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Quem precisa gastar dinheiro com rede própria no futuro da internet fixa?

As redes neutras trazem desafios e oportunidades para o mercado de banda larga. Provedores regionais são destaque: somados, já são maiores que as três gigantes

O assunto das redes neutras é um tanto curioso.

Estamos falando aqui do modelo em que operadoras e provedores alugam uma infraestrutura já instalada, e a partir dela oferecem seus serviços. A banda larga fixa é a principal modalidade. Um provedor local, por exemplo, pode ofertar pacotes numa determinada região; o cliente contrata o provedor, mas, na prática, estará usando a infraestrutura de outra empresa. Daí o aspecto de neutralidade.

Dadas essas características, pode ser difícil para o cliente entender quem de fato é o responsável por sua internet. É bem provável que a maioria jamais saiba que o provedor contratado não é o responsável pela rede, sendo apenas mais um locatário que compartilha da mesma.

O interessante é que, na prática, isso não necessariamente é um problema para o fornecedor da rede. O que importa de fato é que a infraestrutura seja robusta, de modo que os clientes — tanto os outros provedores quanto o usuário final — não tenham motivos se preocupar. No fim das contas, isso é o que garante o sucesso do modelo.

Redundância é a chave na rede neutra
A maior empresa de rede neutra do país é a V.tal, nascida da antiga divisão de fibra óptica da Oi. A provedora tem em seu favor toda a infraestrutura da antiga operadora nacional, com cerca de 400 mil quilômetros de fibra instalada. Rafael Marquez, diretor de marketing da V.tal, conta ao Tecnocast que é essa capilaridade que torna possível atender muitos clientes no país inteiro mantendo a estabilidade.

Isso significa que a rede precisa ser redundante, de modo que eventuais problemas em algum trecho — um acidente que danifique uma extensão da fibra instalada, por exemplo — possam ser resolvidos a partir de outros trechos.

A gente tem sempre uma redundância. Ou seja, tem pelo menos mais um trajeto para chegar no domicílio, para que se um tiver algum problema, o outro segura.

Rafael Marquez

A empresa também conta com equipes de campo para atuar na eventualidade de rompimentos maiores — embora estes sejam mais raros.

Uma oportunidade para quem é pequeno
Um dos pontos mais enfatizados quando se fala de redes compartilhadas são as oportunidades abertas para novos provedores. Sem a necessidade de construir a própria infraestrutura, mais players podem se arriscar no mercado. Nesse contexto, os provedores regionais se destacam.

Segundo Rafael Marquez, a fatia de mercado ocupada por provedores locais é maior do que a fatia dos grandes provedores tradicionais. Nesse sentido, tornaram-se protagonistas num país onde a inclusão digital ainda é um desafio enorme. A presença de uma rede neutra robusta e nacional oferece a estas empresas ainda mais oportunidades de crescimento.

É uma otimização sob a ótica de investimento, mas é também um acelerador de entrada em nossos mercados. Permite que um provedor do interior do Nordeste possa se lançar numa capital do Sul do país, sem precisar ter uma presença de rede regional, porque a nossa fibra compartilhada está em todos os estados do Brasil.

Rafael Marquez

Sob esse aspecto, o Brasil é um ponto fora da curva. Marquez aponta que, na maioria dos países onde o modelo de redes neutras é encontrado, sua implementação é resultado de intervenções do governo ou órgãos reguladores. No Brasil a história é diferente: as redes neutras se viabilizaram a partir de uma visão de mercado. A multiplicação de provedores locais mostra a necessidade por internet de alta velocidade.

A tendência, portanto, é que a modalidade neutra cresça cada vez mais. Novos players se apresentam, operando sobre a rede da V.tal, enquanto outras operadoras nacionais também se arriscam como provedores neutros.

Para Marquez, isso é esperado. Assim como a noção de posse foi substituída pela de compartilhamento em áreas como aplicativos de carona e coworkings, ele entende que a mesma lógica faz sentido no campo da banda larga.

Saiba mais no Tecnocast 240
Confira nossa entrevista completa com Rafael Marquez para entender melhor como redes neutras funcionam na prática. De bônus, ele também explica como elas terão papel essencial na viabilização do 5G no país.

(Fonte: Josué de Oliveira Tecnoblog) - 09/05/2022
Uber ganha pontos de embarque e desembarque nas estações de trem de SP

Aplicativo da Uber direcionará usuário a ponto de embarque específico para Uber nas estações contempladas na parceria

Pegar um carro da Uber em uma estação do transporte público pode ser um problema: não é incomum não existir no local uma área apropriada para o veículo parar. Mas há uma boa notícia para moradores da região metropolitana de São Paulo: a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e a Uber fecharam uma parceria para criar "pontos de embarque e desembarque virtuais" em algumas estações.

O acordo foi fechado em 12 de janeiro, mas, oficialmente, passa a valer neste mês (fevereiro). Funciona assim: se o usuário estiver em uma estação incluída no sistema e pedir um carro da Uber, o aplicativo o direcionará para um local específico para embarque ou desembarque.

Essa abordagem diminui o risco de o usuário e o motorista do veículo se desencontrarem. Além disso, os tais pontos virtuais consistem em baias ou recuos localizados ao lado das estações, logo, as chances são menores de o embarque ou desembarque atrapalhar o trânsito de veículos ou as paradas de ônibus no entorno.

Por ora, o projeto contempla dez estações de cinco linhas da CPTM e quatro da ViaMobilidade. São elas:

Luz (Linha 7 - Rubi)
Palmeiras-Barra Funda (Linha 7 - Rubi)
Brás (Linha 10 - Turquesa)
Tamanduateí (Linha 10 - Turquesa)
Guaianases (Linha 11 - Coral)
Suzano (Linha 11 - Coral)
Itaim Paulista (Linha 12 - Safira)
Jardim Romano (Linha 12 - Safira)
Engenheiro Goulart (Linha 13 - Jade)
Aeroporto-Guarulhos (Linha 13 - Jade)
Osasco (Linha 8 - Diamante)
Jardim Silveira (Linha 8 - Diamante)
Santo Amaro (Linha 9 - Esmeralda)
Primavera-Interlagos (Linha 9 - Esmeralda)
Neste ponto, vale uma rápida explicação: tanto a Linha 8 quanto a Linha 9 tiveram as suas operações transferidas da CPTM para a ViaMobilidade em 27 de janeiro, mas o acordo com a Uber foi fechado antes desse processo ser concluído, razão pela qual estações das duas linhas em questão foram incluídas no projeto.

O número de estações contempladas é pequeno, de todo modo. Felizmente, está nos planos da CPTM instalar pontos virtuais nas demais estações. A companhia também reconhece a possibilidade de parcerias semelhantes serem fechadas com outros serviços de transporte por aplicativo.

(Fonte: Emerson Alecrim Tecnoblog) - 26/04/2022
Como funciona a mineração de bitcoins?

Apesar de ter já ter sido viável, minerar a criptomoeda em casa hoje em dia é um processo demorado e caro; entenda.


A mineração é o processo por meio do qual novos bitcoins são criados. Embora ela possa ser uma atividade mais lucrativa do que a negociação da criptomoeda em exchanges, hoje em dia ela se tornou praticamente inviável para o investidor comum.
Analistas consultados pela Forbes afirmam que é praticamente impossível minerar usando um computador pessoal.

A cada dez minutos, em média, surge um novo bloco de bitcoin. Esses blocos registram as transações realizadas no blockchain, e cabe aos mineradores verificar a validade das informações contidas em cada novo bloco. O minerador é recompensado com uma taxa de transação, que hoje é de aproximadamente US$ 2,23, e também fica elegível para receber 6,25 bitcoins – cerca de R$ 1,7 milhão – por bloco minerado.

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Porém, só recebe os bitcoins o primeiro minerador a resolver o problema numérico contido naquele bloco, um processo que é conhecido como “prova de trabalho”. Essa resolução pode envolver trilhões de tentativas, por isso o hardware utilizado deve ter grande potencial computacional para processar essas operações mais rapidamente.


Apesar de o surgimento de novos blocos ser praticamente constante, o bitcoin possui um limite de 21 milhões de unidades, definido pelo seu criador, Satoshi Nakamoto. Hoje, já foram mineradas mais de 18 milhões. Para dificultar que o restante seja minerado, a cada quatro anos o número de bitcoins contidos em cada bloco diminui pela metade. Hoje, esse número é 6,25, e em 2024 será 3,15. Ou seja: minerar novas moedas é cada vez mais difícil.

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Atuar nesse mercado profissionalmente exige investimentos expressivos, diz Fabricio Tota, diretor da exchange Mercado Bitcoin. “É necessário ter o melhor hardware disponível no mercado, porque o poder computacional exigido é muito alto, e uma boa infraestrutura no data center, o que envolve cabeamento e refrigeração. Além disso, é preciso ter um time dedicado a manter tudo isso funcionando adequadamente.

Acesso a energia elétrica abundante e barata também é imprescindível.
Segundo análise realizada pelo jornal “The New York Times” em setembro deste ano, a mineração global de bitcoin consome aproximadamente 91 terawatt/hora anualmente. Isso é mais do que a Finlândia, que tem 5,5 milhões de habitantes, consome no mesmo período.

Uma das maiores mineradoras de criptomoedas do mundo é a Genesis Mining, localizada na capital da Islândia, Reykjavik. O clima frio da região contribui para diminuir os custos com refrigeração, que podem chegar a representar 40% do gasto total. Recentemente, o estado norte-americano do Texas também se tornou um destino visado por grandes mineradoras por causa dos baixos preços de energia.

São essas características, porém, que fazem do Brasil um local pouco adequado à mineração de bitcoin. Além de a energia ser cara (os preços têm subido por causa da crise hídrica), o clima tropical implica maior investimento em infraestrutura e custos de operação mais altos.

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Os impostos envolvidos na instalação de um data center também são caros – nas palavras de Tota, é necessário um “caminhão de dinheiro” para bancar a importação de todos os equipamentos.

Um brasileiro com o capital necessário para investir numa mineradora profissional, portanto, será mais bem-sucedido se abrir sua operação fora do país.

E se eu ainda quiser minerar de casa?


Luiz Pedro de Oliveira, analista da Nord Research, diz que a possibilidade de ser bem-sucedido minerando em casa é extremamente baixa.

“No começo, era possível minerar bitcoin com o computador pessoal porque as equações eram mais fáceis, tinha menos gente fazendo isso. Mas hoje você precisa de máquinas específicas, chamadas Asics, que têm o poder computacional necessário para tentar validar as transações de bitcoin.”

Mesmo investindo em um dispositivo Asic, que pode custar dezenas de milhares de reais, uma única máquina também não é suficiente para se equiparar às grandes fazendas de mineração espalhadas pelo mundo. Uma maneira de contornar isso é se juntar aos “pools de mineração”, grupos de mineradores que unem suas capacidades de processamento e dividem os ganhos entre si.

Quem quer ficar fora da conversa sobre equipamentos caros também pode optar por fazer a mineração em nuvem. Nessa modalidade, o usuário aluga o poder de computação de empresas que possuem os equipamentos adequados e faz a mineração de sua casa, remotamente. É preciso, no entanto, ficar alerta para os vários golpes financeiros que usam promessas de mineração em nuvem para atrair as vítimas.

A mineração profissional também tem seus riscos. Oliveira cita como exemplo os fatores externos, como apagões e desastres naturais, bem como a chance de mudança na regulamentação. No Brasil, a mineração não é regulada.

Em maio deste ano, a China, território que já foi considerado o centro mundial de mineração de bitcoins, proibiu a atividade alegando que ela impediria o país de atingir as suas metas de redução nas emissões de carbono.

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As preocupações com o impacto ambiental do bitcoin chegaram inclusive a Elon Musk, CEO da Tesla, que em maio deste ano desistiu de aceitar a moeda digital como uma forma de pagamento pelos carros elétricos da fabricante devido à sua pegada de carbono. “Criptomoedas são uma boa ideia […] Mas isso não pode vir a um grande custo para o meio ambiente”, disse o bilionário em um tweet.

LEIA MAIS: Musk diz que Tesla aceitará bitcoins quando mineradores usarem mais energia limpa

“A mineração de bitcoin é sim uma uma atividade que gasta bastante energia”, comenta Oliveira. “No entanto, existe uma movimentação para incentivar a utilização de energia renovável. Inclusive o Texas, que é um um estado que favorece a mineração, tem como uma das suas principais fontes energéticas a energia eólica. Então eu acho que a indústria vai evoluir nesse sentido.”

Antes de investir na mineração de bitcoins, também é preciso levar em conta que o próprio algoritmo da criptomoeda controla de forma automática o grau de dificuldade de se minerar um bloco.

O mecanismo funciona da seguinte forma: quanto maior o poder computacional utilizado para minerar bitcoin ao redor do mundo (também chamado de hash rate), maior também é o poder computacional exigido para minerar um bloco – o que significa aumento de custos.

Essa ferramenta serve para impedir a entrada em circulação de muitos bitcoins em um curto espaço de tempo, o que derrubaria o preço da moeda.

Por conta das inúmeras barreiras e desafios, ambos os especialistas concordam que a maneira mais vantajosa de adquirir a moeda é através da negociação em exchanges. “No final das contas, é muito mais fácil você dedicar sua capacidade produtiva a trabalhar para juntar dinheiro e depois comprar bitcoins,” diz Tota.

(Fonte: Isabella Velleda) - 26/04/2022
E-commerce dentro do Metaverso: a novidade já é realidade

E-commerce se prepara para abraçar Metaverso e oferecer novas experiências aos consumidores.

O Brasil tem mais de 80 milhões de consumidores online, que movimentam quase R$ 90 bilhões por ano, segundo pesquisa da Ebit / Nielsen. Os números do e-commerce no país crescem e empreendedores do setor devem ficar atentos às inovações e tendências que podem ser aplicadas aos negócios, para aproveitar as oportunidades e esse amplo público.

É o caso do Metaverso, espaço virtual em 3D onde as pessoas podem imergir e interagir por meio de recursos como a realidade aumentada. Anunciada recentemente, a tecnologia vem repercutindo bastante e já foi abraçada por grandes marcas, que estão apostando em lojas e provadores virtuais e também na comercialização de produtos 100% virtuais.

A expectativa é que o Metaverso movimente bilhões de dólares nos próximos anos, segundo a consultoria Ernst & Young, e revolucione a jornada do consumidor.

“O e-commerce que incluir o Metaverso como um novo canal de interação e compra proporcionará novas experiências aos clientes. Será possível, por exemplo, entrar em uma loja virtual com um avatar, provar diversas camisetas e comprar somente a que ficar melhor. O consumidor terá uma experiência muito próxima de uma atividade que realizaria no mundo físico, podendo testar produtos e serviços de maneira muito realista”, explica Eric Vieira, head E-commerce do Grupo FCamara, consultoria de soluções tecnológicas e transformação digital.

Adesão exige preparo e infraestrutura adequada
Grandes empresas no país já estão se aventurando com a nova tecnologia. É o caso da Tim e da Lacta, que inauguraram lojas recentemente no Metaverso. Vieira aponta que negócios de diferentes portes poderão aproveitar as novas possibilidades, mas para isso o empreendedor deverá estar atento aos aspectos inerentes à implantação de um novo canal de vendas.

“A inauguração de um novo canal é sempre um desafio, tanto em relação à preocupação de manter uma boa experiência do usuário, quanto às questões técnicas de implementação de uma infraestrutura adequada. No Metaverso, isso não será diferente. O varejo online terá que disponibilizar uma boa experiência de compra, considerando que o cliente ainda não estará ambientado ao novo canal. Por isso, será preciso minimizar os riscos de rejeição”, esclarece o executivo.

Nesse sentido, a arquitetura de infraestrutura pode impactar de forma significativa o sucesso desse tipo de iniciativa. É necessário implementar um ambiente adequado ao volume de acessos e interações e nessa hora pode-se esbarrar em outro desafio, que é a disponibilidade de profissionais qualificados.

Por isso, para que isso aconteça, é necessário que haja incentivo e projetos para formar especialistas no negócio e-commerce aliado a novas tecnologias, para que essas pessoas sejam capazes de tornar essas experiências excelentes, já que ainda é considerado que atualmente o número de profissionais da área seja escasso se comparado ao crescimento do setor.

“Além dessa necessidade cada vez maior de profissionais especializados em negócios e comércio digitais, haverá poucas pessoas com conhecimento técnico em Metaverso no mercado. Todos esses pontos devem ser considerados e quem antecipar sua preparação para ingressar no novo universo de possibilidades, estará em vantagem. Um e-commerce que possui presença forte com website, aplicativo e marketplace, ao aderir ao Metaverso alcançará uma posição de mais destaque em relação aos concorrentes”, conclui Vieira.


(Fonte: Redação Homework *) - 04/04/2022
Você sabia que o Wi-Fi nasceu durante a 2ª Guerra Mundial?

Padrão de conexão que age de forma simultânea chegou ao Brasil em 2008. Veja algumas curiosidades sobre o Wi-Fi.

A Internet Wi-Fi virou um dos itens de maior destaque e uso na vida cotidiana. Com mais de 20 anos de criação, o principal padrão para conexões sem fio foi desenvolvido pelo Institute of Electrical and Eletronics Enginners (IEEE) e, desde seu surgimento, evoluiu em performance e estabilidade.

Depois de diversos anos de constante aprimoramento de seus recursos, hoje, a rede Wi-Fi, também conhecida como IEEE 802.11, se tornou a principal alternativa de conexão à internet, devido a facilidade e praticidade que proporciona.

Apesar da grande utilização, existem algumas informações desconhecidas por parte dos usuários, que precisam dessa tecnologia diariamente. Pensando nisso, a Mercusys, fabricante de dispositivos de rede, separou cinco curiosidades sobre o Wi-Fi e as formas mais eficazes de utilizar essa tecnologia. Confira:

1. Origem na Segunda Guerra Mundial
A primeira base para o Wi-Fi foi produzida durante a Segunda Guerra Mundial pela atriz Hedy Lamarr, que criou e patenteou uma espécie de torpedo guiado por rádio que impedia a detecção do sinal pelos inimigos. Conhecida como tecnologia de espectro alargado por salto de frequência, o recurso acabou dando origem ao primeiro padrão de conexão wireless anos mais tarde.

Quando o Wi-Fi começou a ser desenvolvido, em 1999, foi criado um consórcio entre empresas para definir os parâmetros que garantiriam a acessibilidade aos dispositivos de diferentes fabricantes. Ele se chamava Wireless Ethernet Compatibility Alliance (WECA).

O consórcio lançou um selo chamado Wireless Fidelity que era utilizado para representar quando um equipamento era compatível com a rede sem fio. Wi-Fi é uma abreviação do nome desse selo.

2. O Wi-Fi utiliza ondas de rádio
Vamos começar com o básico. Wi-Fi é uma tecnologia que usa ondas de rádio para transferir informações de um dispositivo eletrônico para outro. Possibilitando que computadores, celulares e outros aparelhos acessem a internet ? sem cabos, assim como acontece com a televisão e o rádio. Essas ondas são enviadas por meio de um adaptador, que recebe os sinais, decodifica e os emite a partir de uma antena. Eles podem chegar via cabo, linha telefônica ou rádio.

Segundo Alexandre Nogueira, Gerente Executivo de Vendas da Mercusys, para que um dispositivo tenha acesso a esses sinais, é preciso que esteja dentro do “hotspot”, ou seja, inserido em um determinado raio de ação.

“Por usar o mesmo protocolo de comunicação da internet, o Wi-Fi acaba sendo uma tecnologia robusta e estruturada, porque toda transmissão enviada e recebida depende de uma confirmação do destinatário de que os dados foram entregues com sucesso, o que ajuda a evitar problemas de conexão”, explica.

3. O compartilhamento do Wi-Fi é feito pelo roteador
Para o compartilhamento da internet é necessário utilizar um roteador Wi-Fi, que é um equipamento com a função básica de receber e direcionar pacotes de dados dentro de uma rede ou para outras redes.

Com características específicas, o aparelho formado por oscilações elétricas e ondas eletromagnéticas tem a missão de direcionar o sinal através de antenas, buscando as melhores rotas para enviar e receber dados, priorizando não só as transmissões mais curtas, como também as menos congestionadas.

Essas ondas são bastante suscetíveis a interferências, que podem ser provocadas por barreiras físicas, como paredes, espelhos e lajes, por exemplo. Além disso, a localização do roteador faz toda a diferença na atuação do sinal, visto que as ondas são transmitidas para todas as direções. Na hora de posicionar o aparelho, o ideal é colocá-lo em cima de um móvel mais alto e em um ambiente com menos objetos para que o sinal fique com menos obstáculos, podendo percorrer livremente pelo local.

4. Existem 5,2 bilhões de dispositivos conectados no Wi-Fi
Atualmente, 5,2 bilhões de dispositivos que usam a tecnologia estão ativos em todo o mundo, segundo dados do estudo "Fatos e Estatísticas", da World Wi-Fi Day. E uma nova onda de dispositivos Wi-Fi inteligentes está prestes a impulsionar a adoção de novos mecanismos até 2025, consolidando a Wireless como uma das principais tendências tecnológicas para os próximos anos.

O relatório aponta, ainda, o padrão Wi-Fi 6E como responsável por uma conectividade mais estável, garantindo maior performance entre dispositivos compatíveis.

“O Wi-Fi 6E é uma evolução do Wi-Fi 6, e a principal diferença é a adição de frequências de 6 GHz. Dessa forma, as características gerais são as mesmas entre as duas tecnologias, sobretudo no que diz respeito a eficiência das conexões e ganhos de velocidade”, afirma Alexandre.

5. A sigla é uma abreviação de Wireless Fidelity
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o nome Wi-Fi não tem um significado específico. A sigla é uma abreviação de Wireless Fidelity, que significa fidelidade sem fio, em português e foi criada pela agência de marketing Interbrand, encarregada pelo lançamento da marca.

O termo também é uma mistura do conceito de Wireless com Hi-Fi, que abrevia High Fidelity ou Alta-fidelidade, isso porque a escolha do nome buscava anunciar um tipo de conexão que garantia a fidelidade da comunicação, mesmo sem a utilização de cabos.

(Fonte: Redação Homework *) - 04/04/2022
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Sobre o Portal no Brás

O Portal no Brás foi lançado em 01 de dezembro de 2016, tendo como objetivo principal a divulgação de empresas e produtos comercializados na região NO BAIRRO DO BRÁS no centro da cidade de São Paulo, focando-se principalmente em produtos voltados para a área de ferramentas e ferragens.