A próxima geração do iPhone da Apple, que o presidente-executivo da empresa Steve Jobs deve apresentar na segunda-feira, precisará estabelecer novas funções e padrões de conteúdo multimídia para conquistar os consumidores e Wall Street.
O desafio da Apple pode ser as inovações em jogos, uma vez que o iPhone já é um sucesso absoluto e maior fator de crescimento do lucro da empresa. A empreitada se torna mais difícil pelo sucesso inicial do computador tablet iPad, que muitos dizem já ter criado um novo mercado.
A concorrência de uma série de smartphones baseados no sistema operacional Android, do Google, também está crescendo, pressionando a Apple a elevar ainda mais o nível de competitividade.
"O iPhone 4.0 vai mantê-los à frente do jogo. Será tão fácil como no ano passado ficar à frente? Não. Acho que o Android tem feito enormes progressos", disse a analista Carolina Milanesi, da Gartner.
Só no ano passado, a Research in Motion era vista como a maior rival Apple. Enquanto o smartphone Blackberry da companhia canadense continua a ser escolhido por muitas empresas, a Apple deu grandes passos nesse mercado, favorecida por questões de segurança envolvendo o Blackberry.
Mais de 70% das empresas da Fortune 100 implantaram ou testaram o iPhone, de acordo com a Apple.
Mas o principal alvo do iPhone --no momento-- continua sendo o consumidor, em um mercado que conta cada vez mais com telefones com o sistema Android de fabricantes como HTC, Motorola e Samsung Electronics.
O novo modelo da Apple será provavelmente mais rápido, com maior capacidade, melhores tela e bateria, e câmera frontal --todos novos atributos favoráveis, mas que não devem gerar impacto no mercado.
"Haverá algumas coisas muito legais no palco com Steve, mas no final do dia, saberemos a funcionalidade geral", disse o analista Brian Marshall, da Broadpoint Amtech.
A fabricante finlandesa de telefones celulares Nokia é a multinacional do setor de eletrônicos mais "verde" do mundo e aumentou ligeiramente sua vantagem sobre a segunda classificada, a Sony Ericsson, segundo um relatório publicado nesta quarta-feira (26) pelo Greenpeace.
A 15ª edição do guia para uma eletrônica mais verde do Greenpeace deu à companhia finlandesa uma pontuação de 7,5 em um máximo de dez (0,2 a mais que na versão anterior, graças a seu compromisso com a retirada de substâncias tóxicas de seus produtos).
A organização ambientalista apontou que a Nokia eliminou algumas substâncias tóxicas de seus novos modelos de telefones, como os compostos de bromo e trióxidos de antimônio.
Também avaliou positivamente as declarações do executivo-chefe da companhia, Olli-Pekka Kallasvuo, que defendeu que os países industrializados cortem 30% de suas emissões de gases que agravam o efeito estufa até 2020.
No entanto, o Greenpeace criticou a Nokia por não apoiar abertamente as restrições globais de outras substâncias poluentes, como o PVC, e por não utilizar plásticos reciclados em maior medida na produção de seus telefones.
Depois da Nokia, as companhias de aparelhos eletrônicos mais "verdes", segundo o Greenpeace, são a Sony Ericsson, com 6,9 pontos, seguida por Philips e Motorola, ambas com 5,1 pontos.
As empresas menos ecológicas do setor são a japonesa Nintendo (1,8 pontos), a chinesa Lenovo (1,9) e a americana Microsoft (3,3).
As vendas de notebooks saltaram 43% no primeiro trimestre, o maior crescimento anual em oito anos, impulsionado pela demanda dos consumidores por netbooks, afirmou a empresa de pesquisa de tecnologia Gartner nesta terça-feira (25).
O preço médio de venda caiu 16%, para US$ 732, com muitos consumidores optando por netbooks de baixo custo --mini-notebooks com menos atributos-- em vez de laptops mais sofisticados. As vendas totais de notebooks cresceram 21%, para US$ 36,1 bilhões.
A Hewlett-Packard permaneceu como a maior vendedora, com 19,2% do mercado, mas a segunda colocada Acer reduziu a diferença, aumentando suas vendas em 48%, ficando com uma fatia de 18,5%.
A taiwanesa Asustek, pioneira no segmento de netbooks com o Eee PC, mais que dobrou as vendas e ficou com 8,8% do mercado, em quinto lugar depois da Dell, a terceira colocada, e da Toshiba, em quarto lugar.
"Os mini-notebooks responderam por grande parte do aumento nas remessas de PCs portáteis no primeiro trimestre de 2010, com crescimento de 71%", afirmou o principal analista da Gartner, Mikako Kitagawa.
"No entanto, a participação de mini-notebooks desacelerou em algumas regiões, à medida em que os consumidores começam a entender as limitações do equipamento, especialmente frente à redução de preços agressiva dos notebooks tradicionais", acrescentou Kitagawa, em nota.
A Gartner afirmou ter observado certo aumento na demanda do mercado profissional, que deve acelerar no final do ano e em 2011, conforme as empresas começam a retomar as compras adiadas para substituir equipamentos.
Os celulares inteligentes BlackBerry são parte do equipamento constante dos viajantes de negócios, mas existem sinais de que o iPhone, da Apple, está conquistando espaço nas empresas e junto aos seus dirigentes.
A companhia farmacêutica AstraZeneca começou a testar o iPhone para alguns de seus principais executivos, e o banco britânico Standard Chartered deu aos seus funcionários que usam o BlackBerry a opção de adotar o iPhone, o que pode levar milhares de trabalhadores da empresa a começar a usar o aparelho da Apple para suas necessidades de trabalho móveis.
"Recebemos muitos pedidos de trabalho com o iPhone nos Estados Unidos e na região Ásia-Pacífico", disse o arquiteto de mobilidade da AstraZeneca, Michael Reid, que ajuda a organizar as comunicações empresariais da companhia.
"Em termos de consumo do meu tempo, esse é um dos pedidos mais frequentes."
A demanda parecia especialmente fervorosa no final de dezembro, depois que muitos funcionários de empresas ganharam iPhones de presente na temporada de festas.
O BlackBerry continua dominante. Especialistas em tecnologia mencionam os recursos firmes de segurança do aparelho da RIM (Research In Motion) e a facilidade de coordenar seus aplicativos "altamente sólidos", tais como o programa de e-mail e a agenda eletrônica do aparelho.
Os embarques do BlackBerry superaram os do iPhone em 20% no primeiro trimestre do ano, segundo dados do grupo de pesquisa iSupply.
"Não estamos considerando mudar para o iPhone como aparelho primário, no momento, porque o BlackBerry oferece muito mais controle e gestão dos aparelhos individuais, por meio de um servidor central", afirmou o diretor de tecnologia da informação da Morningstar, John Tipton, em mensagem de e-mail. "Mas, mesmo assim, sabemos que mais e mais iPhones serão usados."
Uma porta-voz da RIM afirmou que a empresa preferia não comentar o assunto, mencionando o "período de silêncio" antes da divulgação de seus resultados trimestrais.
Mas apontou para estatísticas divulgadas anteriormente, segundo as quais a companhia embarcou mais de 90 milhões de celulares inteligentes BlackBerry e sua base de usuários cresceu em 65% no ano fiscal de 2010.
Ser quadradão, quem diria, agora é descolado --ao menos entre os telefones celulares.
O inusitado formato está em voga após lançamentos recentes como o Kin One, aparelho da Microsoft destinado ao público jovem, o Twist, da Nokia, e o Motocubo, da Motorola -este último à venda no Brasil.
"O pequeno design quadrado é amigável ao bolso e parece particularmente adequado para o público mais jovem, especialmente para mulheres", afirmou à "Wired" Paul Bradley, diretor-executivo de criação da Frog Design, dos EUA.
Ainda segundo Bradley, "diferentemente do design candy bar (barra de chocolate) que se tornou sinônimo do iPhone, o formato quadrado ainda não evoca a imagem de nenhum dispositivo icônico e não parece imitar a Apple".
Uma das desvantagens do formato é o pequeno tamanho das telas, que geralmente têm uma polegada (2,5 cm) a menos do que os aparelhos retangulares. Essa deficiência prejudica a exibição de vídeos, por exemplo. Outro problema, aponta a "Wired", são os teclados físicos, em geral, pequenos.
Depois do Motocubo, a Motorola deve lançar mais um celular quadradão, se confirmada a veracidade de imagens que vazaram na internet recentemente.
O aparelho deve se chamar Flipout e vir com Android 2.1, versão mais recente do sistema operacional do Google para celulares, acrescido ao Motoblur, que centraliza atualizações de redes sociais.








