamos com demanda forte principalmente com o crescimento no volume de aplicativos, que interessa o consumidor", diz Pimentel.
Já a Fnac afirma que as vendas pós-Natal caíram 50%, um volume não considerado ruim para eletrônicos em janeiro.
Embora exista a tese de que os tablets possam substituir os netbooks, entre os analistas e fabricantes essa visão ainda não é tão clara.
"Existe mercado para todos os aparelhos e ainda surgirão outras opções em mobilidade para concorrer nesse mercado", afirma Ivair Rodrigues, diretor da IT Data.
Para Silvio Stagni, vice-presidente de telecom da Samsung, os tablets não devem "roubar" todos os consumidores dos netbooks porque a proposta dos aparelhos é diferente.
"O netbook ainda é visto como o computador de preço mais barato. Quem quer os tablets é o consumidor que está interessado na mobilidade", afirma.
Rafael Marquez, da TIM --operadora que revende o Galaxy Tab, da Samsung--, diz que o consumidor só está reticente quanto ao preço.
"Quando o preço baixar, veremos a massificação. Poderemos ver neste ano o Natal dos tablets, como aconteceu em 2010 com os smartphones", diz.
No último trimestre de 2010, as remessas mundiais de painéis de plasma chegaram a 5,2 milhões de unidades --9% a mais do que no ano anterior--, atingindo recorde, de acordo com levantamento da DisplaySearch divulgado nesta quinta-feira (3).
Segundo a empresa de pesquisa, fabricantes como Panasonic, Samsung e LG não conseguiram atender à alta demanda por painéis de plasma.
O número surpreende porque as TVs de plasma têm perdido mercado para os aparelhos de LCD e LED. Em 2008, a Pioneer, uma das principais fabricantes de televisores de plasma, anunciou que pararia de produzi-los.
A DisplaySearch aponta dois fatores para o crescimento das vendas de TVs de plasma: preços mais competitivos em certos casos e, em menor escala, o 3D --resenhas especializadas e consumidores têm concluído que os aparelhos de plasma oferecem uma experiência tridimensional de maior qualidade.
Lançado em setembro no Brasil, o iPhone 4 registrou recorde de vendas para a Apple no Natal de 2010.
Segundo números apurados pela consultoria IT Data, a Apple vendeu cerca de 150 mil iPhones 4 entre outubro e dezembro do ano passado.
O volume corresponde a praticamente todo o volume importado no período e é o dobro do primeiro lote trazido entre agosto e setembro para o início das vendas -esgotado em menos de um mês.
Segundo executivos próximos a fabricante, o volume supera os registros de importação de iPhone para o Brasil desde que o aparelho chegou ao Brasil, em 2008.
Apesar do aumento no volume de iPhone 4 importados para o período de Natal e -que previa também suprimento da demanda no início do ano-, o aparelho voltou a faltar nas operadoras, único canal de vendas do aparelho.
Segundo executivos ouvidos pela Folha, os estoques após o Natal ainda não foram repostos e ainda não há previsão para retomada, gerando aumento da expectativa dos consumidores.
As operadoras sinalizam que o problema está no fornecimento.
A Vivo afirmou que "abastece seus pontos de venda de acordo com a entrega dos produtos à operadora pela fabricante e que atualmente, nenhuma lista de espera está sendo elaborada".
Em nota, a TIM declarou que já repassou novos pedidos a Apple e que espera receber um novo estoque nas próximas semanas.
A Oi relata que os estoques de algumas lojas já se esgotaram e novas distribuições estão sendo feitas, embora uma alternativa seja o site da operadora.
A Claro afirma nas lojas onde o estoque tiver acabado, o cliente poderá colocar seu nome numa lista de espera e receberá contato da operadora com prioridade.
O problema de abastecimento de iPhone 4 não é exclusivo do Brasil.
Durante a teleconferência para discutir os resultados do primeiro trimestre fiscal de 2011, encerrado em dezembro, o presidente em exercício da Apple, Tim Cook, reconheceu que a produção mundial ainda não satisfaz a demanda.
No mundo foram produzidos 16,4 milhões de iPhones no período.
"Ainda temos deficiências significativas. Estamos trabalhando diariamente para fazer mais. Acho ótimo que a demanda é grande, mas neste momento não vou prever quando o fornecimento vai atender a demanda", afirmou Cook na conferência.








