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Galaxy S21 Ultra deve ter bateria grande e câmera de 108 MP

Samsung Galaxy 21 Ultra deve chegar em 2021 com bateria de 5.000 mAh e conjunto fotográfico com câmera principal de 108 MP

Mais detalhes sobre o Samsung Galaxy S21 Ultra foram revelados nesta segunda-feira (26). Segundo Ishan Agarwal ao site especializado 91Mobiles, o sucessor do Galaxy S20 Ultra terá bateria de 5.000 mAh e câmera principal de 108 megapixels. O lançamento do celular da Samsung deve acontecer no começo do ano que vem.

Possível Samsung Galaxy S21 Ultra (Imagem: Reprodução/Steve Hemmerstoffer)
Foto: Tecnoblog

O vazamento desta semana joga mais uma luz sobre os rumores do suposto Galaxy S21, que é reconhecido pelo modelo SM-G998U e pelo codinome "O3". Segundo Agarwal, o celular Samsung Galaxy terá tela AMOLED de 6,8 polegadas. Já as câmeras principal e frontal devem ter 108 e 40 megapixels, respectivamente.

A bateria é um dos possíveis destaques do celular. Assim como apresentado em informações de bastidores anteriores, o componente tende a trazer capacidade de 5.000 mAh, a mesma do antecessor S20 Ultra. O telefone ainda deve sair da caixa com Android 11 (One UI 3.0) de fábrica.

Samsung Galaxy S21 Ultra: o que esperar?
A Samsung deve estrear três celulares em 2021, incluindo o Galaxy S21 Ultra (ou Samsung Galaxy S30 Ultra), cujo nome ainda não foi confirmado. Espera-se que o smartphone da marca sul-coreana traga carregador de 25 W e conjunto fotográfico com dois sensores dedicado ao zoom. Já a câmera frontal deve se manter em um furo.

O celular ainda deve trazer algumas mudanças no arranjo das câmeras, que pode vir alocado em uma base metálica no canto superior esquerdo da parte traseira, conforme mostram as imagens de @OnLeaks.

Além disso, a variante Ultra tende a ser a única com bordas curvas. O Galaxy S21 e o Galaxy S21+ devem ter tela plana.

Espera-se que os celulares sejam lançados em janeiro de 2021.

Mercado de startups do Brasil caminha para ter melhor ano da história em 2020

De janeiro a setembro, setor já bateu recorde em aquisição de empresas e passou 80% do volume de aportes registrado em todo o ano passado; a aceleração da digitalização, a onda de liquidez e a aproximação com grandes empresas mudaram o panorama

O ano de 2020 certamente se tornará inesquecível para muita gente - mas, para as startups brasileiras, as lembranças serão positivas. Mesmo com a pandemia e a crise econômica, o ecossistema brasileiro de inovação caminha para ter seu melhor ano da história nesta temporada. Os sinais até aqui são bons: segundo dados da empresa Distrito, que mapeia o setor, aconteceram 100 aquisições de startups entre janeiro e setembro, superando os anos de 2018 e 2019.

O número de aportes realizados em novatas também já tem recorde histórico de 322 cheques, superando o melhor ano do setor com folga - em 2017, foram 263 investimentos. E o volume total e aportes está em US$ 2,2 bilhões, completando 82% do que foi injetado no mercado em todo o ano de 2019.

"Esperamos que o último trimestre faça superar o ano de 2019, mas mesmo com crise a gente enxerga um mercado forte e muito aquecido", diz Gustavo Araújo, presidente executivo da Distrito. "Só não estamos maiores em volume porque os investidores ficaram cautelosos no início da pandemia, mas a recuperação é em V, setembro foi um mês muito forte." Só no mês passado, as startups brasileiras receberam US$ 843 milhões em investimentos.

"É muito positivo o balanço de 2020 até aqui. É quase como se o ecossistema estivesse à margem da crise que se vive no Brasil", diz Gilberto Sarfati, professor da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP). "A digitalização já ganharia destaque de qualquer jeito à médio prazo, mas a crise acelerou o processo."

Expectativa para 2020 não era tão boa mesmo antes da pandemia começar
O bom desempenho surpreende, inclusive, as expectativas do setor antes da pandemia. No início do ano, o mercado de startups estava cauteloso - supercheques feitos pelo grupo japonês SoftBank em empresas como WeWork e Uber levantaram o risco de uma possível bolha no setor.

Aqui no Brasil, os japoneses foram o fator principal para o sucesso de 2019, despejando dinheiro no mercado ao investir em empresas como QuintoAndar, Gympass e Loggi - ao todo, eles participaram de rodadas que, somadas, movimentaram US$ 1,3 bilhão. "O SoftBank distorceu um pouco o mercado. Eu achava que 2020 ia ser um ótimo ano, mas difícil de bater por causa disso", avalia Renato Valente, sócio do fundo Iporanga Ventures e veterano do setor.

Em março, quando o coronavírus começou a atacar o Brasil, os investimentos foram reduzidos bruscamente - houve queda de 85% no total de investimentos naquele mês, contra março de 2019, segundo a Distrito. Muitos fundos preferiram focar em ajudar as startups de seu portfólio a sobreviver à crise do que fazer novas apostas. O mercado passou a acelerar de novo em junho, e teve em setembro seu melhor mês, com US$ 843 milhões investidos. "Quando veio a pandemia, todo mundo brecou, mas agora o mercado está acelerado e acho difícil que não supere 2019", complementa Valente.

Aceleração da digitalização e liquidez no mercado de capitais mudaram humor
Três fatores, na visão dos especialistas, ajudaram a mudar a cara de 2020. O primeiro é a onda de liquidez pela qual passa hoje o mercado de capitais - o cenário de mínima histórica na taxa Selic proporciona um bom ambiente de negócios. O otimismo é o que levou startups como Méliuz e Enjoei.com a começarem um processo de abertura de capital na bolsa brasileira - um caminho pouco usual para as companhias daqui.

O segundo é a aceleração da digitalização. Setores como o comércio eletrônico, que já vinham num movimento de crescimento, explodiram por conta do período de isolamento social: segundo relatório do fundo de investimentos Atlantico, a penetração do e-commerce no varejo saltou 5 pontos porcentuais entre março e maio de 2020 - o mesmo crescimento, em termos absolutos, registrado entre 2009 e 2019.

O segmento de e-commerce, inclusive, gerou um unicórnio - apelido dado a startups avaliadas em pelo menos US$ 1 bilhão - durante a quarentena. É a Vtex, dona de um software que ajuda mais de 3 mil marcas a abrirem e manterem suas lojas online (e físicas): em setembro, a empresa levantou um aporte de US$ 225 milhões e foi avaliada em US$ 1,7 bilhão. "No nosso segmento, a pandemia encurtou em pelo menos um ano o movimento do mercado. A gente sabia que poderia virar unicórnio, mas se não fosse o coronavírus, talvez isso acontecesse só em 2021 ou 2022", diz Rafael Forte, presidente executivo da Vtex no Brasil.

Além disso, o setor também impulsionou empresas que lhe prestam serviços - caso da Kestraa, que organiza o comércio exterior, e da Acesso Digital, que faz assinaturas digitais e valida pagamentos pela internet com ajuda de biometria facial. As duas levantaram aportes - de R$ 15 milhões e R$ 580 milhões, respectivamente - nos últimos três meses.

O período de isolamento social, seja pelo fechamento de lojas ou pela necessidade de trabalho remoto, também levou muitas empresas tradicionais a perceberem que precisavam se digitalizar. Esse movimento é o que explica porque diversas companhias saíram fazendo aquisições - é o caso da aquisição da Triider, um Uber das reformas, por uma joint venture entre Gerdau, Tigre e Votorantim.

Outras aproveitaram o momento para pisar no acelerador e intensificar sua transformação - caso, por exemplo, de XP e Magazine Luiza, que encheram o carrinho de compras este ano

Crise não deve afetar setor, dizem especialistas
Enquanto na economia real as dúvidas sobre o futuro - vacina, eleições aqui e nos EUA e o impacto da crise - deixam tudo complicado de prever, a opinião geral dos especialistas é de que 2021 deve ser um bom ano para as startups. A sensação é de que o cenário cinza da economia não deve afetar tanto as companhias de tecnologia, até porque o ecossistema brasileiro viu seu desenvolvimento acontecer ao longo dos últimos anos justamente num panorama de recessão.

"A economia real vai sofrer, então todo mundo vai correr atrás de melhores margens de lucro reduzindo custo. É uma oportunidade para empresas que fazem mais com menos e a tecnologia é uma arma para isso", diz Renato Valente, da Iporanga Ventures.

Na visão de Gilberto Sarfati, professor da FGV, o ecossistema hoje tem um crescimento sustentável. "É um processo que está sendo vivido há duas décadas e, de forma mais intensa, nos últimos cinco anos". Gustavo Araujo, presidente executivo da empresa de inovação Distrito, também vê o momento de forma otimista. "Em 2021, a movimentação entre grandes empresas e startups crescerá ainda mais.

Isso é importante porque injeta mais capital no mercado e gera a criação de novas empresas. Será um ano muito forte para o setor."

O que pode mudar a vida das startups no futuro próximo, dizem os analistas, são questões regulatórias. De um lado, há oportunidades com a criação do Marco Legal das Startups, projeto de lei enviado na semana passada pelo Palácio do Planalto ao Congresso.

O texto promete desburocratizar condições para a criação de empresas inovadoras, bem como sua contratação por agentes públicos. A negociação corrente, no momento, é de que ele seja votado na Câmara até o final do ano. Para entidades do setor, a proposta é bem vinda, mas precisa ser refinada para incluir temas trabalhistas e de tributação, que ficaram de fora inicialmente.

Repensar as regras do jogo é importante, segundo os especialistas: um dos fatores que ajudaram as startups nos últimos tempos foram, por exemplo, mudanças e inovações no setor financeiro, puxadas por postura pró concorrência do Banco Central. Há ainda muito potencial a partir de inovações como open banking - que facilitará a troca de dados entre instituições (leia mais sobre o tema com a Quanto, startup envolvida no setor) - e o sistema de pagamentos Pix.

Para Araújo, da Distrito, a falta de mudanças pode travar o mercado. "A telemedicina, que permite consultas médicas online, foi aprovada agora em caráter emergencial, mas pode ser revogada após a pandemia. A regulação é necessária, mas também é um empecilho para o desenvolvimento", diz.

(Fonte: Bruno Capelas e Giovanna Wolf) - 26/10/2020
Sony detalha como PS5 fará gravações de chats de voz

Sony explica melhor como funcionará a gravação de voz do PS5, que também afeta usuários do PS4, em nome da segurança

A Sony emitiu um comunicado no blog oficial do PlayStation, onde explica como vai funcionar a nova ferramenta do chat de voz do PS4 e PS5, que permite gravações de conversas no novo console. A novidade foi percebida por fãs após a atualização 8.0 do atual console da empresa e levantou algumas preocupações de privacidade.



Sistema de voz do PS5 gravará conversas também do PS4 (Imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)
Foto: Tecnoblog

Em publicação oficial, Catherine Jensen, diretora da divisão de consumidores da linha PlayStation, explica que tudo foi feito pensando na segurança dos usuários online, para que todos tenham a oportunidade de relatar problemas e assédios sofridos em partidas e conversas com rapidez, enquanto usam a PSN.

Para isso, foi introduzido um novo sistema de denúncias no chat de voz da PSN, que usa a gravação de vozes implementada a partir de agora no sistema de Party. Isso foi notado por meio e notificações no sistema, após a atualização.

O problema é que, antes, a Sony não destacou corretamente que isso seria implementado e o próprio texto de Jensen reflete isso - e pede desculpas. Mas há uma explicação clara de como isso deve funcionar, a partir de agora.

Como funciona a gravação de voz do PS5
Funcionará da seguinte forma:

Usuários de PS4 e PS5 poderão conversar entre si, usando Parties, a partir de novembro, quando o PS5 for lançado
No PS5, se um usuário quiser relatar uma denúncia de assédio, poderá fazer isso com um trecho de até 40 segundos do chat de voz
Estes 40 segundos podem conter: 20 segundos de conversa com outro jogador, mais de 10 segundos antes e depois do trecho selecionado.

As denúncias enviadas desta forma serão recebidas pelo time de experiência de consumidor para moderação. As pessoas responsáveis escutarão as mensagens enviadas e tomarão as providências necessárias.

A Sony informa ainda que o sistema de gravação contínua será obrigatório e não poderá ser desligado, justamente para priorizar a segurança dos jogadores online.

(Fonte: Felipe Vinha - PS Blog.) - 19/10/2020
Huawei Mate 40 Pro deve ter sensor 3D para selfies e 65 W de recarga

Ficha técnica de Huawei Mate 40 Pro vaza com sensor 3D para selfies e bateria de 4.400 mAh com recarga rápida de 65 watts

A ficha técnica do Huawei Mate 40 Pro veio a público poucos dias antes de seu lançamento. Conforme revelado pelo WinFuture neste sábado (17), o sucessor do Huawei Mate 30 Pro terá sensor 3D para selfies e bateria de 4.400 mAh com suporte a recarga de 65 watts. O celular da Huawei está cotado para ser revelado nesta semana.



Possível Huawei Mate 40 Pro (Imagem: Reprodução/WinFuture)
Foto: Tecnoblog

Assim como nas imagens reveladas em agosto, o Huawei Mate 40 Pro é revelado pelo site alemão com um furo no display para abrigar a câmera frontal de 13 megapixels e um sensor 3D (ToF), como no Huawei P40 Pro. Já a tela com laterais curvas deve medir 6,76 polegadas com resolução de 2772 x 1344 pixels e densidade de 456 ppi.

O conjunto fotográfico tende a ser triplo, alocado em um módulo circular enorme, com câmera principal de 50 megapixels e outras duas de 20 megapixels (ultrawide) e 12 megapixels (teleobjetiva). O trio ainda deve contar com um sensor de temperatura de cor, para alcançar cores mais realistas na hora de tirar fotos ou gravar vídeos.



Possível Huawei Mate 40 Pro (Imagem: Reprodução/WinFuture)
Foto: Tecnoblog

A ficha técnica avançada deve trazer o processador Kirin 9000, com 5G, produzido em processo de 5 nanômetros e formado com quatro núcleos ARM Cortex-A55 de 2,04 GHz, três ARM Cortex-A77 de 2,54 GHz e mais um 3,13 GHz. Na Europa, o Huawei Mate 40 Pro tende a chegar em somente uma edição, com 8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento. Na China, o smartphone ainda pode ter variantes com até 12 GB.

A bateria é outro possível destaque do celular chinês. Espera-se que o componente tenha 4.400 mAh de capacidade com suporte à recarga rápida de 65 W, sem fio e carregamento reverso, para repor a energia de outros dispositivos compatíveis, como telefones, fones de ouvido, smartwatches e afins.

Completam as supostas especificações do smartphone o leitor de impressões digitais sob a tela, a porta USB-C, Bluetooth 5.2 e Wi-Fi 6, assim como a presença dos botões físicos para aumentar e diminuir o volume, ao contrário do antecessor Huawei Mate 30. O celular deve sair da caixa com o EMUI 11, sistema baseado no Android 10, mas sem os aplicativos do Google devido ao atrito entre os Estados Unidos e a Huawei.



Possível Huawei Mate 40 Pro (Imagem: Reprodução/WinFuture)
Foto: Tecnoblog

Huawei Mate 40: preço e disponibilidade
A Huawei marcou o lançamento de sua próxima linha de celulares para a próxima quinta-feira, 22 de outubro de 2020. A expectativa é que quatro sucessores da família Huawei Mate 30 sejam apresentados, entre eles o Huawei Mate 40, Mate 40 Pro, Mate 40 Pro+ e uma quarta edição especial da Porsche.

Não há previsão de data e preço de lançamento do Huawei Mate 40 no Brasil.

Huawei Mate 40 Pro - ficha técnica (não confirmada)
Tela: OLED de 6,76 polegadas, resolução de 2772 x 1344 pixels e densidade de 456 ppi
Processador: Kirin 9000, octa-core de até 3,13 GHz (ARM Cortex-A77) e chip gráfico Mali G78
RAM: 8 GB e 12 GB
Armazenamento: 256 GB (UFS 3.1), expansível via NM Card
Câmera traseira tripla:
principal: 50 megapixels, f/1,9
ultrawide: 20 megapixels, f/1,8
teleobjetiva: 12 megapixels, f/3,4
Câmera frontal dupla: 13 megapixels, f/2,4 + sensor 3D (ToF)
Bateria: 4.400 mAh, carregamento rápido de 65 watts, recarga sem fio e carregamento reverso
Sistema operacional: EMUI 11 (Android 10) com Huawei Mobile Services (HMS)
Conectividade: USB C (3.1), 4G, 5G, Bluetooth 5.2 e Wi-Fi 6
Mais: leitor de digitais sob a tela e botões físicos na lateral
Dimensões: 162,9 x 75,5 x 9,1 mm
Peso: 212 gramas
Cores: preto e prata

iFood cresce 50% em pedidos desde março e chega a 44,6 mi de entregas mensais

Número de restaurantes também cresceu durante a quarentena, com total de 236 mil estabelecimentos; app teve crescimento em regiões periféricas, segundo diretor financeiro, Diego Barreto

A startup brasileira de entrega de refeições iFood registrou 44,6 milhões de pedidos em agosto deste ano, um crescimento de cerca de 45% em relação às transações feitas em março, que foram 30,6 milhões. Os dados, revelados com exclusividade ao Estadão, também mostram um aumento no número de restaurantes parceiros durante a quarentena: a base de 160 mil cadastrados na plataforma cresceu para 236 mil em agosto.

Assim como outros serviços tecnológicos, o iFood viu sua solução de entrega ser impulsionada durante o período de isolamento social. "Quando a pandemia veio, para nós era evidente que a demanda iria aumentar. Foi um movimento do comércio eletrônico", afirma Diego Barreto, vice-presidente de estratégias e finanças do iFood.

Segundo a empresa, entre março e agosto, cerca de 100 mil restaurantes ao redor do País foram digitalizados a partir do aplicativo. Para Sérgio Molinari, presidente da consultoria Food Consulting, trata-se de um crescimento significativo. "Com o aumento de base de estabelecimentos, o iFood captura grande parte do que é consumo de delivery no Brasil. A empresa atende hoje cerca de 20% de todos os estabelecimentos que existem no País", diz. "Com isso, além de criar um bloqueio para a concorrência expandir, o iFood também consegue aumentar a oferta para o cliente".

Os dados do iFood referentes aos meses de pandemia também mostram um aumento de 63% no número de restaurantes em regiões periféricas no Brasil presentes no app. A maior parte do crescimento foi em São Paulo e Rio de Janeiro, onde os saltos foram de 72% e 79%, respectivamente. "O iFood nasceu para ser um serviço amplo, e oferecer comida para diferentes classes e com grande oferta de cardápios. Em SP, por exemplo, tivemos um crescimento em bairros como Vila Matilde, Pirituba e Itaquera", diz Barreto.

Na visão de Molinari, alguns fatores ajudam a explicar essa expansão em áreas periféricas, como o crescimento em áreas onde ainda havia espaço para novos consumidores e restaurantes. "Além disso, o setor de alimentação em geral viu nos últimos meses o trabalho remoto impulsionar o consumo em regiões residenciais. Isso porque houve queda nas regiões comerciais, com a ausência da alimentação no dia a dia no trabalho", afirma o consultor.

Estrutura
O iFood afirma que atender à alta demanda não foi um problema para a startup. "Como somos uma empresa nativa digital, quando surgem novos movimentos conseguimos nos adaptar com facilidade, diferente do que acontece com uma companhia física, que exige muito esforço manual", diz Barreto, do iFood. Ele afirma que o maior desafio foram os primeiros 90 dias da pandemia, em que foi necessário compreender as mudanças do ecossistema.

Quanto aos entregadores, que têm se mobilizado nos últimos meses pedindo melhores condições de trabalho à empresa, o iFood afirma que manteve o número de motoboys parceiros em torno de 150 mil durante a pandemia. De acordo com a empresa, o aumento da demanda está gerando mais renda para sua base de entregadores, e não extrapola o tempo máximo do trabalho deles.

Entradas
O iFood também viu durante a pandemia os pedidos de café da manhã aumentarem 145% na plataforma — foram vendidos 14 milhões de pães entre março e agosto. Para especialistas, o movimento é um sinal de amadurecimento do mercado de delivery, que hoje vai além de pedidos de pizzas nas noites de sábado.

Outro movimento no app nos últimos meses foi a entrada de restaurantes de alta gastronomia. "Esses estabelecimentos eram distantes da plataforma, porque acreditavam que o serviço do iFood não estava alinhado com suas propostas. Mas, na pandemia, vimos a entrada desses restaurantes no app", afirma Barreto.

A expectativa do iFood é de que os seus números continuem a crescer mesmo no pós-pandemia: "Não temos nenhum indicador de saída de restaurantes", diz o vice-presidente de estratégias e finanças da startup.

Porém, para Molinari, apesar de tendência ser que o delivery continue ganhando espaço no mercado nos próximos meses, o crescimento não deve seguir o mesmo ritmo. "O consumidor já se familiarizou com o delivery e deve continuar usando. Entretanto, boa parte do que aconteceu em 2020 foi decorrente de uma situação que nunca aconteceu na história, com fechamento de restaurantes, bares e lanchonetes. A continuidade desse mesmo ritmo de crescimento no pós-pandemia é muito pouco provável", explica o consultor.

(Fonte: Giovanna Wolf - Estadão) - 09/10/2020
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Sobre o Portal no Brás

O Portal no Brás foi lançado em 01 de dezembro de 2016, tendo como objetivo principal a divulgação de empresas e produtos comercializados na região NO BAIRRO DO BRÁS no centro da cidade de São Paulo, focando-se principalmente em produtos voltados para a área de ferramentas e ferragens.